Ainda os patinetes elétricos

Eis que me vejo premida a retomar o assunto

No Rio, a situação segue indefinida

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Centro do Rio, junho 2019: Patinetes estacionados entre o CCBB e a Casa França-Brasil

A necessidade de autorização do Detran-RJ ou a carta branca para que os patinetes elétricos trafeguem pelas calçadas? Difícil apontar absurdo maior nesse projeto de lei aprovado, de maneira atabalhoada, pela Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (ALERJ), no dia 13 de junho.
A proposta normativa repercutiu tão mal que um dos autores do texto, deputado estadual do PSL, solicitou veto ao governador, alegando que o fazia após ouvir reclamações da população. Mesmo que tivesse havido uma tal deferência ao clamor popular, o fato é que a organização e a fiscalização do trânsito, no perímetro urbano, são atribuições do Município.

Como já afirmava em meu post de 10 de junho, é de suma importância que a regulamentação do modal não tarde a ser definida. Mas o que não é concebível é que isso ocorra sem consulta prévia a quem tem expertise sobre o assunto.

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Patinetes elétricos na ordem do dia

Adesão maciça, regulamentação a caminho

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Ipanema, Posto 8: Trecho de orla onde patinetes da Grin são tão numerosos quanto os da Yellow

Pelo que leio em veículos de imprensa, aqui e ali, a virada de mesa da prefeita de Paris não demorou a reverberar nas bandas de cá.

Na quinta-feira, 6 de junho, Anne Hidalgo anunciou, em uma coletiva de imprensa, medidas que visam ordenar o uso dos patinetes elétricos na capital francesa.
Na ausência de um quadro jurídico claro”, os patinetes na cidade se multiplicaram de “forma anárquica”, comunicava, no Twitter, o perfil da prefeita.  Em Paris, atualmente, 12 empresas operam nesse ramo e há cerca de 20 mil patinetes elétricos em circulação. O temor da prefeita era o de que, sem regras claras, no ano que vem esse número chegasse a 40 mil.
Além de ressaltar o fato de que o patinete elétrico é um modal que contribui para a redução do uso de veículos poluentes, Hidalgo escreveu na mesma rede social: “Não se trata de pregá-lo ao pelourinho. Mas é preciso ordem e regulamentação para garantir a segurança no trânsito e pacificar ruas e calçadas.”

Vamos lá, em caixa alta: SEGURANÇA no trânsito. PACIFICAR ruas e CALÇADAS.

Serei sempre uma ardorosa defensora dos transportes limpos. Mas espero que você que me lê aqui não saiba o que é estar andando tranquilamente pela calçada (lugar, lembremos o óbvio, onde a preferência é do pedestre) e quase ser atropelada por patinetes em alta velocidade. Pois eu sei. Por pouco, não aconteceu comigo. Em Ipanema e no centro da cidade.

fotos VLT patinetes scooters patinete Grin Orla Conde Blog da jornalista Adriana Paiva

Praça 15, Centro do Rio: Do meu Instagram

Verifica-se, no caso dos patinetes, algo semelhante ao ocorrido com outras inovações: elas chegam, conquistam hordas de adeptos, e, apenas algum tempo depois, a regulamentação acontece. Mas, também nesse caso, a sociedade começa a fazer pressão para que as regras sejam estabelecidas e de forma clara.

Reportagens veiculadas em abril passado já davam conta de que, no Rio, com o aumento exponencial do número de usuários de patinetes elétricos (a partir do final de 2018), também vinham se multiplicando os registros de acidentes – de atropelamentos de pedestres a colisões com outros veículos.
Por ora, as regras para o uso e trânsito de patinetes na capital fluminense têm caráter provisório e obedecem decreto publicado em 2018. Na ALERJ, entretanto, aumenta a pressão para que a regulamentação não demore mais a sair.

Na capital paulista, depois da decisão polêmica que resultou na retirada das ruas, no final de maio, de mais de 500 patinetes, a Grow, proprietária das marcas Grin e Yellow, anunciou, em 6 de junho, que voltava a operar normalmente, após efetuar o credenciamento da empresa junto à Secretaria Municipal de Mobilidade e Transportes de São Paulo.
Cabe lembrar: A Grow Mobility Inc. é resultado da fusão, anunciada em janeiro deste ano, da mexicana Grin, maior operadora de patinetes elétricos da América Latina, com a startup brasileira Yellow, que já liderava, por aqui, o negócio de bicicletas compartilhadas sem estação.

Outras cidades brasileiras também vêm discutindo como regular o uso do modal. Em Porto Alegre, por exemplo, a prefeitura abriu uma consulta pública para coletar opiniões da população, não apenas acerca do serviço de patinetes compartilhados no esquema ‘dockless’ (sem estação fixa), mas também sobre o de bicicletas (elétricas e convencionais).

GYN Goiânia capital goiana Setor Bueno scooters cidades economia compartilhada veículos compartilhados adrinascidades micro-mobility blog environmentally friendly electric scooters mobility Instagram da jornalista Adriana Paiva

Goiânia, abril de 2019: Operação da Grin, na capital, começou no final de março

 

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À margem do causticante verão

Entre os programas da temporada…

Acréscimos às minhas listas de podcasts

Podcasts da jornalista Adriana Paiva - Peta causa animal direitos animais ativismo periodismo España argentinos jornalismo literário vegetarianos e veganos

Alguns dos podcasts que acompanho via Spotify

Como se tornou habitual nos janeiros em que estou no Rio, venho destinando os dias a raras atividades longe de meus domínios. Enquanto o calor segue inclemente lá fora, em casa, diversifico distrações. Entre leituras e maratonas de séries, também cuido de atualizar minha lista de podcasts.

