Rio, 29°C

Da Barra da Tijuca a Ipanema

Paraglider rumo ao Arpoador

Manhã de sexta-feira (2/2), no Leblon. Do quiosque da Mãe Terra, no Baixo Bebê, acompanhando o que, por alguns minutos, pareceram evoluções de um parapente desgovernado. A pessoa planava tão rente aos edifícios, em direção ao Arpoador, que, logo, uma pequena multidão de transeuntes apreensivos se formou por ali. Um speed fly (parapente de velocidade), até onde sei, não teria (nem deveria ter) como percurso esse trecho da orla.

Avenida Vieira Souto - Foto pde Adriana Paiva

 Naquela mesma sexta (2). Ipanema, Posto 10, por volta de 13h30

Como carioca nada afeita a passar calor, preciso registrar que estou exultando com esses dias, digamos, quase frescos.
Quando, meus senhores, nestas terras de São Sebastião do Rio de Janeiro, vimos temperaturas oscilando entre toleráveis 29°C e 31°C, em pleno verão? Se essa graça ocorreu, sinceramente, eu não lembro (ou, talvez, nem morasse no Rio). 

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Saí da praia rumo à Ataulfo de Paiva, pouco depois de meio-dia e meia. E sem saber, afinal, o destino do aventureiro do parapente. Como, mais tarde, não vi nada a respeito no noticiário, quero crer que ele chegou a salvo em solo.

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Na minha rota até a Casa de Cultura Laura Alvim,  em Ipanema, o dia, que começara com sol e céu azul,  estava assim:

Ipanema Dois Irmãos Foto de Adriana Paiva

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Dias de Pauliceia

 

Organizada e intensamente

Inaugurando junho na mais positiva das disposições

Fotos por Adriana Paiva

Praça Carlos Gardel e Rua Curitiba: No Ibirapuera, vizinhas ao local onde me hospedo

Fazer com que meus planejamentos pré-viagem caibam nessas curtas permanências em São Paulo é sempre um desafio. Mas minha localização, no Ibirapuera – tangenciando os bairros Paraíso e Jardim Paulista -, torna tudo muito mais fácil. Meu preparo físico, preciso não ser modesta, também tem lá sua cota de contribuição na maneira como desfruto essas minhas temporadas paulistanas. Embora costume priorizar o deslocamento por metrô e pegue táxis, aqui e ali, raramente me furto a uns bons minutos de caminhada. Pelo contrário. Flâneuse de longa data que sou, explorar a pé as cidades que visito (por mais que eu já as conheça) costuma ser um dos pontos altos de minhas viagens.

As rotas a considerar são muitas: abastecer-me de notícias locais na banca da Praça Carlos Gardel, seguir rumo ao Parque Ibirapuera – de bike ou a pé. E lá, escolher: Museu Afro Brasil? Ou andar um pouco mais até o MAM? Nessa viagem, contudo, minha prioridade era visitar a mostra “Modos de Ver o Brasil – Itaú Cultural 30 Anos”, um recorte do acervo artístico do Itaú Unibanco, com mais de 750 obras distribuídas pelos quatro andares da Oca.

Oca Parque Ibirapuera

Parque Ibirapuera: Colegiais na entrada do Pavilhão Lucas Nogueira Garcez / OCA, espaço expositivo projetado por Oscar Niemeyer; quinta-feira, 1º de junho

Mas, dependendo do planejado, também posso pegar o caminho inverso: subir a Abílio Soares, desviar pela Travessa Tutoia, galgar a Teixeira da Silva até a Gêmel, onde costumo fazer uma parada estratégica para um café, e dali seguir até desembocar na Avenida Paulista. E uma vez lá, quem me conhece sabe bem, o céu é o limite. Dessa feita, no entanto, a estrela era a Japan House, inaugurada no início de maio.
Enquanto a tarde caía, fiz uma escala ligeira na Casa das Rosas, a caminho do Itaú Cultural, onde a visita pautada era à “Ocupação Conceição Evaristo”.
Terminei a noite na Paulista dando uma chegada na Reserva Cultural, onde acontecia o coquetel de abertura da 6ª Mostra Ecofalante.

Fotos por Adriana Paiva

Japan House:  A instalação do artista Chikuunsai IV Tanabe integra a mostra “Bambu – Histórias de um Japão”  (até 9 de julho) 

Reserva Cultural

Reserva Cultural: 6ª edição da Mostra Ecofalante teve abertura para convidados na quarta-feira (31/5). Programação com filmes de temática ambiental vai até 14/6

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|  + SÃO PAULO:  No blog e no Instagram – pela hashtag #adrinascidades  | 

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A semana em imagens

 

Da Barra da Tijuca ao Centro

exposições Cidade das Artes

Mostra “Ocupação Urbana”, na Cidade das Artes. Domingo, 29 de maio.
Realizada em parceria com a GaleRio, plataforma voltada à arte de rua e coordenada pelo Instituto Eixo Rio, a exposição reúne obras de 14 artistas e fica por lá até 30 de junho.

