São Paulo artística

 

Sobre mostras e murais grafitados

 

Junho em SP – Notas via Instagram

Ex Machina

Itaú Cultural: Exposição Arquivo Ex Machina – Identidade e Conflito na América Latina. Aberta à visitação até 7 de agosto.

Acervo MASP

MASP – Acervo em Transformação : Não recordo de já ter visto tantas crianças pequenas circulando pelo museu. Tocante testemunhar o esforço da professora para explicar a esses meninos e meninas, com idades em torno dos quatro anos, a cena pintada por Pierre-Auguste Renoir no quadro “A Banhista e o Cão Grifon” (Lise à Beira do Sena), de 1870.

MAR
Na quarta-feira em que estive na Pinacoteca, cheguei a presenciar parte dos preparativos finais da mostra “Fora da Ordem – Obras da Coleção Helga de Alvear“, inaugurada no sábado (25/6). Àquela altura, já ocupavam o octógono as esculturas de ferro e espelho do português José Pedro Croft | Até 26/9.

Graffiti

De uma das sacadas da Pinacoteca (22/6): Mural do artista Daniel Melim.

MAR
Rua da Consolação * Arte por Walter Nomura (a.k.a. Tinho)
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Nove - Digital Orgânico

Um giro à esquerda…e eis o mural do grafiteiro paulistano João Paulo Cobra – aka NOVE / #digitalorganico (…) Dando um tempo em mais esta série de #notaspaulistanas.

 

 

A semana em imagens

 

Da Barra da Tijuca ao Centro

Cdade das Artes

Mostra “Ocupação Urbana”, na Cidade das Artes. Domingo, 29 de maio.
Realizada em parceria com a GaleRio, plataforma voltada à arte de rua e coordenada pelo Instituto Eixo Rio, a exposição reúne obras de 14 artistas e fica por lá até 30 de junho.

 

Via Instagram

 

SP

Vista da Igreja da Candelária a partir da Casa França-Brasil. Escala para almoço no Crepe Nouveau, antes de seguir para a Caixa Cultural.

SP

Deixando as dependências da Caixa Cultural, na quarta-feira, 25.
O que me levou até lá foi a edição 2016 do World Press Photo. Neste ano, a mostra itinerante de fotojornalismo, que reúne imagens premiadas em nove categorias, vai passar por 100 cidades de 45 países. Na Galeria 4 da Caixa até 19 de junho.

São Paulo

Quanto tempo transcorre, em média, entre a pessoa postar-se diante de uma obra de arte e sacar do celular para tirar fotos? Ultimamente, tenho me dedicado a observar esses movimentos. Aí, em visita à exposição ComCiência, da australiana Patrícia Piccinini. A mostra, que já passou pelo CCBB de Brasília e pelo de São Paulo, fica na unidade carioca até 27/6.

Lagoa de Marapendi
Final de tarde na marina do condomínio Novo Leblon: Observando o movimento na Lagoa de Marapendi.

 

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Com a deixa do aniversário

 

#SP462anos

 

De volta à polêmica: Grafite X Pichação

2015 BestNine

A “deferência” que chamou a atenção do grafiteiro argentino Tec (http://arte.folha.uol.com.br/saopaulo/2016/sp-462anos/), chamou também a minha, em diversas ocasiões, ao caminhar pelas ruas São Paulo, quando ainda morava lá – como comprovam as fotos, feitas em diferentes momentos do ano de 2005. Na advertência afixada às janelas de um prédio do Centro, por exemplo, quase tanto quanto o tom cerimonioso, saltava aos meus olhos a grafia incorreta com que eram referidos a ação e seus respectivos autores.

Nesse mesmo especial da Folha, entre as razões para amar SP, o tópico anterior destaca: “Quando havia uma tendência de repelir a arte de rua, São Paulo foi na contramão e aceitou os desenhos em seus muros”…

Interessante pensar a respeito. Inclusive porque, se aprendi a apreciar “graffiti”, isso se deu, justamente, nos anos em que morei em São Paulo. Mas foi preciso cultivar em mim uma disposição para tal. É claro que contei, inicialmente, com uma ajuda decisiva nesse sentido: quando ainda trabalhava como assessora de imprensa, minha empresa atendeu uma ONG com diversos projetos na área.

Mas, continuei, depois, a sair pela cidade, com uma câmera em punho, pelo simples prazer da exploração. Guiada pela intenção de descobrir novos artistas, passei a fotografar muros grafitados, do Cambuci (bairro de origem d’Osgemeos) à Vila Madalena. Até então, preciso admitir, tinha uma profunda má vontade em relação à arte urbana que se fazia no Brasil. E, principalmente, um olhar muito contaminado por tudo o que a escola do “pixo” representava em São Paulo.
Do aspecto da demarcação de território àqueles mais óbvios (destruição de patrimônio público, poluição visual), continuo não encontrando senão motivos para deplorar as ações dos “senhores pichadores”. Diferentemente, ao que parece, do francês citado no especial. O documentário “Pixo” (dirigido pelo fotógrafo João Wainer), a propósito, só veio a reforçar essa minha postura refratária.

