“Aulas de felicidade”

Na minha época de UnB era o SOU a apontar caminhos

A inclusão de uma disciplina na grade curricular da Universidade de Brasília (UnB) rendeu, na última semana, uma série de reportagens e posts redes afora. Inspirada na experiência das universidades americanas de Harvard e Yale, “Felicidade”, a matéria em questão, passará a ser oferecida a partir de agosto, e, por ora, apenas aos alunos do campus do Gama.
Com tantas chamadas apontando para o “inusitado” do fato, o que parece ter rendido menos comentários nas redes foi a real motivação da novidade curricular.

A preocupação com a saúde mental dos alunos da UnB foi o que, na verdade, levou à criação da disciplina. Precisamente depois que uma pesquisa demonstrou que um grande número de estudantes vinha apresentando sintomas de distúrbios como a depressão, quadro frente ao qual a universidade admitia não estar preparada para atuar.

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O que é bom para a UnB é bom para o Brasil? : Doada à universidade em meados da década de 1990 (época em que fiz a foto), estátua de John Lennon, ainda hoje, é alvo de pichações

Quando vi a reportagem na Globo News, um dos pensamentos que me ocorreram foi que, nos meus tempos de UnB, o que tínhamos à disposição como suporte para nossas inquietações – crises vocacionais, inclusive – era o SOU – Serviço de Orientação ao Universitário http://www.deg.unb.br/sou — e que este foi-me bastante útil na época em que, tendo por volta dos meus 19, 20 anos, ainda não tinha firmeza sobre minhas escolhas profissionais — convém lembrar que entrei na universidade aos 17. Foi frequentando o SOU, aliás, que recebi apoio (e a indicação de uma terapeuta) para começar a fazer análise.

Há que ser sempre recebida com entusiasmo a oferta de disciplinas que tenham como meta a melhoria do bem-estar dos alunos. Entendo que a inserção no currículo acadêmico de aulas de “felicidade” é também uma forma de jogar luz sobre questões que, eventualmente, estejam a afligir os estudantes, e que fazê-lo em grupo, compartilhando experiências, é um bom começo. No entanto, se ao sentimento de inadequação também se somam sintomas de distúrbios mentais mais sérios, é óbvio que esses têm de ser tratados com a adequada orientação profissional.

 

OPTATIVAS

Uma olhada nos históricos escolares das universidades pelas quais passei atesta o quanto sempre fui adepta de incursões por matérias sem imediata ligação com o meu curso. Na UnB mesmo, na tentativa de descobrir qual seria minha real vocação, experimentei um bocado entre a Antropologia e o Cinema – um pouco menos, entretanto, quando me decidi pelo Jornalismo.

Ensino superior faculdades estudei DF experiência brasiliense colegas UnB Expediente Câmpus jornal - Repórteres e editores Adriana Paiva Veronica Goyzueta Nahima Maciel Renê Sampaio - Professores David Renault Maria Luiza Dainesi Fac - Faculdade de Comunicação da Universidade de Brasília

Expediente do jornal-laboratório Campus: Matéria obrigatória ; no meu segundo ingresso na UnB, em 1993, eu já estava decidida pelo Jornalismo

A lista de optativas cursadas (apenas na UnB) incluiu, entre outras: uma série de disciplinas nos departamentos de Literatura e Filosofia, uma efêmera incursão pela Psicologia (com PGE, uma de minhas mais atormentadas escolhas), além de experimentos em Letras, com alemão — que tranquei não muito tempo depois de começar a contar ‘eins, zwei, drei, vier’… – e língua japonesa, cuja aprendizagem busquei aprimorar em cursos fora da universidade.

Embora continue entusiasta de uma formação multidisciplinar, hoje reconheço que preferiria ter ingressado na universidade com menos dúvidas do que entrei, o que, é bem provável, me teria levado a cursar optativas com mais objetividade, isto é, buscando aquelas mais condizentes com minhas verdadeiras aptidões.

 

 

 

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Boas novas no meu entorno

 

Para o rol de ações ecologicamente responsáveis

Gerando energia limpa

Fotos por Adriana Paiva

Clube do Condomínio Novo Leblon:  Placas para captação de luz solar

 

Eis aí um investimento do condomínio que sou obrigada a aplaudir de pé. O programa de eficiência energética, que previa a instalação de uma usina fotovoltaica no clube, foi concluído no final de junho. A etapa que faltava era a troca de refletores da piscina, do ginásio poliesportivo, do campo de futebol e das quadras de tênis. Com o conjunto de ações, a estimativa é a de que a despesa do clube com energia elétrica seja reduzida em pelo menos 20%.
Fico na torcida, agora, que eles aproveitem o embalo ecologicamente responsável para abandonarem de vez a sandice de estourar fogos de artifício a cada festividade (ou deixa para celebração) — o que, além de abrir espaço no caixa para uso mais racional das altas taxas cobradas dos condôminos, faria um tremendo bem aos nossos animais de estimação.

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