 

Via Instagram

 

corredor cultural centro do Rio

Vista da Igreja da Candelária a partir da Casa França-Brasil. Escala para almoço no Crepe Nouveau, antes de seguir para a Caixa Cultural.

Rio

Deixando as dependências da Caixa Cultural, na quarta-feira, 25.
O que me levou até lá foi a edição 2016 do World Press Photo. Neste ano, a mostra itinerante de fotojornalismo, que reúne imagens premiadas em nove categorias, vai passar por 100 cidades de 45 países. Na Galeria 4 da Caixa até 19 de junho.

Centro Cultural Banco do Brasil artistas australianos Australia artista australiana artists sculptures Patricia Piccinini

Quanto tempo transcorre, em média, entre a pessoa postar-se diante de uma obra de arte e sacar do celular para tirar fotos? Ultimamente, tenho me dedicado a observar esses movimentos. Aí, em visita à exposição ComCiência, da australiana Patrícia Piccinini. A mostra, que já passou pelo CCBB de Brasília e pelo de São Paulo, fica na unidade carioca até 27/6.

Lagoa de Marapendi
Final de tarde na marina do condomínio Novo Leblon: Observando o movimento na Lagoa de Marapendi.

 

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Brasília: 56 anos

 

Minha homenagem

Com trechos de post publicado em 2002,  no meu 1° blog,  o Periplus 

Mudanças de cidade - filha filhos de militar militares do RCG Cavalaria Dragões da Independência superquadras brasilienses DF oficiais Exército Brasília macrobiótica e vegetariana estilo vegetariano Hare Krishna comunicação Revista Transe

Privilégio de ter vivido o lado mais “cidade” da capital da República.

Estávamos no início dos anos 2000 e eu me pegava revolvendo lembranças da década e meia em que, entre idas e voltas, morei na cidade : 

“(…)  O primeiro sobrevoo pelo ocre saturado do Planalto Central. As chuvas perfumando tudo depois dos duros meses de estiagem. O céu azul-púrpura e o horizonte amplo. A arquitetura de arestas. As vastas galerias e avenidas. Aprender a dirigir por essas ruas. A tentação da velocidade…
Nossa “secreta”, a baiana Joana. Seus quitutes pontuais. Judy, minha Lulu da Pomerânia. Preta, a vira-lata do coração. As ‘creonças’ aprendendo a cavalgar no RCG. Ver meu pai jogar pólo. Fazer natação no Círculo. Os arraiais de São João. As visitas de meus avós durante as férias. O casamento da Cris, minha irmã. O nascimento de meu sobrinho Tiago.

Webster, meu professor de violão, e Verinha, sua namorada. Martín, Go, Leda, André, Carla, amigos e conselheiros. Valéria Velasco, mãe da Usha e minha primeira editora no Jornal da Comunidade.
As festas que organizávamos no Park Way. Fechar todos os bares da 108 / 109 sul, em cantorias desatinadas com a turma da FAC.

Deixar de comer carne, aos 15 anos. Ir ao Jegue Elétrico para comprar a “Transe” e os discos do pessoal do “Lira Paulistana”. Domingo de ‘prasada’ no Hare da 508. Fim de tarde no Café Martinica, a metros da minha casa. O pão de queijo e o bolo “peteleco” do “Furão ” (fechado há anos), na 102 norte. As tortas da Praliné e da Francesa.
Ir a todos os espetáculos no Teatro Nacional. Encontrar a Sala Villa-Lobos sempre lotada. Conseguir lugar nas primeiras filas. 
Devorar quadrinhos na gibiteca da 508 Sul. Expor na Athos Bulcão .

UnB : Os amigos de faculdades. Usha, amiga desde “Fotografia e Iluminação 1”, com o David Pennington. A primeira moviola. As aulas de “Direção do Filme”, com o Pedro Jorge Pinto. Gravar em um circo, nas proximidades de Bsb, uma adaptação do “Artista da Fome” ( conto do Kafka), para a disciplina do Pedro Jorge. Ir com coleguinhas à primeira expo do Salgado — no DF, claro. Os Ladrões de Alma. Viajar para Pirenópolis no ônibus ferrado da FUB, para fazer o ensaio final em “Introdução à Fotografia”. Jeová, criatura santa que trabalhava como laboratorista na FAC. “Seu Tonho”, servente nota 10, alegrando a galera retardatária no final de semestre.
Alice Tamie Joko (Arice Sensei), minha primeira professora de japonês. Cantar no Tanoshii Tori. As aulas de “Cultura Japonesa”, com o Marcos Vinícius. Aprender ikebana e sumi-e, no NEA(SIA) . As farras do Enecom. Os shows de Célia Cruz, Fito Páez, Cássia Eller, etc., no FLAAC.
As horas infindáveis devorando todas as edições da “Graphis”, mais a obra do Borges e do Kafka, na BCE. Os 6 ou 7 livros emprestados semanalmente na biblioteca .
Ir praguejando até o C.O. para fazer PD1 e PD2. Encontrar corujinhas nas árvores do caminho.

