Sobre duas rodas: Grafite em plagas chilenas

 

Bike Santiago

‘Ruta Graffiti Bellavista’

Vi o vídeo no Twitter, outro dia, e, imediatamente, pensei no Tiago. Nesse breve período morando na capital chilena, ele já se tornou, também lá, um assíduo usuário do sistema de bicicletas compartilhadas.

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+ [  Arte urbana, aqui, no blog  ] 
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Urca: A pé ou de bicicleta

Via Instagram

Urca Turismo

Avenida Portugal : Placa de sinalização turística próxima à famosa Mureta da Urca

Rio a pé pode ser bom. E Urca a pé, então? Seria um programa ainda mais aprazível se as calçadas não estivessem tão mal conservadas.
Como se pode depreender em uma exploração superficial deste meu IG, adoro flanar por lá. Mas também gosto muito de circular pelo bairro de bicicleta. Estações Bike Rio, a propósito, há várias. Retiro “laranjinhas”, com mais frequência, na estação da Praça General Tibúrcio e na da Avenida Pasteur / UNIRIO. Mas há outras. Se ainda não experimentou, fica aqui minha sugestão: deixe apenas passar a chuva.

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>  Eis aqui uma lista de estações Bike Rio nos arredores:

• Estação 56: Praça General Tibúrcio / Praia Vermelha ;
• Estação 57: UFRJ / Campus Praia Vermelha . Av. Venceslau Brás, 65 ;
• Estação 58: UNIRIO / Avenida Pasteur ;
• Estação 87: IED (Istituto Europeo di Design) : Avenida João Luiz Alves, 13.

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Sobretudo porque célere

Ainda o metrô

Lina Bo Bardi

Certos encantos da metrópole: Sair do MASP,  pegar o metrô até a Pinacoteca e voltar à Paulista com disposição para ainda flanar

Um leitor do blog fez a provocação e eu não me furtaria a responder: “Você fala tão bem do metrô porque não deve usar com frequência”. È vero, ultimamente, não. Ele ainda emendou: “E aposto que nunca entrou na Estação Sé perto de final de expediente”. Taí. Entrei. Pode ter sido por absoluta ignorância da multidão que encontraria em uma daquelas típicas tardes de temporal na capital paulistana. Mas entrei. Admito, é experiência para os fortes. Eu não a repetiria em sã consciência.

Sinto que minha relação com o metrô, hoje em dia, guarda certo laivo de minhas experiências de jovem universitária vindo ao Rio visitar meus avós. Com o sentido de urgência próprio de meus vinte e poucos anos, como não amar a ideia de sair de um sebo no centro da cidade, embarcar em uma estação próxima dali, e, minutos depois, já estar flanando por Botafogo? Quando vinha de férias, era principalmente meu avô quem costumava me deixar nos lugares onde eu desejava ir. Mas quando eu não podia contar com a carona dele, o metrô, frequentemente, me foi de grande serventia.

Já em São Paulo, de uns anos para cá, minhas melhores experiências com o meio de transporte têm se dado em dias em que, tendo uma agenda flexível, posso me deslocar sem muita pressa. Em uma dessas ocasiões, peguei o metrô na Paulista para ir até a Pinacoteca, dali até a Vila Madalena e, mais tarde, outro de volta à Paulista, aportando por lá com disposição para ainda flanar pelos arredores. A melhor maneira de visitar um número razoável de museus e galerias, em um mesmo dia, segue sendo essa. Mas, claro, evitando sempre os horários de rush.

A propósito ainda de ser conduzida aos locais que me interessam, com praticidade e rapidez, gostei bastante da experiência que tive, dia desses, de pegar um VLT na Parada dos Museus – ao lado do Museu de Arte do Rio -, para descer na Cinelândia, perto de onde, aliás, o ônibus exclusivo do Novo Leblon faz escala no percurso de retorno ao condomínio.

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Em tempo: A revista O Globo deste domingo traz especial sobre a Linha 4 do Metrô do Rio, com crônica de Arnaldo Bloch e ensaio fotográfico de Custódio Coimbra. Aqui: [=].

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De como saio dos meus domínios

Ou: Pretexto para tecer loas ao metrô

Barra da Tijuca

Casas do Novo Leblon e, ao fundo, edifícios do Mandala : Ambos os condomínios dispõem de transporte exclusivo para os moradores.

Um espanto lembrar que há mais de década vendi meu carro. Para ser precisa, em 2005, quando ainda morava em Moema (São Paulo) e, àquela altura, já mal o tirava da garagem, desanimada que andava com o trânsito da cidade e com todas as implicações de ser proprietária de um automóvel.
Não abri mão por completo de dirigir, entretanto. Prova é que, ainda antes de mudar para o Rio, no final de 2009, fiz questão de renovar minha carteira de motorista – emitida em Brasília, em meados dos anos 1990 -, e, desde então, já renovei-a uma segunda vez.

Embora tenha cada vez menos vontade de dirigir, para não perder, digamos, a prática, pego de vez em quando o carro do meu pai. Mas é raro que me aventure a deixar os limites da Barra da Tijuca. Situação que talvez fosse diferente, se eu não contasse com o transporte próprio do Novo Leblon, condomínio onde moro. Os ônibus, equipados com wi-fi, ar-condicionado, poltronas reclináveis (e, em alguns casos, TV), me levam, com conforto e eficiência, a todos os locais onde preciso estar, do Leblon ao centro da cidade, bem como de volta ao condomínio.  Não dispusesse dessa comodidade, é possível que me tornasse uma usuária mais frequente do BRT. Sobretudo porque, além de ter uma estação em frente ao Novo Leblon, agora também faz ligação com a recém-inaugurada estação Jardim Oceânico do Metrô.

METRÔ. Ergo um altar a esse maravilhoso invento humano. Metrô, do que mais sentia falta quando morava em Moema. Como não pensar, além de tudo, na pequena fortuna que eu teria deixado de desperdiçar com táxi, se essa área da cidade já integrasse a malha metroviária, nos últimos anos em que residi no bairro?

Minha mãe, que voltou de São Paulo no sábado, veio puxar assunto a respeito. Tendo se hospedado na Lavandisca, rua vizinha à Tuim, onde morei entre 99 e 2005, ela comentou que, observando o tumulto ocasionado pelas obras do metrô, na Avenida Ibirapuera e no entorno, essas pareceram-lhe bastante adiantadas. E, a caminho do Congonhas, o taxista que a conduziu só fez reforçar essa sua impressão.
Comentei de volta, um tanto ceticamente, que era de se esperar. Afinal, a estação de Moema é uma das extensões da Linha 5-Lilás cujas obras tiveram início em 2011. Dado que o prazo de sua entrada em operação foi tantas vezes revisto, disse a ela que achava mais sensato ainda não comemorar. Por ora, indo a São Paulo e hospedando-me no Ibirapuera, vou me resolvendo com os meios de transporte habituais.

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