A primeira vez em que votei no Rio

E como foi bom fazê-lo transbordante de otimismo

A Onda Verde Gabeira 43 - PV RJ Partido Verde candidato ao Governo do Estado do Rio de Janeiro 2010 ano também de eleição presidencial eleições estaduais presidenciais Lava-Jato ex-governador Operação Lava Jato Rio blog da jornalista Adriana Paiva

Fernando Gabeira: Candidato ao governo do Rio, em 2010; (reprodução do YouTube)

Embora carioca, só vim a fazer do Rio de Janeiro meu domicílio eleitoral em 2008, ano em que me mudei de São Paulo.  A primeira vez em que votei na cidade onde nasci, pasmem, foi em 2010.  De lá para cá, minha aposta para a Presidência da República recaiu, por três pleitos seguidos, em Marina Silva. Em 2010 (pelo PV), em 2014 (PSB) e, em 2018 (já pela Rede Sustentabilidade, partido por ela fundado).

Volto, no entanto, àquele 2010 de minha estreia como eleitora em plagas cariocas sobretudo para lembrar que meu voto para governador, naquele ano, foi, convicta e orgulhosamente, para Fernando Gabeira (PV).
Triste admitir, mas, desde lá, não votei para candidatos ao cargo com a mesma convicção. Gabeira, como se sabe, perdeu no primeiro turno para Sergio Cabral Filho, que concorria à reeleição.

Fui ao Twitter buscar o que escrevi sobre as eleições em questão. Entre outros comentários, encontrei, em 28 de setembro de 2010:

Eleições de 2010 Governo do Rio de Janeiro

Como se vê, àquela altura Sergio Cabral já não me inspirava mínima credibilidade. Considerando que suas penas somam, hoje, algo perto de 200 anos de prisão, fico inclinada a enxergar aí um sinal de que devo seguir confiando em meu feeling.

Mas não deixa de ser melancólico lembrar que, enquanto minha desconfiança vociferava a excruciantes decibéis, Cabral continuou a convencer a maior parte do eleitorado fluminense, vindo, inclusive, a facilitar a eleição de seu companheiro de sina, o agora também presidiário, Luiz Fernando P. (me recuso a escrever sua alcunha neste blog), outro que nunca me convenceu.

Culto à personalidade

Considerações tantas talvez para demonstrar que, embora venha repetindo minha aposta em determinados candidatos, não tenho políticos de estimação. Há anos, faço minhas escolhas priorizando pautas (progressistas, sempre) e não pessoas e partidos.

Afora por uma e outra ilusões, típicas de adolescentes, ao longo da maior parte da minha vida tenho sido refratária a um hábito tão comum por estas bandas: o culto à personalidade. E nunca, NUNCA caí na esparrela de ajudar a eleger pretensos salvadores da pátria.

Coerente com essa postura, não disfarço meu desinteresse em estabelecer aproximação com pessoas que não veem problemas em se encolher sob ‘ismos’ — de lulistas a bolsonaristas. Isso quando não aderem a iniciativas ainda mais estapafúrdias. Quem nunca esbarrou, nas redes sociais, com fulanos Lula da Silva, beltranas Moro ou – pesadelo dos pesadelos – ciclanos Bolsonaro?
Mas, enfim, fanatismo é assunto sério e não vou eu me estender aqui sobre os motivos que levam pessoas a abdicar de suas identidades e a seguir cegamente outras.

 

* * *

Pauliceia, aí vou eu

 

Updated: Sim, Pauliceia, sem agudo no “e”.
Lembrados do acordo ortográfico?

Ponte-aérea

 

Organizando a agenda dos dias que passarei em São Paulo. Não poderiam ficar de fora Itaú Cultural, Pinacoteca, Casas das Rosas e Guilherme de Almeida e, sobrando algum tempo, algo da programação da Ecofalante.
Climatempo e o AccuWeather ativos no meu celular, sei que em minha mala não poderão faltar itens básicos para enfrentar frio acentuado e pancadas de chuva. A pergunta que não quer calar: haverá ensejo para pedalar pela Paulista?