Os inesquecíveis interlocutores. Os múltiplos gozos intelectuais. Ver e ouvir: Adélia Prado, Washington Novaes, o bispo Desmond Tuto, Ferreira Gullar, Roberto Freire ( os 2 :-) Receber os toques do mestre das artes gráficas, Wagner Rizzo . Fazer o still daquele documentário sobre o Torquato Neto. A entrevista que o Caetano Veloso  nos concedeu no Hotel Nacional. Aprender a fazer roteiro para cinema. Ter alguns guardados na gaveta.
Ter sido aluna, também, de: Vladimir Carvalho (O Documentário), Carlos Chagas (História da Imprensa), Roque Laraia  (Antropologia 3),  Susana Dobal (Introd. à Fotografia ), Cristina (Inglês 1 e 2), Maria Auxiliadora (Linguística), Ferreirinha (Teoria da Literatura), Esther, Maria Rita Leal, Luís Humberto, Climério Ferreira… Adoraria rever todos vocês. Ouví-los, abraçá-los. Saudade.”

Brasília DF Espaço Cultural Renato Russo 508 Sul TT foto fotos retrato Clodo Climério Clésio Carla e Luciana Giles Antunez de Mayolo departamento história TV telejornalismo comunicação FAC jornalista Adriana Paiva

+ Ainda Brasília – Celebrações outras: O aniversário de 54 anos e o de 53.  

Afetos cariocas

 

O Parque Lage, a EAV

 

EAV - Oficina

Cavalariças : Oficina de escultura, 8 de janeiro de 2016

 

Estive no Parque Lage, na sexta-feira (8), entre outros motivos, em busca de informações sobre cursos. Ao encontrar a secretaria fechada – algo que não recordo que ocorresse nos janeiros em que fui aluna da Escola de Artes Visuais -, acabei estendendo minha visita, com uma passada pelas cavalariças e uma pausa para bebericos no Plage Café.
Sobre a crise pela qual vem passando a Escola, escrevi, dias depois, no Facebook – com a deixa de uma reportagem publicada na Folha de S.Paulo :

Em momento algum das minhas idas e voltas ao Rio a EAV do Parque Lage deixou de ser, entre as instituições cariocas, aquela pela qual tenho o maior dos apreços. Minha mãe foi aluna de lá, no final da década de 70. Eu vim a ser, alguns anos depois – tendo feito, em períodos diversos, cursos de teatro, serigrafia e fotografia.
Daí que acompanhe com apreensão o desenrolar dessa crise. Não deixo de admirar, contudo, a postura com que a direção da escola se coloca frente a ela. Avaliando possibilidades e mesmo concebendo realizar cortes, aqui e ali. Mas também quer me parecer, sem abertura para concessões que impliquem prejuízo à missão ou ao histórico da EAV. Dias melhores hão de vir.

Nesse mesmo Facebook, encontrei a foto, junto às recordações – escritas em novembro de 2009…

Paris

Comecei a frequentar o Parque Lage quando tinha por volta de nove anos. Nessa época, minha mãe fazia diversos cursos na EAV. De alguns deles — como o de escultura — eu e minha irmã (três anos mais nova) fomos, por assim dizer, espectadoras ativas. Assistíamos às aulas, nos lambuzávamos de argila e, de quebra, levávamos para casa nossas criações. Agora, o que “cobiçávamos” mesmo eram as aulas de “modelo vivo”. Como quaisquer crianças com nossas idades, tínhamos curiosidade sobre a nudez. Mas é claro que não nos era permitida a entrada. Assim, postávamo-nos sob um desses janelões, detrás de onde aconteciam as aulas e nos espichávamos o máximo que podíamos para tentar ver o que rolava lá dentro. Guardo na memória que uma dessas modelos era atendente na lanchonete da EAV . E continuou a ser, anos depois, quando ingressei na escola como aluna. Primeiro de serigrafia; depois, de teatro e de fotografia.

 

 

Da série: Com a deixa da notícia

Operação do Procon no bairro da Urca

Nove dos treze estabelecimentos vistoriados são autuados e receberão multa

Praia Vermelha

Pão de Açúcar visto do CMPV : É no interior do clube que fica o restaurante Terra Brasilis

Triste o desempenho da Urca na operação pré-Copa do Procon. Dos treze estabelecimentos vistoriados, na última quarta-feira, nove foram autuados. Algumas dessas atuações não me surpreendem de todo. O Terra Brasilis, por exemplo, é um restaurante no limiar do razoável – o mais interessante dali, a meu ver, é a generosa vista do Pão de Açúcar. O que mais choca, nesse levantamento, é o número e o tipo de irregularidades encontradas. Situação ainda mais preocupante quando se sabe que o lugar fica invariavelmente lotado, na hora do almoço. É grande a frequência de estudantes e professores da Unirio, Ateliê da Imagem, IME, etc., instituições vizinhas daí. Sem falar das numerosas levas de turistas.

