Fumando (já não) espero

 

Com as deixas de uma crônica, um livro e algumas reportagens

 

Mad Men

Mad Men (HBO): Joan Holloway, personagem que, na série de TV, é interpretada pela atriz Christina Hendricks

Também eu já me vi inebriada por essa aura de glamour que o hábito de fumar, há não muito tempo, ainda desfrutava. Fumei, aproximadamente, entre os 16 e os 26 anos. A despeito de uma bronquite asmática, apesar da barulhenta oposição de meus pais — na frente de quem, a propósito. nunca ousei acender um cigarro.
Um belo dia, exatamente aos 26, em meio a preocupações típicas de uma mulher à beira dos 30 e sentindo que precisava de “fôlego” para dedicar-me às atividades que me davam prazer, me estabeleci: é hoje que abandono o vício. E assim foi. Taurina e compromissadamente. Numa boa, sem recaídas.

Minha irmã nunca fumou. Meu pai abandonou o hábito há alguns anos. Minha mãe, embora hoje fume menos do que já fumou, ainda é fonte de preocupação para todos nós. Lendo, dias atrás, a crônica da Cora Rónai, fiquei bastante tentada a adquirir o livro comentado. Não sou dada a policiar os hábitos alheios, mas quem sabe se, munida dos argumentos do jornalista Giacomo Papi, não logro convencer quem precisa ser convencido ?

Sobre esse assunto (tabagismo), tão elucidativa (quanto alentadora) a reportagem publicada, domingo, na versão impressa de O Globo — primeira parte no site

 

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Houve uma vez um verão

 

A estação que ficou gravada na memória dos cariocas ganha livro e filme

 

Fernanda Abreu - Foto por Adriana Paiva

Fernanda Abreu, em 1996 : Show no Recife um ano após lançamento do álbum Da Lata

Eu morava em Brasília à época desse que, no Rio de Janeiro, ficou imortalizado como o verão da lata. Mas lembro bem de sua tremenda repercussão (e, digamos, de alguns de seus resultados ‘criativos’). Típico episódio que me leva a pensar na capacidade espantosa que os cariocas têm de fazer graça (e tirar algum proveito) de acontecimentos dos mais trágicos aos mais insólitos.
Este vídeo eu garimpei no YouTube. Além de curiosas versões sobre a carga “perdida” do Solana Star, interessante ouvir o povo que acha — como cita o jornalista Wilson Aquino, na reportagem –, que tudo não passa de lenda urbana, história de pescador.
Agora, melhor que tudo é lembrar de como esse disco da Fernanda Abreu me fez dançar (e cantar junto).