Na mais recente edição do Copiô, Parente  – produzido pelo Instituto Socioambiental – (ISA), a partir de Brasília -,  Leticia Leite responde dúvidas sobre como as políticas do novo governo afetarão as comunidades quilombolas.
Já os dois últimos programas da Rádio Companhia trazem conversas entre o organizador e os autores da recém-lançada “Democracia em Risco?: 22 Ensaios sobre o Brasil Hoje” (uma de minhas leituras no momento), coletânea de textos que têm por mote a eleição de Jair Bolsonaro.

Criado a partir de um grupo no Facebook, dois anos depois do Travelogue (1° podcast da revista Condé Nast Traveler), o semanal  Women Who Travel  mantém um pouco do espírito da rede social, com mulheres – representantes das mais diversas profissões – compartilhando experiências e dicas sobre viagens ao redor do mundo.

Quando não ouço os podcasts a partir dos sites dos veículos (GuardianNPRRTP, Público etc.), tenho preferido ouví-los pelo Spotify. Mas há um sem-número de outros aplicativos e agregadores disponíveis. Embora não acesse com a mesma frequência, também gosto do Soundcloud. Recentemente, passei a acessar o argentino Wetoker, portal de podcasts onde conheci o interessante Diccionario de Argentinas, apresentado pelas jornalistas Soledad Vallejos e Laura Cuckierman. Para ouvir pelo smartphone, o Google Podcasts é outra ótima opção.

Também valem a audição:

* Notícias e análise política: * Colunistas EldoradoToday in FocusCafé da ManhãA Europa que ContaCasos da AmnistiaRevista 5 W * Slate Magazine * Entrevistas: * Ilustríssima Conversa * Vida de Jornalista * Literatura: Guardian BooksPenguin Podcast  * Meet The Writers * Cine | TV: * Behind The Screen * CinemaxThe Frame * Ciclismo: * Cycling News * Pró-animais | Veganos : * Peta Podcast * Ordinary Vegan *  

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Instagram e possibilidades

Recursos para contar histórias

Demorei a me render ao Instagram Stories.  Em 2016, quando lançaram o recurso, não me empolgava minimamente a ideia de publicar conteúdos que desapareceriam 24 horas após eu colocá-los online. Mesmo após anunciada a novidade de que essas publicações poderiam ser alçadas à condição de destaques, permanecendo no ar por tempo indeterminado, continuava a não me sentir suficientemente motivada a explorar a ferramenta.
Há pouco mais de uma semana, entretanto, deixei a má vontade de lado e resolvi experimentar. Enfrentando a instabilidade da plataforma (e vários ‘o Instagram parou’, entre uma publicação e outra), coloquei no ar três séries de fotos em torno de temas que me são caros: ‘ciclismo / mobilidade por bicicleta’ e ‘arte urbana’. Veremos o que se descortina a partir daí
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fotos blog da jornalista Adriana Paiva Drixpaiva IG Insta Photos Brazilian Journalist journalists Cyclists around world and Street art travel traveler - Den Haag Albert Heijn B.V. supermarket Netherlands The Hague Amsterdam Europa experiência europeia holandesa Amsterdã holandês mercados supermercados holandeses europeu europeus Delft Países Baixos Paris France Europa

Sobre ciclismo e arte de rua:  Por ora, três séries com 8 a 9 fotos cada.

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Uso da bicicleta em evidência

Data instituída pela ONU, encontro brasileiro de cicloativistas e conferência internacional sediada no Rio

Uma decisão aprovada em sessão da Assembleia Geral da ONU, em abril passado, estabeleceu 3 de junho como o Dia Mundial da Bicicleta. A resolução, adotada pelos 193 paises-membros, reconhece a singularidade da bicicleta como meio de transporte por suas características de veículo acessível, versátil, ambientalmente amigável e benéfico à saúde.
Efeméride nascida neste 2018, oportuno que seja celebrada no mesmo mês do  Bicicultura, encontro anual de cicloativistas (de 8 a 10/6), e da Velo-City, conferência internacional sobre mobilidade urbana em bicicleta, que acontece no Píer Mauá (entre 12 e 15/6), marcada pelo ineditismo de ser sediada por um país da América Latina.

Mais ciclismo | Via Instagram

Foto da jornalista Adriana Paiva

De colóquios à beira-mar: Praia de Ipanema, Posto 8 * Abril, 2018.

Paris França Europa ciclistas fotos europeus musées européens vélo bicis sightseeing europeia museu turistas european museums bike riding photos by Adriana Paiva

Gente que aprecia explorar Paris a bordo de uma bicicleta. A Bike About Tours  desta minha foto no Louvre, a propósito, vem, por anos seguidos, sendo considerada, por viajantes dos quatro cantos do mundo, uma das melhores experiências de visita guiada sobre duas rodas. #TBT

foto fotos fotografia photo by Adriana Paiva

Praia de Ipanema, Maio 2018.