Desde que comecei a frequentar o lugar, em meados da década de 1980, quando morei no bairro, o restaurante passou por umas tantas administrações e trocas de nomes. Depois da mais recente dessas mudanças, estive lá algumas vezes. Em nenhuma delas saí com a convicção de que valesse realmente a pena retornar.

 

Ali, onde desembocam minhas zapeadas

 

Série musical na HBO

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Encuentros en Brasil - HBO

Kevin Johansen em escala por Fernando de Noronha: No restaurante O Pico, recebido pelo chef Alvaro Segundo


Acabo de ver que o Now já colocou no ar quatro dos episódios de Encuentros en Brasil. Tendo visto todos os seis, em suas exibições originais pela HBO, curioso notar como, ao contrário do que ocorreu com o uruguaio Jorge Drexler, o argentino Kevin Johansen e a chilena Francisca Valenzuela (donos de temperamentos mais extrovertidos), se beneficiam imensamente mais da passagem pelas cidades escolhidas pela produção.
Uma figuraça esse Johansen. Quase sempre com uma cuia de chimarrão a tiracolo, no Recife, como em Olinda ou em Fernando de Noronha — e antes, em cidades mineiras –, o músico, até aqui, foi quem melhor interagiu com os personagens locais.
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Brasília sempre presente

 

Outro aniversário lembrado no Instagram

 

Brasília Esplanada dos Ministérios UnB Asa Norte Plano Piloto fotos

(…) Começo aqui uma série em homenagem à cidade. E o faço com registro de uma daquelas tardes de céu dramático, típicas de quando recomeça o período de chuvas. Aí um dos muitos skatistas que costumam lotar a ampla área que circunda o Museu Nacional, na Esplanada dos Ministérios. #bsb54.

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Bsb - vista aérea Brasília pela janela do avião

Primeira visão de Brasília eu a tive do alto, aos sete anos de idade, quando eu e minha família fomos morar na cidade.O estranhamento infantil diante da terra vermelha a perder de vista continua entre minhas melhores lembranças dos dias de chegada.

 

Seca estiagem brasilense Crise hídrica Cerrado vegetação Brasília 54 anos

Mesmo em plena seca, há quem mantenha inalterado o hábito das longas caminhadas. O casal eu fotografei, há não muito tempo, na altura da 103 Norte.

 

Bsb, fim da estiagem - Chuvas chuva tempestades de verão

Fiz essa foto logo após um período histórico de seca em Brasília. Tinham sido quatro meses sem chuvas. E quando elas voltaram, vi pelas ruas do Plano Piloto o mesmo milagre da multiplicação de ambulantes vendendo guarda-chuvas, que eu me acostumara a ver no centro de SP. Algo que, nesse dia, não deixou de ser uma forma de redenção.

 

A caminho do Teatro Nacional

Sob o imponente céu. A meio caminho entre o CNB e o Teatro Nacional Claudio Santoro.

 

Pontão do Lago Sul

O homem e seu lar sobre rodas. Esplanada dos Ministérios, abril de 2010 — véspera do 50° aniversário de Brasília.

 

Vista do Coco Bambu

Fechando a série #bsbnotas : Canoagem no Lago Paranoá. Registro feito da varanda do restaurante Coco Bambu.

 

Com a deixa de uma reportagem

 

De um Rio aquém de medíocre

 

Cidade das Artes - Barra da Tijuca, bem perto do Novo Leblon

Cidade das Artes, na Barra: Registro de um domingo de “Encontro com o Autor”

Publicado no meu perfil, no Facebook:

Dez anos de São Paulo, quinze de Brasília e outras tantas escalas por aí me dão subsídios (diária e infelizmente) para corroborar: nasci e volto a morar nesse “Rio de serviços ruins”.

Acréscimos na área de comentários:

Comparar Rio com São Paulo, Luís Antônio? Pois é, essa é uma tentação inevitável. E tem consequências, não raro, problemáticas. A gente corre o risco, por exemplo, de angariar uma penca de desafetos. Sobretudo entre os cariocas mais bairristas. A bem da verdade, acho bairrismo uma grande besteira ; jamais me estressaria pelo fato de alguém apontar aspectos negativos da cidade onde nasci ou adotei como residência.

