Sete domingos

 

E mais uma proeza da HBO

 

Minissérie da HBO

Big Little Lies: Reese Whiterspoon, uma das protagonistas e produtoras da minissérie

É muito raro eu me tornar fiel a uma série. Tendência que observo crescer em mim quase no mesmo ritmo da oferta de opções nos canais de TV a cabo. A minissérie Big Little Lies, por outro lado, foi capaz de uma proeza: o único episódio que não pude ver no domingo em que foi originalmente exibido, não perdi tempo em ir procurar no Now.

Considerando, ainda, que não me sentia atraída pelo estilo da escritora em cujo romance a série se baseia, eis reforçada a façanha da produção da HBO. Pontos também para a trilha sonora. Li na Billboard, a propósito, que, desde que Big Little Lies estreou, em fevereiro passado, as canções da trilha estão entre as mais pesquisadas no Shazam (EUA). Já o site da NME, destacou a playlist do Spotify:

Spotify

 

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Ali, onde desembocam minhas zapeadas

 

Série musical na HBO

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Encuentros en Brasil - HBO

Kevin Johansen em escala por Fernando de Noronha: No restaurante O Pico, recebido pelo chef Alvaro Segundo


Acabo de ver que o Now já colocou no ar quatro dos episódios de Encuentros en Brasil. Tendo visto todos os seis, em suas exibições originais pela HBO, curioso notar como, ao contrário do que ocorreu com o uruguaio Jorge Drexler, o argentino Kevin Johansen e a chilena Francisca Valenzuela (donos de temperamentos mais extrovertidos), se beneficiam imensamente mais da passagem pelas cidades escolhidas pela produção.
Uma figuraça esse Johansen. Quase sempre com uma cuia de chimarrão a tiracolo, no Recife, como em Olinda ou em Fernando de Noronha — e antes, em cidades mineiras –, o músico, até aqui, foi quem melhor interagiu com os personagens locais.
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Mad Men

 

Humano, demasiado humano

 

Mad Men - HBO

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Sequências finais do episódio 13 da sexta temporada


Não são poucas as razões pelas quais a figura ambígua de Don Draper fará falta.
Reunião com executivos da Hershey’s e Draper, o diretor de criação, já um tanto alcoolizado, irrompe em um daqueles acessos de franqueza, que nunca deixam pedra sobre pedra. E esse, como sabemos, acaba levando seus sócios na Sterling Cooper & Partners a “convidá-lo” a sair de férias.
Que destino aguarda o personagem, na sétima e última temporada da série, é o que também estou curiosa para saber. Mas não antes de amanhã, às 21h.

 

 

Game of Thrones

Uma penca de motivos para não ver

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Veep

Em Veep, Julia Louis-Dreyfus é Selina Meyer: Vice-presidente dos EUA e rainha das gafes

Bem que eu tentei e, tão logo a série estreou na HBO, em 2011. Mas não há o que me faça gostar de Game of Thrones — nem mesmo a minuciosa produção ou a caprichada fotografia. Dos dragões de estimação às espadas desembainhadas a cada cinco minutos (ou às cabeças cortadas com e sem motivo), tudo ali contribui para me manter à distância. E, pelo que tenho ouvido e lido por aí, estou na contramão de um alardeado sucesso de público. Fazer o quê? Não gosto e #prontofalei. Na mesma HBO, tenho gostado de acompanhar Psi, que ontem entrou no quarto episódio, e espero lembrar de assistir à estreia da terceira temporada de Veep, logo mais, às 22h.

Foto: Divulgação | HBO

 

2012 revisto – Sob alguns possíveis ângulos

 

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The Newsroom - HBO série seriado canal pago canais pagos televisão

Emily Mortimer, produtora de telejornal em The Newsroom: Entre melhores estreias dos canais pagos

O ano e as séries de TV. Noto várias lacunas nessa lista, mas concordo com algumas das avaliações. Não gostei tanto de “Girls”, mas fui irremediavelmente fisgada por “The Newsroom”. Já “Veep”, outra estreia da mesma HBO (não citada na matéria), traz uma Julia Louis-Dreyfus mais cínica e quase tão engraçada quanto sua personagem em “The New Adventures of Old Christine”. Sobre “Grey’s Anatomy”, eu já não acompanhava a série com o mesmo interesse que tive pelas primeiras temporadas, mas decisivo mesmo para meu completo desencanto foram os episódios relativos ao acidente aéreo em que se envolve boa parte da equipe médica do Seattle Grace Hospital. Se Shonda Rhimes não tinha ainda ousado exageros “à la Gloria Perez”, foi aí que ela se superou. Também acho que a série já rendeu o que podia.

 

Piores de 2012

 

Outra das muitas listas de “Melhores & Piores”, publicadas em sites e na grande imprensa, esta acima vem sendo veiculada no Facebook por comunicadores envolvidos com mídias sociais.

O que deixarei para trás em 2013? Bem, MSN é desistência antiga. Vampiros ? Afora por um clássico ou outro rodado antes dos anos 2000, o tema, digamos, nunca me emocionou. Saga Crepúsculo e True Blood ? Tudo mais cafona do que o meu senso estético poderia suportar. Zumbis serão a próxima onda ? Por causa de “The Walking Dead”, suponho. Que seja, continuarei passando ao largo. Pois é, e bigodes ? Achava que meu pai ficava bem com eles ; sinto falta. Penso que barba, igualmente, deixa-o muito bonito. E o que aí ainda merece ser considerado ? Tá bem, admito, adoro brincar com hashtags. Sobretudo, no Instagram. Mas pelo que me conheço, a brincadeira deve perder a graça…logo ali. Resta-me desejar, então, que os modismos de 2013 cheguem e partam antes de nos deixarem saturados.

 

OUTRAS LISTAS:

 

 

Fumando (já não) espero

 

Com as deixas de uma crônica, um livro e algumas reportagens

 

Mad Men

Mad Men (HBO): Joan Holloway, personagem que, na série de TV, é interpretada pela atriz Christina Hendricks

Também eu já me vi inebriada por essa aura de glamour que o hábito de fumar, há não muito tempo, ainda desfrutava. Fumei, aproximadamente, entre os 16 e os 26 anos. A despeito de uma bronquite asmática, apesar da barulhenta oposição de meus pais — na frente de quem, a propósito. nunca ousei acender um cigarro.

Um belo dia, exatamente aos 26, em meio a preocupações típicas de uma mulher à beira dos 30 e sentindo que precisava de “fôlego” para dedicar-me às atividades que me davam prazer, me estabeleci: é hoje que abandono o vício. E assim foi. Taurina e compromissadamente. Numa boa, sem recaídas.
Minha irmã nunca fumou. Meu pai abandonou o hábito há alguns anos. Minha mãe, embora hoje fume menos do que já fumou, ainda é fonte de preocupação para todos nós. Lendo, dias atrás, a crônica da Cora Rónai, fiquei bastante tentada a adquirir olivro comentado. Não sou dada a policiar os hábitos alheios, mas quem sabe se, munida dos argumentos do jornalista Giacomo Papi, não logro convencer quem precisa ser convencido?

Sobre esse assunto (tabagismo), tão elucidativa (quanto alentadora) a reportagem publicada, domingo, na versão impressa de O Globo — primeira parte no site.