Museumplein Amsterdam amsterdammers Netherlands Amsterdã Países Baixos Holanda holandeses

Entre visitas ao Rijksmuseum e ao Van Gogh Museum, uma volta pela Museumplein, a praça dos museus de Amsterdã.

 

No blog | + Bikes, Ciclistas & Ciclovias:

* Urca: A pé ou de bicicletaEuropa sobre duas rodasCiclismo de estrada (recortes da Rio 2016)  * Pedalando pela Ciclovia da Paulista * Brasília: Eixão do LazerRio, verão 2015 * Outubro/Novembro 2017 * Mobilidade por bicicleta | Desafios das ciclistas de SP * À beira do Rio Sena *

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Velo-city 2018

Conferência mundial de ciclismo urbano

Convocatória para inscrição de trabalhos

Velocity

A  Federação Europeia de Ciclismo (ECF), organizadora da conferência, em parceria com a Prefeitura do Rio de Janeiro, lançou, no final de agosto, chamada para inscrição de trabalhos a serem selecionados para apresentação durante o evento, que terá lugar no Rio de Janeiro, entre os dias 12 e 15 de junho de 2018.
Referência mundial na discussão e formulação de políticas voltadas ao ciclismo urbano, a Velo-City se realizará pela primeira vez em uma cidade da América Latina.

Sob o tema central  ‘Acesso à Vida – aí contemplados os tópicos Saúde, Infraestrutura, Tecnologia, Governança e Dados – , os trabalhos devem ser submetidos até 30 de outubro de 2017.

Mais informações pelo sitewww.velo-city2018.rio.

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|  + CICLISMO – No blog   | 

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Antes de desativar seu perfil no Instagram…

Pense bem; não há garantia de que você reveja suas fotos

Aqui, um resumo do que ocorreu comigo: Em 24 de julho de 2017, desativei minha conta no Instagram. Ao reativar, no dia seguinte, constatei que cerca de 750 de minhas imagens haviam desaparecido. Embora os sucessivos contatos com o suporte da rede social, em momento algum, eu obtive retorno. Dado o espantoso volume de queixas semelhantes, partidas de outros usuários, qual não foi a minha decepção ao concluir que falta de feedback é praxe do Instagram

Museu Municipal de Haia - Foto pde Adriana Paiva

‘Hollands Deep’,  mostra do fotógrafo Anton Corbijn no Museu Municipal de Haia: Imagem (re)publicada no Instagram

 

Escrevi, em 26 de julho:

Sim, este é um ‘repost’. E um ‘repost’ em sinal de protesto. Pois que sigo inconformada com o sumiço de minhas fotos. M-I-N-H-A-S. Todos registros de minha autoria, convém enfatizar. Das mais de 1000 imagens publicadas, de 2013 para cá, restaram 250. Como assim? Por quê? Aonde foram parar? Entrei em contato com o suporte do Instagram, mas, como sói ocorrer nessas circunstâncias, não obtive nenhum retorno. Pesquisando na Internet, descobri que outros usuários passaram por situações semelhantes, ao desativarem seus perfis e reativarem algum tempo depois. Entre inúmeras reclamações e um e outro relato desesperado — de gente que, como eu, fez contatos infrutíferos com o suporte –, encontrei até quem relatasse ter perdido uma “galeria” inteira, ao desativar sua conta aqui. E aí?  Fica por isso mesmo?

Voltei ao assunto, quatro dias depois:

Roterdã Paris - Foto de Adriana Paiva

Ainda à espera de ter minhas fotos de volta. Li em queixumes por aí, entretanto, que, justamente quando menos se espera, é que as imagens costumam retornar à sua galeria (…)  No meu caso, que tenho usado o Instagram, sobretudo de forma lúdica, é certo que já não verei a mesma graça em continuar postando. Só não me aborreço mais porque tenho o backup de tudo o que já publiquei aqui. A exemplo deste registro, que fiz a bordo de um trem da Thalys, viajando de Rotterdam a Paris.
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Diante de soluções imperfeitas

Movimento para mudanças

Depois de 16 anos hospedando um de meus sites na Locaweb

Reportagens publicadas - Renitência taurina

Portfólio de publicações: Acima, uma das matérias que escrevi para a Revista da Cultura

Mantenho um site hospedado na Locaweb desde 2001. E, neste contrato ininterrupto de 16 anos, segundo recordo, no mesmo plano “Hospedagem Profissional II”.
Dando corda ao que há de mais taurino em minha personalidade, precisei fazer testes por tempo suficiente, até poder admitir que, desde que deixei de trabalhar com assessoria de imprensa, essa solução já não corresponde mais às minhas necessidades. Para se ter uma ideia, no antigo website da Verve, chegamos a criar até hotsites para os nossos assessorados, com recursos, entre outros, o de enviar cartões postais eletrônicos.

Quando decidi que passaria a atuar como jornalista freelancer, contratei uma empresa de webdesign para criar um outro site. Quis manter, nesse meu portfólio de matérias publicadas, a mesma autonomia que eu já experimentava atualizando o site da assessoria. Isto é, podendo subir textos e imagens, sem precisar recorrer a um webmaster. Estabelecido isso, não pensei mais a respeito. Tenho razoável liberdade para fazer alterações e publicar o meu material? O sistema está funcionando? Então, ótimo!