Um exemplo bem perto de mim: A Cidade das Artes. Já não era sem tempo de aquele aparelho estar funcionando a pleno vapor. Mas não. O acesso é uma quase completa incógnita. E ainda não antevejo como aqueles que não têm carro (ciclistas, pedestres) poderão chegar ali – bem, dirão alguns, mas esse é um problema de quase toda a Barra da Tijuca (além-condomínios). Várias áreas da estrutura, como algumas das rampas, são vedadas ao acesso do visitante, e nenhum funcionário sabe dizer por quê. Pelo menos no banheiro em que entrei, deparei com água escorrendo pelas paredes e no piso. No lugar onde está a “sala de leitura” (e onde ocorre o Cidade Literária) eu esperava encontrar uma estrutura mais semelhante a uma biblioteca. Mas não. É bonitinha, tem 3 ou 4 computadores e alguns livros de arte mas, no momento, parece-se mais àqueles espaços que algumas livrarias oferecem às crianças: um cantinho charmoso com ares de brinquedoteca. Enfim, falta muito ainda para aquela gigantesca construção se parecer com um centro cultural do nível de um CCSP, de um CCBB ou de um Memorial da América Latina.

No quesito ‘gastronomia’, aqui mesmo, na Barra, outro dia fui com meus pais na Dona Olinda, delicatessen inaugurada, há poucos meses, na Praia do Pepê. Por fora, uma graça de lugar, com varanda, mesas rústicas, plantas por todo o lado e, não menos interessante, vista para o mar. Mas um passeio pelo cardápio e lá vêm as primeiras decepções. Pedi um sanduíche e queria-o em pão de forma integral. Ao que me informa o garçom, depois de muitos minutos de espera: desculpe, mas o pão integral acabou. Meu pai queria um suco da ala “nortista” do cardápio; acho que era graviola. A resposta: ‘senhor, não temos nenhum desses sucos. Apenas os tradicionais’. Para fechar o festival de surpresas ruins, o croissant de chocolate que levei para casa tinha recheio endurecido, parecendo ter sido feito muito antes da antevéspera. Enfim, mas como eu sou brasileira, mantenho-me otimista. Não devo tardar a ir de novo ali. E espero, francamente, não voltar a me decepcionar.


Caramella, um vizinho do Martinica

 

Café na 303 Norte

 

Caramella - Bsb SCLN 303

Mesas da cafeteria começam a lotar no final da tarde

A casa abriu no segundo semestre de 2011 e na ponta oposta àquela onde em meados dos anos 1990 fervia o Martinica Café. Não chega, ainda, a atrair o público deste último — na época em que fui assídua ali (e morava perto), o Martinica era ponto de encontro rotineiro com meus colegas da Universidade de Brasília (UnB) e um local bastante frequentado por artistas e intelectuais da cidade.

Se o Caramella virá um dia a herdar o público que lotava as mesas do vizinho é o que menos importa. Por ora, vale a visita para um café da manhã ou brunch (o bufê é renovado até às 14h) ou mesmo para o chá da tarde, servido em igual esquema até às 21h. Prefira as mesas externas.

Afora as diversas opções de pães, frios, sobremesas, frutas e bebidas, há ainda os bastante procurados waffles, preparados na hora e cobrados como parte do bufê. No que tange a atendimento, tanto os funcionários que recebem pedidos no balcão quanto os que vão às mesas são bastante atenciosos e ágeis.

A nota negativa vai para soluções com ares de improviso, típicas de casas recém-inauguradas. Cito a que vi quando estive lá há pouco mais de um mês (ou seja, bem depois de a casa começar a funcionar): a cobertura de alguns dos pratos com alimentos era feita com uma espécie de plástico-filme. Convenhamos, há modos bem mais eficazes de fazê-lo, após cada cliente se servir. Sem falar que nesse tipo de negócio apresentação é tudo.


Serviço

Caramella – Confeitaria e Cafeteria


Café da manhã – Horário: 7h30 às 14h | Chá da tarde: 14h às 21h
Valores: Seg a sex : R$ 16,50 | Sábados, domingos e feriados: R$19,90
Obs.: (Crianças até 4 anos não pagam. Crianças entre 5 e 8 anos pagam metade).
Endereço : SCLN 303 , bloco E, loja 20 . Fone: (61) 3326 8001.

Veja também

Conheça as outras filiais do Martinica Café



Do olho do vortex

 

Um resumo do período

 

Fevereiro, carnaval, maratona cinematográfica e resoluções, ainda, de início de ano. Depois, veio março e, conforme ironia corrente, o começo (à vera) do ano no Brasil.
Com o encerramento das férias para considerável parcela de brasileiros, vieram também novos interesses e projetos. No vórtice disso e de algo mais, fiquei o último mês sumida deste que diz pretender-se um blog
updated. Voltemos, pois. A seguir, destaques do período.