 

Temporada em São Paulo II

 

Março 2015 * Recortes

 

 

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Estação Trianon-MASP, às 13:16 de uma quarta-feira. Momento raro de poucos usuários na plataforma.

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Aeroporto de Congonhas.

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Em uma esquina qualquer da Avenida Paulista.

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A caminho do Itaú Cultural, para ver a Ocupação Hilda Hilst, esbarrei nos músicos canadenses do Street Meat. Ali mesmo, fiquei sabendo que eles fariam show no Epicentro Cultural.

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De frente com Hilda e alguns de seus mais queridos. Ocupação Hilda Hilst no Itaú Cultural. Até 21 de abril.

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Beco do Batman. Personagens concebidos pelo grafiteiro Presto em mural que também traz interferências dos artistas Binho Ribeiro, Ciro Schu, Feik, Highraff, Marcelo Eco e Snek.

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Ah, as ciclovias de SP, essas incompreendidas. Ainda que mal traçadas ou feitas a toque de caixa, sejamos justos, antes elas a nenhuma. Fotografei as placas ao lado da ciclovia da Vila Madalena, na altura da movimentada esquina das ruas Dr. Virgilio Carvalho Pinto com Artur de Azevedo.

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Juliano Salgado chegou cedo à Reserva Cultural. “O Sal da Terra”, documentário que codirigiu com Wim Wenders, foi um dos destaques da IV Mostra Ecofalante de Cinema Ambiental e abriu o evento em sessão especial para convidados.

 

#StreetArt

 

Instagramadas do período

 

Jockey

Muros do Jockey Club Brasileiro, na Gávea: Onde os grafiteiros cariocas se encontram.

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Do meu Instagram

Explorando entorno da Praça XV, depois de deixar o Paço Imperial. A região ficou bem mais interessante após ação Adicione Cor, capitaneada pela marca Converse.

Praça 15 - Grafite

Mais uma pilastra grafitada durante ação Adicione Cor, promovida pela marca de artigos esportivos Converse.

Instagram – Fotodiário

 

Acessório para registros nas cidades

 

Barra da Tijuca

Praia da Barra da Tijuca com feições de antanho: Primeiras inscursões.

 

Nunca pensei que me renderia ao Instagram. Considerando-se o fato de que antes de ser jornalista (e quase antropóloga), cheguei a pensar que faria carreira como fotógrafa, é de se esperar que o brinquedinho não entusiasme assim, logo de cara. Para que se entenda, faço um ligeiro retrospecto: fotografo regularmente desde os 17 anos. Ou seja, desde que fiz um curso na Escola de Artes Visuais do Parque Lage e (por ter passado no vestibular) ganhei de meu pai e de minha avó um laboratório PB e uma câmera Canon semi-profissional. A partir daí e entre uma bolsa do CNPq de pesquisa em antropologia visual e o estágio como fotógrafa em dois jornais, não parei mais de fotografar. Apenas a compreensão de que não quereria fazê-lo profissionalmente é que demorou a acontecer.

Voltando ao Instagram : assumindo-se, de um lado, o que há de diletante no uso de uma câmera de celular e, de outro, enxergando-se seu valor como ferramenta cheia de limitações, a pergunta que se coloca é: por que não ?
Assim, a partir de agora, usarei o aplicativo como acessório adicional ao que aqui já funciona como um “diário fotográfico”. Para quem pretenda me seguir também por lá minha ID é @ drixpaiva.

 

+ Instagramadas

 

graffiti em Ipanema by Marcelo Ment e cia.

Grafite na Farme de Amoedo: Arte por Marcelo Ment, Ottis, entre outros.

Praia do Pepe - Barra

Na Praia do Pepê, aproveitando breve aparição do sol.

Praia da Barra - Outono 2012
A luz vespertina dos dias outonais é ótima, a propósito, para explorar texturas.

Sábado no Leblon Botafogo

Na Delfim Moreira, celular em punho: Ousando aproximações.


Fotos por Adriana Paiva ©

 

 

Do olho do vortex

 

Um resumo do período

 

Fevereiro, carnaval, maratona cinematográfica e resoluções, ainda, de início de ano. Depois, veio março e, conforme ironia corrente, o começo (à vera) do ano no Brasil.
Com o encerramento das férias para considerável parcela de brasileiros, vieram também novos interesses e projetos. No vórtice disso e de algo mais, fiquei o último mês sumida deste que diz pretender-se um blog
updated. Voltemos, pois. A seguir, destaques do período.