 Cliente Locaweb

Painel do cliente Locaweb: O plano do meu contrato

E daí, por achar que essa ainda era, para mim, a melhor solução profissional – no tocante, sobretudo, ao funcionamento do site e à administração de mensagens -, continuei pagando por um plano de hospedagem (‘print’ acima) que pressupõe que eu use “e-mail marketing”, 80 caixas postais, além de outros 200 domínios – o que, obviamente, está longe de ser a minha realidade.
Em fevereiro, solicitei à Locaweb ‘downgrade’ de plano.  A resposta dada, àquela altura, era que, como o sistema estava com problemas para efetuar a operação, no lugar da migração do plano, eles me concederiam um bônus — o que ocorreu até abril passado. Neste mês, sem qualquer aviso prévio, a cobrança voltou a vir com o valor de antes da solicitação de ‘downgrade‘. Valor, a propósito, muito acima do que os concorrentes praticam para os serviços/recursos que a Locaweb afirma me prover – maior parte dos quais, convém frisar, eu não utilizo. Paguei o boleto, claro. Inconformada, é óbvio.

Minutos depois de eu pagar a fatura e fechar o ‘bankline‘, o telefone tocou. Ora, ora, se não era da Locaweb. A funcionária confirmava as restrições técnicas para realizar o ‘downgrade’ e, além de reiterar que a empresa não tinha um prazo para tal, me informava da concessão de um novo bônus, a vigorar pelos próximos três meses. Bem, talvez esse seja o mínimo de deferência possível para com um cliente com tanto tempo de contrato.
Mas, enfim, a considerar a imperfeição das soluções e o stress que já me causam, vamos ver o que decido a partir daqui. Vontade de mudança e domínios reservados não me faltam.

Verve

Simples e funcional: Painel por onde, atualmente, faço ‘upload’ de minhas matérias. 

Terças Musicais do CCBB

Da época da assessoria de imprensa: Projeto “Sete Cordas – Um Violão Brasileiro“, que esteve em cartaz no CCBB de São Paulo. 

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A mais atípica das cariocas

 

De frente para o mar. Mas e daí?

Trocando praia e mostras de arte por filmes e livros

Oscar, Bafta e Berlinale - Rio Design Barra - Fase vegetariana Sobre estilo vegetariano Época macrobiótica Fase entre

Cinema do Rio Design BarraEm cartaz, nas últimas semanas, várias produções concorrentes nos festivais da temporada

Da varanda e de todas as janelas do apartamento onde moro tenho ampla vista para o mar. Passando em revista os meus “périplos”, arrisco dizer que, na maioria das cidades litorâneas onde vivi, quando não morei diante de uma praia – como em Olinda ou na Restinga da Marambaia -, residi bem perto. Nesse aspecto, não me canso de repetir, a Urca figura entre minhas mais agradáveis experiências.
Eu ainda era um bocado “praieira” quando morei lá, na adolescência. Quase insanamente, eu diria. A ponto de tomar banho de sol nos horários mais proibitivos e de ficar muito frustrada se, na segunda semana de verão, já não estivesse ostentando um bronzeado de capa de revista. Como podem ser comezinhas as prioridades de uma adolescente, não? Acho que, mais tarde, adulta, eu só consegui pegar mais leve com minha (falta de) consciência porque, foi ali, por volta dos 15, 16 anos, que eu aderi à alimentação natural, escolha que, ao contrário dos prognósticos familiares, acabaria não se revelando mais um modismo. Desde então, nunca mais voltei a comer carne.

Hoje em dia, viver perto do mar não altera em nada o fato de eu gostar cada vez menos de calor e, por conseguinte, do verão. E já não alterava quando morei em Olinda (por quase nove meses, entre 96 e 97), em uma casa na beira da praia. O calor, aliás, foi um dos motivos que me levaram a abreviar meu tempo de residência na cidade. Dentre todas onde morei, decididamente, aquela onde me senti menos adaptada. Mas é claro que, embora o componente climático tenha contado muito, ele não é suficiente para explicar minha inadequação.

Minha breve temporada nordestina

Mudamo-nos de Brasília para Olinda em julho de 1996. Quando vim embora para o Rio, minha família continuou morando lá – até a transferência de meu pai para São Paulo, em 1998. Diferentemente de mim, meus pais adoraram a experiência de morar no Nordeste. 
Que não se interprete, a partir daí, que eu não gosto da região. Conheci algumas incríveis cidades nordestinas. Na maioria das situações, claro, na condição de turista.

Hoje entendo que viver uma rotina de morador, em qualquer que seja a cidade, pode se revelar uma experiência amargamente definitiva. Daí que eu costume dizer, que, se pudesse voltar no tempo, teria preferido que minhas primeiras incursões por Olinda e Recife tivessem se dado durante o carnaval. O que certamente teria me permitido manter, em relação às duas belas cidades, algo da disposição generosa, daquele olhar encantado típico dos forasteiros.

Voltando ao calor em terras cariocas…É certo que, em função disso, tenho ido com menos frequência ao centro da cidade. Mas, no balanço de resfriados (culpa de entre-e-sai do ar-condicionado), enjoos e irritabilidade, há que se registrar os ganhos: tenho ido mais ao cinema – ao Espaço Rio Design, do lado de casa, por exemplo, eu vou a pé – e, do final de janeiro para cá, assisti a cinco das principais produções cinematográficas concorrentes nos festivais da temporada. Concomitante a isso, aproveito a estação para colocar minhas leituras em dia. Hoje comecei a ler “Cinco Esquinas”, do Mario Vargas Llosa.