Forte de Copacabana - Fotos por Adriana Paiva

Café do Forte : Unidade da Confeitaria Colombo em Copacabana


Filial da tradicionalíssima Confeitaria Colombo, o Café do Forte funciona há onze anos dentro do Forte de Copacabana. 
Na minha ida mais recente ao Forte, resolvi entrar na loja de souvenirs e conversar um pouco com a gerente. Contou-me ela que a frequência do café e de sua loja crescem a cada ano, o que ela atribui, com razão, à maior evidência ganha pelo Rio de Janeiro em função dos Jogos Olímpicos e da Copa do Mundo. Disse-me ela ainda que muitos entre seus amigos, moradores do bairro, desconheciam o local por um certo preconceito, no mais das vezes a ver com o fato de que ali também está instalado o Museu Histórico do Exército. E não apenas o museu mas, igualmente, algumas residências de oficiais dessa Força.

Fico contente por testemunhar também esses preconceitos serem aos poucos demolidos. Não deixa de ser interessante ver a colorida fauna de turistas circulando entre carros verde-oliva e rapazes fardados.

 

Forte de Copacabana - Fotos por Adriana Paiva

Área externa do Café do Forte : Vista para a praia de Copacabana e o Pão de Açúcar

Voltando ao Café do Forte. O que este não tem do glamour e da tradição da centenária matriz, fica aqui compensado pela vista de cartão postal. Se o dia estiver bonito como estava aí no meu registro, opte por mesa do lado de fora. Sempre recomendável, contudo, fazer sua reserva (tel.:21-2247-6168). Na minha ida lá, no início de março, fui de café da manhã (servido também na opção ‘light’ e até o meio-dia). De terça à sexta, o almoço à la carte (servido de 12h às 16h) traz boas opções de massas e omeletes. Eu, particularmente, gosto do Omelete do Bosque, recheado com champignons, provolone e ervas.

 

Ainda Copacabana


Galeria Movimento - Copacabana

Galeria no Shopping Cassino Atlântico: Grafiteiros representados

Gostei de ter contato com uma outra faceta do trabalho de Mateu Velasco e constatar que já conhecia seus traços, de andar pelas ruas do Rio. O artista plástico e grafiteiro é representado pela Movimento Arte Contemporânea, uma das galerias que visitei em março passado. A “Movimento” também representa Tomaz Viana, o Toz, outro artista cujos murais grafitados estão espalhados por vários pontos da cidade.

 

 

Sorveteria Frutos do Cerrado

Frutos do Cerrado

Loja da Barra da Tijuca é uma das quase cem pertencentes à rede nascida em Goiânia

Achar a Frutos do Cerrado numa portinha, espremida entre uma loja de aluguel de bicicletas e edifícios residenciais, não é tarefa das mais fáceis. Para quem não conhece esse pedaço da Barra, mais simples dizer que a loja fica quase na esquina do burburinho de bares da Olegário Maciel.

Ambientação não é o forte do lugar, mas se você já esteve numa das sorveterias mais famosas de Santos (SP), deve saber que apuro decorativo nem sempre contribui para a fama dos estabelecimentos. A santista Royal, aliás, guarda muitas semelhanças com a filial carioca da Frutos do Cerrado. As duas, além de funcionarem em espaços físicos ínfimos, desprovidos de qualquer cuidado estético, ficam muito próximas da praia. E o mais importante: ambas têm como forte os sorvetes de fabricação própria.

Longe de ser novata no ramo, a Frutos do Cerrado, marca da Frutos do Brasil, tem matriz em Goiânia e cerca de cem filiais espalhadas por sete estados. E embora o nome possa induzir à outra interpretação, seus sorvetes também são feitos à base de frutos típicos de outras regiões que não o centro-oeste, como o açaí e o cupuaçu, nativos da Amazônia.
Ainda que competir com a Mil Frutas, considerada por especialistas em assuntos gastronômicos, ano após ano, a melhor sorveteria do Rio de Janeiro não seja embate para fracos, os donos da marca goiana poderiam bem considerar fazer melhorias físicas em sua loja carioca. Clientela pronta a aplaudir a iniciativa é o que não iria faltar.

Por ora, fica a dica desta taurina — amiúde , mais esteta do que gulosa : considerando que o espaço interno da sorveteria não comporta mesmo muitos clientes, peça sua casquinha, atravesse a rua e vá tomar seu sorvete olhando o mar. Foi exatamente o que eu fiz quando estive lá dia desses. Depois de pedir uma bola de meu sabor preferido: açaí (amargo demais para meu gosto), voltei à loja e fiz uma segunda escolha:  cupuaçu, cremoso no ponto certo e numa casquinha perfeitamente crocante.