 

 

Temporada em São Paulo II

 

Março 2015 * Recortes

 

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Estação Trianon-MASP, às 13:16 de uma quarta-feira. Momento raro de poucos usuários na plataforma.

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Aeroporto de Congonhas.

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Em uma esquina qualquer da Avenida Paulista.

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A caminho do Itaú Cultural, para ver a Ocupação Hilda Hilst, esbarrei nos músicos canadenses do Street Meat. Ali mesmo, fiquei sabendo que eles fariam show no Epicentro Cultural.

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De frente com Hilda e alguns de seus mais queridos. Ocupação Hilda Hilst no Itaú Cultural. Até 21 de abril.

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Beco do Batman. Personagens concebidos pelo grafiteiro Presto em mural que também traz interferências dos artistas Binho Ribeiro, Ciro Schu, Feik, Highraff, Marcelo Eco e Snek.

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Ah, as ciclovias de SP, essas incompreendidas. Ainda que mal traçadas ou feitas a toque de caixa, sejamos justos, antes elas a nenhuma. Fotografei as placas ao lado da ciclovia da Vila Madalena, na altura da movimentada esquina das ruas Dr. Virgilio Carvalho Pinto com Artur de Azevedo.

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Juliano Salgado chegou cedo à Reserva Cultural. “O Sal da Terra”, documentário que codirigiu com Wim Wenders, foi um dos destaques da IV Mostra Ecofalante de Cinema Ambiental e abriu o evento em sessão especial para convidados.

Festival do Rio

 

Penúltimas

 

Estação Sesc Rio

Estação Sesc Rio, em Botafogo: Público circula durante intervalos de sessões lotadas

Hoje, entramos na última semana de Festival do Rio. Perdi a conta dos filmes vistos, numa edição em que, mais do que nas anteriores, tenho me concentrado nos documentários e nas mostras voltadas às artes (Itinerários Únicos), música (Midnight Música) e meio ambiente.

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Festival do Rio

Armazém da Utopia, no Cais do Porto: Centro nervoso do festival

Ontem, aliás, estava na última sessão, dentro do festival, de “Trashed – Para Onde vai Nosso Lixo”, dirigido por Candida Brady (assista ao trailer). Foi a própria Ilda Santiago, diretora do evento, quem introduziu o filme, ao lado de Rose Ganguzza, uma das produtoras.

Já tinha visto gente (críticos, inclusive) reclamar do tom excessivamente professoral do documentário. Peraí. E quem mesmo vai para o cinema ver documentário esperando, sobretudo, diversão? O tema é difícil e o tom é de alerta máximo. “Não estamos falando de um futuro distante“, diz Irons a certa altura, “o chão sob nossos pés já está coberto de lixo“.
Se suas preocupações com o planeta ultrapassam modismos, não deixe de ver Trashed quando estrear em circuito comercial.


Rio+20

 

Programa duplo na Cinelândia

 

Yann Arthus-Bertrand

A Terra Vista do Céu : Mostra é vizinha a festival de filmes sobre meio ambiente

Para lembrar que hoje, pertinho daí, no Cine Odeon, encerra-se o GoodPlanet Film Festival. Já as fotos de Yann Arthus-Bertrand (o idealizador do festival), reunidas na mostra “A Terra Vista do Céu”, ficam na Praça Floriano até 24/6. Entonces …por que não considerar passar pela expo e, de quebra, assistir a filmes com temática afim ? Às 21h30, após última sessão no Odeon, debate “Objetivos de Desenvolvimento para o Milênio”, com Luc Gnaccadja (UNCCD), Robert Lion (Agrisud) e Marcelo de Andrade, presidente do instituto Pro-Natura.



Sábado de Rio + 20

 

Passagem pelo Pier Mauá

 

Escala tão breve quanto a feita, ontem, na Cúpula dos Povos. Muita gente credenciada para trabalhar no local, mas pouca gente preparada para fornecer informações básicas — como, por exemplo, em que armazém acontece exposição “x” ou seminário “y”. Afora por meus interesses ali, fato é que fico sempre muito impressionada com a disposição do povo para usufruir do que lhe é oferecido gratuitamente. Que o digam as filas inacreditáveis para entrar no veleiro do Greenpeace, o “Rainbow Warrior III”, que fica atracado no Pier até o final do evento, em 22 de junho. Bacana mesmo foi ver que as mini-palestras, oferecidas por entusiasmados voluntários da ONG, também reuniam ouvintes aparentemente interessados. Vale, de todo modo, acompanhar a programação de feiras, oficinas e debates, montada nos armazéns : www.rio20.gov.br/eventos.