Colado aos shoppings Millenium e Novo Leblon

 Ainda o Rio Design Barra: Um dos três shoppings próximos ao Novo Leblon, condomínio onde moro. Além do cinema, aí encontro uma livraria e ótimos restaurantes, cafés e sorveterias. 

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Quando o verão dá uma trégua

 

Mais uma tarde na Urca

Pista Cláudio Coutinho

 

Pista Claudio Coutinho

Com entrada à esquerda da Praia Vermelha, a pista, também conhecida como Caminho do Bem-te-Vi, recebe muitos turistas e praticantes de atividades físicas, como trekking e escalada

 

Resolvi me aventurar a uma caminhada por lá porque não era tão intenso o calor àquela altura da tarde. Dado que minha disposição para atividades físicas ‘outdoor’, nessa época do ano, não é das mais constantes, quis aproveitar a rara combinação entre sol, vento e céu azul.

Há tempos, não encontrava a pista tão movimentada em um início de semana. O que em parte deve se explicar pelo fato de a cidade ainda vir recebendo muitos turistas em férias. Um pessoal que, quando visita o lugar, não raro quer conhecer a Trilha do Morro da Urca, uma subida de aproximadamente 900 metros de extensão, que conduz até o topo do morro, onde se encontram a 2ª e a 3ª estações do teleférico do Pão de Açúcar – entre nós, carinhosamente chamado de “bondinho”. Nessa tarde, vi alguns grupos de crianças acompanhadas de adultos, fazendo a descida pela trilha.

Ah, sim, convém lembrar que o portão de acesso à pista fica aberto, diariamente, entre 6h e 18h, e que ali é proibida a entrada de bicicletas, bem como vedado o uso de skates e patins.

 

Terrier Brasileiro

Do Instagram: Um tempo por ali, para ver o mar emoldurado e me hidratar. 

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“Mobilidade e Cultura de Bicicleta no Rio de Janeiro”

Edição revista e ampliada

Bikerio Mandala - Barra da Tijuca

Sistema de bicicletas compartilhadas: Case BikeRio

Com a proposta de difundir informações relativas ao planejamento da infraestrutura cicloviária da capital fluminense (a partir da década de 1990), a Associação Transporte Ativo lançou, neste mês, em formato de livro – e em edição revista e ampliada -, monografia da consultora em gestão ambiental Gabriela Binatti, originalmente intitulada “Mais Amor Menos Motor: Cultura e Mobilidade por Bicicleta no Rio de Janeiro”.
O livro é o terceiro de uma série de publicações sobre o tema, patrocinadas pelo banco Itaú, e encontra-se disponível para download aqui: http://transporteativo.org.br/ta/?p=9155.

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Sobre duas rodas: Grafite em plagas chilenas

 

Bike Santiago

‘Ruta Graffiti Bellavista’

Vi o vídeo no Twitter, outro dia, e, imediatamente, pensei no Tiago. Nesse breve período morando na capital chilena, ele já se tornou, também lá, um assíduo usuário do sistema de bicicletas compartilhadas.

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+ [  Arte urbana, aqui, no blog  ] 
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Urca: A pé ou de bicicleta

Via Instagram

bairros cariocas transporte ativo blog da jornalista Adriana Paiva Urca Turismo

Avenida Portugal : Placa de sinalização turística próxima à famosa Mureta da Urca

Rio a pé pode ser bom. E Urca a pé, então? Seria um programa ainda mais aprazível se as calçadas não estivessem tão mal conservadas.
Como se pode depreender em uma exploração superficial deste meu IG, adoro flanar por lá. Mas também gosto muito de circular pelo bairro de bicicleta. Estações Bike Rio, a propósito, há várias. Retiro “laranjinhas”, com mais frequência, na estação da Praça General Tibúrcio e na da Avenida Pasteur / UNIRIO. Mas há outras. Se ainda não experimentou, fica aqui minha sugestão: deixe apenas passar a chuva.

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>  Eis aqui uma lista de estações Bike Rio nos arredores:

• Estação 56: Praça General Tibúrcio / Praia Vermelha ;
• Estação 57: UFRJ / Campus Praia Vermelha . Av. Venceslau Brás, 65 ;
• Estação 58: UNIRIO / Avenida Pasteur ;
• Estação 87: IED (Istituto Europeo di Design) : Avenida João Luiz Alves, 13.

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Qual o destino?

 

Eis aqui uma força para os seus deslocamentos em SP

 

Aplicativos - Leve-me - Otima aplicativo


Vinha subindo a Abílio Soares em direção à Paulista, quando vi a propaganda do aplicativo em um backlight. Baixei o Leve-me no meu smartphone por pura curiosidade e acabei descobrindo mais utilidade do que imaginara. Soube, mais tarde, que havia sido lançado menos de um mês antes.
Desenvolvido pela Otima, empresa responsável pela instalação e pela gestão publicitária dos abrigos de ônibus da cidade de São Paulo, o app tem como função relacionar as melhores opções de rotas, com base em diversos modais de transporte – do ônibus ao metrô, do táxi à bicicleta.
Uma vez preenchidos os campos ‘Origem’ e ‘Destino’, surgem, pormenorizados, os itinerários possíveis e, de quebra, o valor aproximado, em reais, para que se cumpra o percurso de táxi. Basta, então, escolher entre a rota mais rápida, a mais confortável ou a mais saudável. Eis a funcionalidade do Leve-me que, àquela altura, mais me interessou, já que essa última opção privilegia o deslocamento por meio de bicicleta.
Voltei ao Rio antes de explorar todo o potencial do aplicativo, mas quem estiver em São Paulo e tiver interesse em testá-lo, o download é gratuito e está disponível para os sistemas Android e iOS. Mais informações no site: http://www.leve-me.com/