Forte de Copacabana - Fotos por Adriana Paiva

Café do Forte : Unidade da Confeitaria Colombo em Copacabana


Filial da tradicionalíssima Confeitaria Colombo, o Café do Forte funciona há onze anos dentro do Forte de Copacabana. 
Na minha ida mais recente ao Forte, resolvi entrar na loja de souvenirs e conversar um pouco com a gerente. Contou-me ela que a frequência do café e de sua loja crescem a cada ano, o que ela atribui, com razão, à maior evidência ganha pelo Rio de Janeiro em função dos Jogos Olímpicos e da Copa do Mundo. Disse-me ela ainda que muitos entre seus amigos, moradores do bairro, desconheciam o local por um certo preconceito, no mais das vezes a ver com o fato de que ali também está instalado o Museu Histórico do Exército. E não apenas o museu mas, igualmente, algumas residências de oficiais dessa Força.

Fico contente por testemunhar também esses preconceitos serem aos poucos demolidos. Não deixa de ser interessante ver a colorida fauna de turistas circulando entre carros verde-oliva e rapazes fardados.

 

Forte de Copacabana - Fotos por Adriana Paiva

Área externa do Café do Forte : Vista para a praia de Copacabana e o Pão de Açúcar

Voltando ao Café do Forte. O que este não tem do glamour e da tradição da centenária matriz, fica aqui compensado pela vista de cartão postal. Se o dia estiver bonito como estava aí no meu registro, opte por mesa do lado de fora. Sempre recomendável, contudo, fazer sua reserva (tel.:21-2247-6168). Na minha ida lá, no início de março, fui de café da manhã (servido também na opção ‘light’ e até o meio-dia). De terça à sexta, o almoço à la carte (servido de 12h às 16h) traz boas opções de massas e omeletes. Eu, particularmente, gosto do Omelete do Bosque, recheado com champignons, provolone e ervas.

 

Ainda Copacabana


Galeria Movimento - Copacabana

Galeria no Shopping Cassino Atlântico: Grafiteiros representados

Gostei de ter contato com uma outra faceta do trabalho de Mateu Velasco e constatar que já conhecia seus traços, de andar pelas ruas do Rio. O artista plástico e grafiteiro é representado pela Movimento Arte Contemporânea, uma das galerias que visitei em março passado. A “Movimento” também representa Tomaz Viana, o Toz, outro artista cujos murais grafitados estão espalhados por vários pontos da cidade.

 

 

Arte urbana

 

Das intervenções que tenho visto por aí

 

A deixa para a presente compilação vem lá do Facebook. Mais especificamente, do grupo “Street Photographer” que, reunindo mais de 1900 membros, entre fotógrafos, artistas visuais e aficionados por fotografia em geral, tem trazido à luz trabalhos interessantes tanto de amadores como de profissionais consagrados. A cada semana, os participantes elegem um tema. E o escolhido na sexta passada foi, justamente, “street art”. Abaixo, intervenções artísticas que tenho registrado em minhas andanças pelo Rio, por Brasília e São Paulo.

 

Rio de Janeiro

 

graffiti by Marcelo Ment

Muro da UNIRIO, na Urca : A arte de Marcelo Ment e Duda substituiu o mural abaixo.

graffiti by Marcelo Ment

No mesmo muro da UNIRIO : Rita Lee por Marcelo Ment.

graffiti by Marcelo Ment

Ainda Marcelo Ment : Esquina da Farme de Amoedo com a Avenida Vieira Souto, em Ipanema.

Graffiti em Botafogo

Muro em Botafogo : Arte pelo grafiteiro Acme. Registro de 2009.

São Paulo

 

graffiti by

Grafite dos irmãos Gustavo e Otávio Pandolfo (Osgemeos): Em 2007, Lei Cidade Limpa cobriu de cinza.

Osgemeos na Vila Madalena

Osgemeos em sua estreia na Galeria Fortes Vilaça. E a minha entrevista com eles.

graffiti by Titi Freak

Fachada do Studio SP, na Vila Madalena (2006): Arte de Titi Freak.

graffiti SP 2011

“Buraco da Paulista” : Homenagem ao centenário da imigração japonesa (2007) teve aval da Prefeitura.

Acesso ao buraco da Paulista - graffiti de Rui Amaral

Entrada do túnel José R. Fanganiello Melhem, na Avenida Paulista (2011): Arte de Rui Amaral.

 

Brasília

 

Bsb - Graffiti by Soneka & Shock

Espaço Cultural Renato Russo, na 508 Sul: Paredes grafitadas pelos artistas Soneka e Shock.

 

Fotos por Adriana Paiva ©


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