Nome inscrito na história da televisão brasileira

Primeira engenheira da TV Globo

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Fiz o achado acima em meio a documentos e fotos que, trazidos da casa de meus avós há tempos, eu ainda não havia me disposto a explorar. Trata-se de recorte de uma edição do jornal O Globo de abril de 1972, onde se destacava o pioneirismo de três mulheres recém-contratadas para atuar na área técnica da TV Globo. Uma delas, a única engenheira formada do grupo, é Marlene (foto à esq.), prima de primeiro grau do meu pai — Marlene Nunes Pimentel (Paiva Nunes, seu sobrenome de solteira).

Excertos da matéria

Televisão já tem mulher trabalhando na técnica

“Trabalhar na área técnica de uma emissora de televisão sempre foi privilégio dos homens, pelo menos no Brasil (…) Agora, entretanto, esse baluarte do trabalho masculino caiu, pois a TV Globo passou a ter três integrantes do chamado sexo frágil em sua equipe técnica: uma engenheira e duas especialistas de nível médio.

Marlene

Quando se escrever a história da televisão brasileira, a engenheira Marlene Nunes Pimentel será, obrigatoriamente, citada como a primeira mulher a trabalhar na parte técnica de uma emissora. Ela aceita o fato de maneira normal, como mera decorrência de sua vocação para a eletrônica. Formou-se em 1964, na PUC, em engenharia eletrônica, e fez cursos de especialização em telecomunicações.
— Depois de formada, passei alguns anos trabalhando no Departamento Nacional de Telecomunicações e, em função da minha especialidade, fiquei familiarizada com o funcionamento das emissoras de televisão. Há cerca de um ano, fui convidada a trabalhar na Central Globo de Engenharia pelo seu diretor, engenheiro Wilson Brito. Custei a me decidir, mas há um mês aceitei (…)
Seu setor é o de Planejamento e Controle e sua atividade envolve projetos de novas emissoras da Rede Globo, estações repetidoras e retransmissoras (…)”

Dois anos mais tarde – Ainda desafios 

Ao pesquisar no Acervo O Globo, não encontrei a matéria supracitada. Achei, no entanto, esta reportagem, publicada no suplemento “Jornal da Família” de junho de 1974 (clique para ampliar). O título traz a interrogação: “O Mundo já é das Mulheres?”. No alto da página: “Chefe de equipe da TV Globo, Marlene Nunes Pimentel é a primeira mulher no País a ocupar este cargo.”

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Ainda clima e Notas do Clã

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Praia do Arpoador

WhatsApp, 13/6: Minha irmã, recém-chegada de Curitiba, mandando um alô direto de Goiânia

As temperaturas pelo país andavam enlouquecidas assim quando minha mãe e minha irmã foram a Curitiba festejar o aniversário de meu sobrinho.
Vasculhada rápida em meu baú de reminiscências climáticas… Mais surreal do que 14°C em Goiânia? Peraí. Acho que apenas a visão de mulheres andando de cachecóis e polainas durante a estação de chuvas, em Belém, quando moramos lá em meados da década de 1980. Para nós, vindos, então, do Rio de Janeiro, a chuva em plagas paraenses em nada mitigava o calor “aderente” ao qual eu mesma nem cheguei a ter tempo de tentar me habituar. Moramos lá durante pouco mais do que um ano e meio.

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fotos preto e branco Tiago retratos SQN 103 Norte Brasília Rio Caracas Curitiba


Tiago, o garotinho fofo das fotos acima (em nosso antigo apartamento na 103 Norte), à semelhança desta tia que aqui escreve, também cedo se habituou a frequentes mudanças de cidade. Depois de algumas idas e vindas pelo Brasil, aos 11 anos, ele foi morar em Caracas, na Venezuela. Recentemente, aos 20 e poucos — lembrando algo de meus arroubos nessa idade –, deixou para trás a faculdade na UnB, para prosseguir com o curso de Engenharia da Computação na PUC de Curitiba. E, agora, se prepara para uma temporada de seis meses em Santiago do Chile. A  startup  que ele criou em parceria com colegas de curso foi selecionada para um “programa de aceleração” na cidade. Do lado de cá, orgulhosa por ele continuar trilhando caminhos nos quais acredita, desejo-lhe SORTE.

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* Ao calouro, com amor

 

Esplanada dos Ministérios

Esplanada dos Ministérios: Transitando por ruas onde também eu aprendi a dirigir

Em Brasília, na semana passada, à saída do Palácio do Planalto, onde estivemos, eu e minha mãe, para ver a exposição “Mulheres, Artistas e Brasileiras“. Fomos conduzidas pelo meu sobrinho Tiago, recém-matriculado no curso de Engenharia da UnB, e titular (também recente) da Carteira Nacional de Habilitação – licença à qual esta sua madrinha espera que ele continue prudentemente a fazer jus.

Das inevitáveis coincidências: como meu sobrinho, também tirei minha carteira de motorista em Brasília. E foi, igualmente, nessa mesma UnB que se deu a maior parte de minha trajetória acadêmica.

* ( Post originalmente publicado em meu perfil no Facebook ).