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Sábado para não ser esquecido

Porque hoje acontece a 4ª Grande Feira de Adoção de Cães e Gatos

maratona de adoção

Maratona de adoção: Registros feitos na terceira edição da feira, em novembro de 2015

maratona de adoção

Estive na feira anterior e saí de lá admirada da quantidade de pessoas interessadas em levar para casa um bichinho de estimação. Vi famílias saírem do Promoinfo, aliás, com mais de um animal adotado. Fico feliz ao constatar que essa é uma tendência que vem crescendo, tanto no Brasil, como em outros países.

Não nos deve desanimar o fato de que ainda haja tanta gente preferindo comprar animais em canis ou petshops. E, amiúde – abissal falta de consciência! -, seguindo modismos.  A vizinhança onde moro é farta em exemplos desse tipo de comportamento, vide o desfile cotidiano, de uns três verões para cá, de buldogues franceses e lulus da Pomerânia, entre o Mandala, o Novo Leblon e o Rio Design Barra. 
Mas, enfim, se cultivar aparências está longe de ser sua prioridade na vida, vá lá. Tenho certeza de que você não vai sentir que desperdiçou o sábado de sol.

Ah, sim, e para adotar um ou mais animais das ONGs presentes ao evento é necessário ser maior de 18 anos, apresentar RG, CPF e um comprovante de residência.

+ Local: Promoinfo Barra. Endereço: Avenida das Américas, 6700. Data: Sábado, 9 de abril de 2016. Horário: 9h às 17h.  

 

O que restou do Flickr ?

 

Reflexões que vêm daqui

 

Em meio à clara deterioração do aspecto social do site de compartilhamento de imagens

Flickr Adriana Paiva

 

Que terra inóspita virou o Flickr. Renovei minha conta PRO apenas para não ter qualquer preocupação sobre a quantidade de fotos que me aprouvesse publicar ali – embora nem precisasse, dado o espaço (surreal) de 1 TB a que qualquer usuário tem direito. Já sinto que joguei dinheiro fora. Sensação que se adensou, dia desses, depois que, sob uma foto que publiquei, outro usuário deixou um extenso e confuso texto de cunho alarmista. Primeiro, advertindo-me a assinar minhas próprias fotos (algo que, invariavelmente, faço). Depois, pretendendo me informar que as mesmas poderiam ser utilizadas para a criação de “perfis fake” e dando a entender que eu já teria sido vítima de um desses golpes. Escrevi-lhe, inbox, pedindo para que fosse mais específico e ele não respondeu. Atitude que só fez aumentar minhas suspeitas sobre suas reais intenções ao deixar, em minha página, um comentário enorme, repleto de links, e naquele tom paternalista-mandão – comentário esse, devidamente removido.

Lembrava, vagamente, do nome do autor da pichação histérica, de uma época em que fui mais assídua no site, e resolvi saber algo mais sobre essa figura que age como se fosse o secretário geral de segurança do Flickr. Descobri que é contador de profissão e que “administra” diversos grupos com temas relacionados ao Rio de Janeiro. Grupos, aliás, que ele toca como se fossem feudos e com aquela ilusão de poder típica dos coronéis do cotidiano: se não acatam as minhas regras, docilmente, e não rendem loas às minhas fotos, neste grupo, suas imagens não entram ! Postura, afinal, congruente com a de um sujeito que, no texto introdutório de seu perfil, usa citações de Cartier-Bresson e do papa Francisco e, não sendo bastante a presunção, ainda orienta seus contatos a, quando deixarem comentários em suas fotos, a fazerem o favor de não recorrerem a clichês.

Nas minhas lembranças de habitué antiga do site, lá pelos idos de 2006, havia bem menos egolatria e muito mais cordialidade do que tenho visto agora.

 

 

Com a deixa de uma reportagem

 

De um Rio aquém de medíocre

 

Cidade das Artes - Barra da Tijuca, bem perto do Novo Leblon

Cidade das Artes, na Barra: Registro de um domingo de “Encontro com o Autor”

Publicado no meu perfil, no Facebook:

Dez anos de São Paulo, quinze de Brasília e outras tantas escalas por aí me dão subsídios (diária e infelizmente) para corroborar: nasci e volto a morar nesse “Rio de serviços ruins”.

Acréscimos na área de comentários:

Comparar Rio com São Paulo, Luís Antônio? Pois é, essa é uma tentação inevitável. E tem consequências, não raro, problemáticas. A gente corre o risco, por exemplo, de angariar uma penca de desafetos. Sobretudo entre os cariocas mais bairristas. A bem da verdade, acho bairrismo uma grande besteira ; jamais me estressaria pelo fato de alguém apontar aspectos negativos da cidade onde nasci ou adotei como residência.