Pier Maua

Veleiro do Greenpeace atrai visitantes ao Pier: Rainbow Warrior III fica atracado até o final da Rio+20

Voluntária do Greenpeace

Amanda Eklund, voluntária sueca, fala a visitantes sobre ONG e rotina dentro do barco

Entre a Eco 92 e a Rio+20

Recortes das experiências desta jornalista


Quando vim cobrir a Rio 92, ainda na condição de estudante de jornalismo, o cenário era muito distinto do atual. E eram basicamente dois os locais onde trabalhávamos. No Aterro do Flamengo, onde hoje (15/6) inaugura-se a Cúpula dos Povos, tínhamos o Fórum Global.

Hospedávamo-nos no Forte de Copacabana (graças à cortesia do então comandante, o coronel Teixeira Neto) e tínhamos um ônibus turístico à nossa disposição. Dadas as restrições para a locomoção de vinte e poucos alunos, todos os dias precisávamos decidir: sair para cobrir os eventos tão mais “sisudos” do Rio Centro (na zona oeste da cidade) ou para acompanhar a farra polifônica e multicolorida do Fórum Global (na zona sul). Diante disso, diariamente eu sofria com o que me pareciam dilemas insolúveis. E pensar que, entre meus colegas, havia quem quisesse sobretudo pegar uma praia.

Rio de Janeiro, 1992

ONU imagens arquivos estudante de jornalismo Adriana Paiva Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e o Desenvolvimento Global Earth Summit
Personagem folclórico do Rio, Beijoqueiro em congraçamento com indianas, no Fórum Global

acervo memória TV Globo jornalistas Alexandre Garcia e Valéria Monteiro Repórteres da TV Globo alunos de faculdade de jornalismo comunicação telejornalismo Rede Globo - Rio Centro
Representando a Rede Globo, no Rio Centro, os coleguinhas Alexandre Garcia e Valéria Monteiro

Iluminado monge japonês no Rio Centro zen budismo budistas japoneses Nihon nihonjin Japan religião budistas
Vindo do Japão para o evento, o monge zen-budista Kido Inoue também circulou por lá

Graffiti em Botafogo
Leonel Brizola, governador do Rio em 1992 : Depoimento para TV japonesa

Rio de Janeiro, vinte anos depois

Rio+20 – Quinta-feira, 14/6

Dia de palestras e visita a mostras e estandes de países e estados. Bastante proveitosa a ida ao estande do Japão onde, na esperança de encontrar o monge zen Kido Inoue (que conheci durante a Eco 92), acabei engatando ótimo papo com Yuki, representante da Asahi Glass Foundation, instituição japonesa que há vinte anos concede o “Blue Planet Prize” a pessoas que se destacam na área ambiental.

Algodão colorido - Estande da Embrapa
No Parque dos Atletas, o algodão produzido pela Embrapa: Colorido naturalmente

Projeto da Coppe - UFRJ

O H2+2, ônibus híbrido a hidrogênio com tração elétrica: Projeto da Coppe/UFRJ

A Terra Vista do Céu

A Terra Vista do Céu : Exposição de Yann Arthus-Bertrand fica até 24/6 na Cinelândia

 

 

Últimas da 35ª Mostra de Cinema – Gente que vai de bike

 

 

O público da Mostra Internacional de Cinema, que termina hoje em São Paulo, contou mais uma vez com a facilidade de se deslocar de bike até as salas de exibição. A organização do evento, em parceria com o Instituto Parada Vital, distribuiu bicicletas em 13 pontos próximos aos locais que exibem os 300 filmes da programação. Para quem ainda pretende aproveitar a mostra (e ir de bike), os endereços dos bicicletários: http://35.mostra.org/servicos/bicicletario/.