Serviço :

  • Sorveteria Frutos do Cerrado : Avenida do Pepê, 760, loja B – Barra da Tijuca. Fone (21) 2491 4966



Para grandes apetites matutinos

 

…em passeio pelo Rio

La Fiorentina, no Leme

Boemio célebre : Estátua de Ary Barroso, em frente ao La Fiorentina

Sabe um daqueles meus 238 queixumes sobre o Rio de Janeiro ? Refresco sua memória: não haver aqui, por exemplo, muitas opções de café da manhã ao estilo pródigo de um Pé no Parque ou de uma Dona Deôla (entre dezenas de outras alternativas paulistanas). Lembro das quantas vezes, ainda morando em São Paulo (ou recebendo, aqui, amigos de fora), rodei o Rio, atrás de um lugar em que, tendo-se saido tarde de uma balada, ou acordado muito cedo, se pudesse tomar um café da manhã mais que trivial e, especificamente, no sistema de bufê.
Parece que, a partir de hoje, terei menos motivos para lamentar . O restaurante La Fiorentina, no Leme, tradicionalíssimo ponto de encontro de artistas e intelectuais cariocas, passará a funcionar 24 horas e a servir bufê de café da manhã, entre as 6h30 e as 10h.

 

E já que falei da Pauliceia …

 

Pé no Parque - Fotos por Adriana Paiva

A metros do Parque do Ibirapuera: Café da manhã saudável e fartamente servido

Dona Deôla na Pompeia

Dona Deôla, na Pompeia e em 3 outros endereços : Bufê para gostos os mais diversos

Lanchonete da Cidade

E quando no Rio ?

 

Lanchonete da Cidade
Unidade da rede em Moema : Decoração com elementos das décadas de 50 e 60

Outro estabelecimento surgido em Moema em época em que eu já havia me mudado de lá. E, coincidentemente, na mesma Macuco do Empório. Comecei a frequentar a  Lanchonete da Cidade  ainda na filial da Alameda Tietê. Tanto por conta da ambientação, inspirada nas décadas de 50 e 60 – projeto da dupla de arquitetas Carla Caffé e Carol Tonetti – quanto pelas preciosidades escondidas no meio de um cardápio que se esperaria destinado sobretudo a carnívoros.

No final de 2008, quando fui a São Paulo para realizar uma cirurgia, acompanhada de meus pais, achei que seria interessante levá-los para conhecer a filial de Moema. Além de ter morado com eles bem perto dali, ambos foram jovens na década de 1960, época na qual o projeto de arquitetura da rede também foi buscar inspiração.

Lanchonete da Cidade - Opção vegetariana - Para quem é vegetariano, opções

Na filial dos Jardins, à espera dos chips de batata doce que, em 2008, já não eram mais servidos

Sem comer carne desde os 15 anos de idade, minhas pedidas na lanchonete ainda hoje variam entre o hambúrguer Quitandinha (pão preto com mix de cogumelos, legumes grelhados, especiarias, tomate caqui, rúcula e pesto de manjericão) e a incomparável batata rústica (lamentavelmente, os chips de batata doce já não eram servidos quando estive lá em maio daquele mesmo ano). Para coroar com alguma doçura (e nenhuma culpa) a série de extrapolações minha escolha costuma recair sobre a taça Manhattan e sua combinação de sorvete de chocolate com calda de mesmo sabor, brownie e amêndoas.

Outras casas do grupo paulistano Cia. Tradicional de Comércio  já chegaram ao Rio, a exemplo da Pizzaria Bráz que aportou no Jardim Botânico em 2007 e, dois anos depois, já abria uma segunda unidade na Barra da Tijuca. E do Astor que, em 2010, inaugurava no Arpoador sua primeira filial carioca no mesmo ponto onde durante anos funcionara o Barril 1800.

E quando será a vez da Lanchonete da Cidade aterrissar em plagas cariocas? Há alguns meses é sabido que o grupo empreende buscas por pontos para o estabelecimento em bairros da zona sul.
Enquanto isso, no Facebook… um punhado de ardorosos e afoitos fãs da lanchonete já se incumbiu de criar página onde reivindica inauguração urgente da franquia carioca da rede.

Empório Moema

 

São Paulo

 

Empório Moema

Tranquilidade para um café da manhã acompanhado de telejornal

Inexistente na época em que eu morava na Rua Tuim, a duas quadras abaixo daí, o Empório Moema passou a ser destino frequente na temporada em que residi no Campo Belo.
Amplo e bem iluminado, o espaço agrega padaria, rotisseria, adega, mini-mercado de conveniência e uma lanchonete, onde são servidos de pizzas e sanduíches a refeições rápidas. Aos domingos, na área da varanda coberta, é servido buffet de café-da-manhã. Nos outros dias da semana, a
partir das 18h, esse mesmo espaço abriga um festival temático que, conforme a época do ano, pode ser de sopas ou de crepes e massas.

INFO:

Endereço: Avenida Macuco, 218 — na esquina com a Rua Canário, em Moema . Fone : 2101 4000
Horário de funcionamento: Domingo a quarta-feira, das 6h à meia-noite e de quinta a sábado, das 6h a 1h da manhã.