Um exemplo bem perto de mim: A Cidade das Artes. Já não era sem tempo de aquele aparelho estar funcionando a pleno vapor. Mas não. O acesso é uma quase completa incógnita. E ainda não antevejo como aqueles que não têm carro (ciclistas, pedestres) poderão chegar ali – bem, dirão alguns, mas esse é um problema de quase toda a Barra da Tijuca (além-condomínios). Várias áreas da estrutura, como algumas das rampas, são vedadas ao acesso do visitante, e nenhum funcionário sabe dizer por quê. Pelo menos no banheiro em que entrei, deparei com água escorrendo pelas paredes e no piso. No lugar onde está a “sala de leitura” (e onde ocorre o Cidade Literária) eu esperava encontrar uma estrutura mais semelhante a uma biblioteca. Mas não. É bonitinha, tem 3 ou 4 computadores e alguns livros de arte mas, no momento, parece-se mais àqueles espaços que algumas livrarias oferecem às crianças: um cantinho charmoso com ares de brinquedoteca. Enfim, falta muito ainda para aquela gigantesca construção se parecer com um centro cultural do nível de um CCSP, de um CCBB ou de um Memorial da América Latina.

No quesito ‘gastronomia’, aqui mesmo, na Barra, outro dia fui com meus pais na Dona Olinda, delicatessen inaugurada, há poucos meses, na Praia do Pepê. Por fora, uma graça de lugar, com varanda, mesas rústicas, plantas por todo o lado e, não menos interessante, vista para o mar. Mas um passeio pelo cardápio e lá vêm as primeiras decepções. Pedi um sanduíche e queria-o em pão de forma integral. Ao que me informa o garçom, depois de muitos minutos de espera: desculpe, mas o pão integral acabou. Meu pai queria um suco da ala “nortista” do cardápio; acho que era graviola. A resposta: ‘senhor, não temos nenhum desses sucos. Apenas os tradicionais’. Para fechar o festival de surpresas ruins, o croissant de chocolate que levei para casa tinha recheio endurecido, parecendo ter sido feito muito antes da antevéspera. Enfim, mas como eu sou brasileira, mantenho-me otimista. Não devo tardar a ir de novo ali. E espero, francamente, não voltar a me decepcionar.


Quarta-feira de sol no Rio de Janeiro

E o dia está para kitesurf

 

Kite surf - kitesurfe esporte esportes aquáticos Fotos Adriana Paiva

Praia do Pepê : Praticantes do esporte e banhistas em coexistência alegre e pacífica

O sol voltou a dar o ar da graça. Para alegria das dezenas de kitesurfistas que ontem salpicavam o mar e lotavam as areias da Praia do Pepê. Entre praticantes de longa data, turistas aprendizes e simples espectadores, havia gente de todo tipo por ali.
Se você tem vontade de se aventurar na modalidade esportiva e essa será sua primeira vez, saiba que é imprescindível passar por pelo menos duas aulas (os primeiros 30 minutos gratuitos e R$ 200 a aula à vera).
Afora isso, segundo Francisco Ferreira, o “Frajola”, proprietário da K08 Surf Club, uma das escolas que mantêm quiosque no local, saber nadar e ter entre 10 e 70 anos são as únicos pré-requisitos para partcipar das aulas.

Além desse trecho da Barra da Tijuca, que se estende por 200 metros, não há outra área no Rio de Janeiro em que a prática do kitesurf seja autorizada pela Prefeitura. Ou seja, se a ideia é viver uma nova experiência e se divertir de maneira segura, é ali mesmo que você deve começar.
E ainda que você não seja dado a tais ousadias, vale sentar na areia, muito limpa nesse trecho de praia, e observar o espetáculo das pipas colorindo o céu.

Kite Surf na Praia do Pepê

Escolas fornecem equipamento para prática do kitesurf em área autorizada pela Prefeitura do Rio

INFO

Aulas de kitesurf :

  • K08 Surf Club : (21) 2494 4869
  • Mormaii Kitepoint : (21) 8859 2112

 

Lanchonete da Cidade

E quando no Rio ?

 

Lanchonete da Cidade
Unidade da rede em Moema : Decoração com elementos das décadas de 50 e 60

Outro estabelecimento surgido em Moema em época em que eu já havia me mudado de lá. E, coincidentemente, na mesma Macuco do Empório. Comecei a frequentar a  Lanchonete da Cidade  ainda na filial da Alameda Tietê. Tanto por conta da ambientação, inspirada nas décadas de 50 e 60 – projeto da dupla de arquitetas Carla Caffé e Carol Tonetti – quanto pelas preciosidades escondidas no meio de um cardápio que se esperaria destinado sobretudo a carnívoros.

No final de 2008, quando fui a São Paulo para realizar uma cirurgia, acompanhada de meus pais, achei que seria interessante levá-los para conhecer a filial de Moema. Além de ter morado com eles bem perto dali, ambos foram jovens na década de 1960, época na qual o projeto de arquitetura da rede também foi buscar inspiração.

