Ainda turistas

 

Flanando pelo Centro do Rio

 

catedral Metropolitana do Rio de janeiro

Catedral Metropolitana: Um olho no personagem, outro na geometria

 

Quando cheguei à Caixa Cultural para ver a mostra de gravuras de Beatriz Milhazes, na manhã da quinta-feira (23), encontrei o local fechado e a entrada ocupada por manifestantes do MNLM (Movimento Nacional de Luta Pela Moradia). Mas não perdi a viagem. O centro da cidade, com seus contrastes e apelos multicores, sempre me exerceu fascínio. Daí que, saindo da Caixa, peguei o rumo do Largo da Carioca, espécie de palco para manifestações as mais diversas — de causas políticas à pregação de evangélicos. E de lá segui, passando pelos prédios da Petrobras e do BNDES, pelo Teatro Nelson Rodrigues e pela Catedral Metropolitana, onde fiquei por alguns minutos observando grupos de turistas que iam e vinham e onde encontrei, desgarrado do seu grupo, o senhor aí da foto.

 

 

 

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Mas ela é carioca …

 

Das consequências de deixar de ser turista na própria cidade

 

Placas no entorno do Largo da Carioca

Explorações citadinas: Placas no entorno do Largo da Carioca

Agora, que no Rio tenho usado Metrô com uma certa regularidade, volta e meia esbarro nesse tipo de problema.
Outro dia, quis sair do Centro rumo à Tijuca e só fiquei sabendo que no mesmo lado da plataforma passavam trens com destinos diferentes quando já me dava por perdida em estação nada a ver com a pretendida.
Graças a um desses solícitos conterrâneos pude saber que a informação que me interessava encontrava-se num luminoso acima da porta dos trens. 
Imagine por que agruras não passam aqueles que dominam pouco mais que os rudimentos do nosso idioma.

É possível que eu ainda me perca assim por pautar-me pela época em que vinha passar férias na casa de meus avós, nos idos dos 90. Com menos linhas e trens era tudo, obviamente, mais simples para uma forasteira sazonal, como eu até há pouco tempo fui.