Um post para dizer de outro

Fox Paulistinha gatos poodles doglovers pets

 

A compilação de fotos dos animais de estimação da família apenas começou. Novos acréscimos hão de vir por aí.
Nessa primeira seleção, aparecem 1) três dos nossos poodles; 2) Apolo, o fox paulistinha que eu e minha mãe demos ao meu sobrinho, na véspera de ele se mudar para a Venezuela; 3) “Gatinho”, o pequeno felino que viveu conosco na 112 Sul; e 4) Mallu, a border collie que entrou este ano para o clã.

Até aqui, ficaram de fora: nosso perdigueiro Comanche, a vira-lata Pretinha, a lulu da Pomerânia Judy, a poodle Preta, as gatas Gaia e Mia e os pequineses dos meus avós, o Chang e a Suzuki.
À medida que encontrar outras fotos nos meus arquivos, nos álbuns dos meus pais, ou entre as fotos vindas da casa de meus avós, acrescentarei aos stories.
Do Comanche, a propósito, o perdigueiro que tivemos na época em que residimos na Restinga da Marambaia, encontrei uma pequena preciosidade, dia desses: uma foto onde ele aparece junto à minha irmã (pequenininha), meu pai e minha avó. Cheguei a digitalizá-la, mas como a original era pequena e, ainda por cima, sofreu um rasgo quando a removi do álbum, ela ainda precisará de edição.

À iminência do término de um ano que se revelou tão difícil, escolhi tangenciar assunto que ativa em mim os melhores sentimentos: os animais que passaram por minha vida — e os que vêm chegando por aí. 

Que 2021 venha mais leve e nos brinde com verdadeiros motivos para celebração. Paz, saúde e amor para todos nós.

 
 
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Sábado para não ser esquecido

Porque hoje acontece a 4ª Grande Feira de Adoção de Cães e Gatos

maratona de adoção

Maratona de adoção: Registros feitos na terceira edição da feira, em novembro de 2015

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Estive na feira anterior e saí de lá admirada da quantidade de pessoas interessadas em levar para casa um bichinho de estimação. Vi famílias saírem do Promoinfo, aliás, com mais de um animal adotado. Fico feliz ao constatar que essa é uma tendência que vem crescendo, tanto no Brasil, como em outros países.

Não nos deve desanimar o fato de que ainda haja tanta gente preferindo comprar animais em canis ou petshops. E, amiúde – abissal falta de consciência! -, seguindo modismos.  A vizinhança onde moro é farta em exemplos desse tipo de comportamento, vide o desfile cotidiano, de uns três verões para cá, de buldogues franceses e lulus da Pomerânia, entre o Mandala, o Novo Leblon e o Rio Design Barra. 
Mas, enfim, se cultivar aparências está longe de ser sua prioridade na vida, vá lá. Tenho certeza de que você não vai sentir que desperdiçou o sábado de sol.

Ah, sim, e para adotar um ou mais animais das ONGs presentes ao evento é necessário ser maior de 18 anos, apresentar RG, CPF e um comprovante de residência.

+ Local: Promoinfo Barra. Endereço: Avenida das Américas, 6700. Data: Sábado, 9 de abril de 2016. Horário: 9h às 17h.  

Sobre um quase-assalto

Post publicado em meu perfil, no Facebook, em 6/2/2014

Campo de Santana

Indiferença: Diante de onde se desenrolou a tentativa de assalto, os típicos bancos de praça estavam quase todos ocupados

Hoje, no Rio de Janeiro, eu tive medo. E de um jeito que, há muito tempo, não.
Dia estressante trazendo um pouco mais de dissabor a uma semana que não começou nada tranquila. Saí do Arquivo Nacional, onde estive para ver uma exposição, e resolvi ir até o Campo de Santana, bem perto dali. A par de que a entrada do parque fecha às 17h, me apressei. Devia faltar meia hora para o portão ser trancado, quando eu entrei. O movimento de pessoas no local parecia ser o costumeiro. Fui lá para ver os gatos, sempre numerosos quando os fotografei em outras ocasiões, nos últimos três anos. Nesta tarde, não vi muitos. Em contrapartida, divisei vários patos e cotias pelo caminho. Parei um pouco para fotografar a sede da Fundação Parques e Jardins. Quando olhei para o lado, notei que havia um homem corpulento e de barba fazendo fotos dessa mesma edificação com o seu celular. Isso, de alguma maneira, me tranquilizou.

Voltei a circular e, dessa vez, mais perto das árvores e arbustos que cercam um lago alguns metros mais abaixo. Vi de novo o tal homem corpulento. Agora, sentado em um banco e, aparentemente, teclando ao celular. Mais uma vez caí na esparrela de achar que a presença dele ali era motivo para eu me tranquilizar.

Andei mais alguns passos em direção aos arbustos, encostei-me a uma árvore e fiquei espiando as cotias através da objetiva de minha Nikon. No que olho para o lado, ouço apenas: Me entrega. Não grita. Senão morre. Frases vindas de um negro alto e magro, que tirara algo de dentro da roupa e se pusera a centímetros de mim. Ainda consegui reparar que ele tinha bigode, mas não tive o ímpeto de olhar para suas mãos. Sei lá o que me deu desse momento em diante. Só sei que gritei e muito alto – agora, lembrando, soa um pouco mais ridículo. Eu gritei socorro. E, depois, mais alto ainda, “ladrão”. Sem entregar a máquina e ainda gritando (já nem lembro o que), avancei alguns passos arbustos adentro. Tudo isso sob sol brilhante e os olhares de pelo menos uma dezena de testemunhas. Quando voltei para a parte cimentada do parque, ainda pude ver o homem sair, em passadas muito rápidas, pelo outro lado. Uns senhores se aproximaram e me perguntaram o que ele tinha levado. Disse-lhes que nada. Porque, no susto, eu corri e não entreguei o que ele queria. Já me dirigindo à saída principal, comentei com o guarda que vinha em minha direção que tinha um ladrão agindo ali dentro e que ele quase me assaltara. O homem, atarracado e de cabelos brancos, fez o que me pareceu a expressão de pouco caso de quem testemunha situações como aquela muitas vezes ao dia (se é que não faz vista grossa quando as vê) ; no que estava falando ao celular, assim continuou.

Acho que em nenhuma outra ocasião, desde que voltei a morar no Rio, no final de 2008, senti o medo que eu senti hoje. Todas as minhas ações nesta tarde dentro do Campo de Santana, percebi tão logo a adrenalina baixou, foram tomadas no susto.