Lanchonete da Cidade - Opção vegetariana - Para quem é vegetariano, opções

Na filial dos Jardins, à espera dos chips de batata doce que, em 2008, já não eram mais servidos

Sem comer carne desde os 15 anos de idade, minhas pedidas na lanchonete ainda hoje variam entre o hambúrguer Quitandinha (pão preto com mix de cogumelos, legumes grelhados, especiarias, tomate caqui, rúcula e pesto de manjericão) e a incomparável batata rústica (lamentavelmente, os chips de batata doce já não eram servidos quando estive lá em maio daquele mesmo ano). Para coroar com alguma doçura (e nenhuma culpa) a série de extrapolações minha escolha costuma recair sobre a taça Manhattan e sua combinação de sorvete de chocolate com calda de mesmo sabor, brownie e amêndoas.

Outras casas do grupo paulistano Cia. Tradicional de Comércio  já chegaram ao Rio, a exemplo da Pizzaria Bráz que aportou no Jardim Botânico em 2007 e, dois anos depois, já abria uma segunda unidade na Barra da Tijuca. E do Astor que, em 2010, inaugurava no Arpoador sua primeira filial carioca no mesmo ponto onde durante anos funcionara o Barril 1800.

E quando será a vez da Lanchonete da Cidade aterrissar em plagas cariocas? Há alguns meses é sabido que o grupo empreende buscas por pontos para o estabelecimento em bairros da zona sul.
Enquanto isso, no Facebook… um punhado de ardorosos e afoitos fãs da lanchonete já se incumbiu de criar página onde reivindica inauguração urgente da franquia carioca da rede.

Tarde de verão com ares primaveris

 

 

Lagoa Rodrigo de Freitas

Desde a véspera do réveillon, semana de programação intensa, com a vinda, de Brasília, de minha irmã e meus sobrinhos.
Hospedada na Lagoa desde então, aí durante pausa para merecido dolce far niente

Dica prática:

A passeio no Rio e preferindo deslocar-se de bicicleta? As bikes da foto são parte do projeto BikeRio, do Banco Itaú, que mantém estações de aluguel bem perto dali .

Empório Moema

 

São Paulo

 

Empório Moema

Tranquilidade para um café da manhã acompanhado de telejornal

Inexistente na época em que eu morava na Rua Tuim, a duas quadras abaixo daí, o Empório Moema passou a ser destino frequente na temporada em que residi no Campo Belo.
Amplo e bem iluminado, o espaço agrega padaria, rotisseria, adega, mini-mercado de conveniência e uma lanchonete, onde são servidos de pizzas e sanduíches a refeições rápidas. Aos domingos, na área da varanda coberta, é servido buffet de café-da-manhã. Nos outros dias da semana, a
partir das 18h, esse mesmo espaço abriga um festival temático que, conforme a época do ano, pode ser de sopas ou de crepes e massas.

INFO:

Endereço: Avenida Macuco, 218 — na esquina com a Rua Canário, em Moema . Fone : 2101 4000
Horário de funcionamento: Domingo a quarta-feira, das 6h à meia-noite e de quinta a sábado, das 6h a 1h da manhã.

Obs.: (O estacionamento com manobrista é gratuito para clientes).

 

 

 

Últimas da 35ª Mostra de Cinema – Gente que vai de bike

 

 

O público da Mostra Internacional de Cinema, que termina hoje em São Paulo, contou mais uma vez com a facilidade de se deslocar de bike até as salas de exibição. A organização do evento, em parceria com o Instituto Parada Vital, distribuiu bicicletas em 13 pontos próximos aos locais que exibem os 300 filmes da programação. Para quem ainda pretende aproveitar a mostra (e ir de bike), os endereços dos bicicletários: http://35.mostra.org/servicos/bicicletario/.

 

Wi-fi in Rio

 

Se estiver no Leblon

  

Shopping Leblon - Clientes acessam Internet

No Shopping Leblon, área de acesso a Internet sem fio: Ao lado da Starbucks

 

De férias no Rio e passeando pelo Leblon ? É possível que você seja um desses turistas cautelosos que, andando por estas nem sempre seguras plagas, sequer aventaria a hipótese de sair à rua com o seu notebook na mochila. Supondo, entretanto, que num rasgo de ousadia você se decida a fazê-lo, eis acima uma boa opção de acesso gratuito à Internet sem fio. Ali, no andar térreo do Shopping Leblon, bem pertinho da Starbucks.

No caso de também pretender almoçar nas dependências do shopping, há interessantes opções na Praça de Alimentação. Meus preferidos, variando segundo intenções e companhias, são Bibi Sucos, Botequim Informal, Ráscal e Viena. Para adoçar a boca depois da refeição vale ainda uma passada na sorveteria Mil Frutas, cuja variedade de sabores — à base, inclusive, de frutos originários das regiões norte e nordeste do Brasil –, me leva à inevitável comparação com a nortista Santa Marta, que conheci quando morei em Belém, em meados da década de 1980. Foi lá, a propósito, que experimentei, pela primeira vez (na forma de sorvete), algumas frutas típicas da região amazônica, como o açaí e o bacuri . Bem, volto a falar de sabores da Amazônia em outra oportunidade. Retornemos ao Leblon.

Na linha, ainda, de diversão além da praia e a temperaturas mais confortáveis (hoje os termômetros bateram na casa dos 40° C ), o shopping dispõe de quatro salas de cinema e de um teatro, o Oi Casa Grande, onde, no momento, está em cartaz o musical Hair, em versão de Claudio Botelho e com direção geral de Charles Möeller. Veja horários.

Shopping Leblon – Endereço : Av. Afrânio de Melo Franco, 290. Fone: 21 2430 5122