Obs.: (O estacionamento com manobrista é gratuito para clientes).

 

 

 

A melhor pastelaria da capital federal

 

Meus 15 anos de Brasília  x  Os 10 de São Paulo

 

Pastelaria Viçosa

Pastelaria Viçosa : Painéis com elementos do traçado arquitetônico de Brasília

Até outro dia, ainda me perguntava como pôde acontecer que eu não conhecesse uma casa com mais de quarenta anos de existência em Brasília. Eu, que vivi lá por quinze anos. Pois aconteceu.
Fui salva de minha ignorância por minha irmã que, tendo, recentemente, voltado a morar na cidade, já me levou à Pastelaria Viçosa (704/705 Norte) algumas vezes.
Ainda que você chegue ancorado em sua experiência paulistana de inigualáveis pastéis de feira, é possível que não se decepcione com o que encontrará ali. Eu não me decepcionei.

Há, além do mais, certa diversão em folhear um cardápio com tantas referências à cidade onde passei parte substancial de minha vida.

Na minha ida mais recente, em meados deste mês, pedi um “Parque da Cidade” (brócolis, palmito, ricota e tomate seco). Cheguei até a cogitar ir de “Dona Sara” (mussarela de búfala com tomate seco e orégano) ou mesmo de “UnB” (camarão temperado, com folhas de escarola regadas com azeite extra-virgem). Mas antes de minha escolha chegar à mesa, caí foi na esparrela de pedir uma de minhas combinações doces preferidas (mussarela, banana, canela e açúcar) sob o nome de “Palácio da Alvorada”. Arrependimento ao cubo. Não pelo acepipe em si, saborosíssimo em seu casamento de recheio e massa macia, mas pelo fato de que os pasteís dali são grandes e generosamente recheados. #Ficadica : se sua fome é moderada, decida-se se preferirá ir de doce ou de salgado.

 

Em SP

  

Dos programas dominicais tipicamente paulistanos

  

Italianinha do Bixiga por Adriana Paiva

Tradição na Pauliceia

Dos programas dominicais tipicamente paulistanos. Na Panneteria Italianinha, hoje cedo, observando outros habitués fazendo suas escolhas.
Conduzida por membros da terceira geração da família Franciulli, vinda da região de Lucca, na Itália, a casa funciona desde 1896 no mesmo ponto da Rua Rui Barbosa, uma das vias principais do bairro do Bixiga.
Na lista das tantas guloseimas que trouxemos de lá, uma ainda quente trança de abobrinha e mussarela e delicadíssimas sfogliatellas (doce de massa folhada com recheio de ricota e frutas cristalizadas).

 

INFO

Endereço: Rua Rui Barbosa, 121
Telefone:11 3289 2838

[ São Paulo, Domingo, 20 de fevereiro de 2011 — Post originalmente publicado no meu perfil no Facebook – Álbum Sampa, São Paulo, SP, As Minhas Pauliceias ]

 

 

 

Wi-fi in Rio

 

Se estiver no Leblon

  

Shopping Leblon - Clientes acessam Internet

No Shopping Leblon, área de acesso a Internet sem fio: Ao lado da Starbucks

 

De férias no Rio e passeando pelo Leblon ? É possível que você seja um desses turistas cautelosos que, andando por estas nem sempre seguras plagas, sequer aventaria a hipótese de sair à rua com o seu notebook na mochila. Supondo, entretanto, que num rasgo de ousadia você se decida a fazê-lo, eis acima uma boa opção de acesso gratuito à Internet sem fio. Ali, no andar térreo do Shopping Leblon, bem pertinho da Starbucks.

No caso de também pretender almoçar nas dependências do shopping, há interessantes opções na Praça de Alimentação. Meus preferidos, variando segundo intenções e companhias, são Bibi Sucos, Botequim Informal, Ráscal e Viena. Para adoçar a boca depois da refeição vale ainda uma passada na sorveteria Mil Frutas, cuja variedade de sabores — à base, inclusive, de frutos originários das regiões norte e nordeste do Brasil –, me leva à inevitável comparação com a nortista Santa Marta, que conheci quando morei em Belém, em meados da década de 1980. Foi lá, a propósito, que experimentei, pela primeira vez (na forma de sorvete), algumas frutas típicas da região amazônica, como o açaí e o bacuri . Bem, volto a falar de sabores da Amazônia em outra oportunidade. Retornemos ao Leblon.

Na linha, ainda, de diversão além da praia e a temperaturas mais confortáveis (hoje os termômetros bateram na casa dos 40° C ), o shopping dispõe de quatro salas de cinema e de um teatro, o Oi Casa Grande, onde, no momento, está em cartaz o musical Hair, em versão de Claudio Botelho e com direção geral de Charles Möeller. Veja horários.

Shopping Leblon – Endereço : Av. Afrânio de Melo Franco, 290. Fone: 21 2430 5122