Aquela promessa

As temperaturas têm estado amenas

Mas e os dias secos e de céu azulíssimo, cadê?

Marina do Condomínio Novo Leblon

Manhã da sexta-feira (19) : Dentro do carro, descendo a Avenida Niemeyer de volta à Barra da Tijuca; registro feito com o meu smartphone.


Tanto na ida para Copacabana, quanto na volta para o Novo Leblon, testemunhamos uma série de pequenos acidentes, a maioria em consequência das pistas molhadas. No primeiro, assim que saímos do condomínio, vimos um motociclista derrapar e cair na curva de acesso à pista em direção ao Recreio. Com o sinal fechado, ainda tivemos tempo de vê-lo de pé (aparentemente ileso), conversando com o motorista que ofereceu-lhe ajuda.
Tenho lido em jornais e sites, rede afora, que, em várias regiões do país, este vem sendo considerado o segundo outono consecutivo com volume de chuvas acima do normal. Até Brasília, que, como bem recordo, deveria estar em pleno período de estiagem, também vem registrando índices pluviométricos fora do comum.


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Outro #prontofalei

E o alvo, mais uma vez, a Barra da Tijuca

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Cidade das Artes: Músicos homenageiam Luiz Paulo Horta

Tantos eventos interessantes rolando ultimamente. E perto, mas tão ridiculamente perto de casa (2 km + ou – ), que é o fim da picada que chegar lá a pé seja tão complicado (para não dizer…letal). Sei que esse é um meu queixume recorrente, mas se algo na Barra da Tijuca me tira do sério (afora emergentes dados a ostentar aquisições), é que este seja um bairro tão pouco amigável a quem prefira locomover-se por meios outros que não os automotivos.

No Facebok, adendos meus em debate sobre o assunto:

De O Globo, em matéria sobre o Projeto Aquarius: “Kalil lembra que a Cidade Das Artes está diretamente ligada ao Terminal Rodoviário da Alvorada, por meio de uma passagem subterrânea que facilita o acesso de todos aqueles que decidirem usar o transporte público para chegar ao concerto”. Bacana, perfeito que a população em geral tenha acesso facilitado a eventos dessa natureza. Mas, vem cá, e os moradores da Barra? Para chegar lá, continuarão a ter que tirar seus veículos da garagem (ou, quem sabe, se aventurar a uma viagem de BRTrombada)?

Aí eu comparo a Barra da Tijuca com Brasília, e os brasilienses mais bairristas ficam chateados. Estando Lucio Costa por trás de ambos os projetos arquitetônicos, fazem todo o sentido as semelhanças. Sempre gostei de andar a pé. Mesmo em Brasília, fazia-o com grande prazer. Mas, sejamos honestos, tanto lá quanto aqui, é altamente sacrificante viver sem carro.

Sim, Helena, as superquadras daí parecem-se bastante com os condomínios daqui. Inclusive no que tange a serem providas de bons centros comerciais. A questão é: e como fica quem não quer viver circunscrito à própria vizinhança ? Não é nada fácil ser pedestre ou ciclista na Barra. Aliás, você já deve ter ouvido/lido a respeito dos atropelamentos ocasionados pelo BRT.

Foto: Divulgação