Afetos cariocas

 

O Parque Lage, a EAV

 

EAV - Oficina

Cavalariças : Oficina de escultura, 8 de janeiro de 2016

 

Estive no Parque Lage, na sexta-feira (8), entre outros motivos, em busca de informações sobre cursos. Ao encontrar a secretaria fechada – algo que não recordo que ocorresse nos janeiros em que fui aluna da Escola de Artes Visuais -, acabei estendendo minha visita, com uma passada pelas cavalariças e uma pausa para bebericos no Plage Café.
Sobre a crise pela qual vem passando a Escola, escrevi, dias depois, no Facebook – com a deixa de uma reportagem publicada na Folha de S.Paulo :

Em momento algum das minhas idas e voltas ao Rio a EAV do Parque Lage deixou de ser, entre as instituições cariocas, aquela pela qual tenho o maior dos apreços. Minha mãe foi aluna de lá, no final da década de 70. Eu vim a ser, alguns anos depois – tendo feito, em períodos diversos, cursos de teatro, serigrafia e fotografia.
Daí que acompanhe com apreensão o desenrolar dessa crise. Não deixo de admirar, contudo, a postura com que a direção da escola se coloca frente a ela. Avaliando possibilidades e mesmo concebendo realizar cortes, aqui e ali. Mas também quer me parecer, sem abertura para concessões que impliquem prejuízo à missão ou ao histórico da EAV. Dias melhores hão de vir.

Nesse mesmo Facebook, encontrei a foto, junto às recordações – escritas em novembro de 2009…

Paris

Comecei a frequentar o Parque Lage quando tinha por volta de nove anos. Nessa época, minha mãe fazia diversos cursos na EAV. De alguns deles — como o de escultura — eu e minha irmã (três anos mais nova) fomos, por assim dizer, espectadoras ativas. Assistíamos às aulas, nos lambuzávamos de argila e, de quebra, levávamos para casa nossas criações. Agora, o que “cobiçávamos” mesmo eram as aulas de “modelo vivo”. Como quaisquer crianças com nossas idades, tínhamos curiosidade sobre a nudez. Mas é claro que não nos era permitida a entrada. Assim, postávamo-nos sob um desses janelões, detrás de onde aconteciam as aulas e nos espichávamos o máximo que podíamos para tentar ver o que rolava lá dentro. Guardo na memória que uma dessas modelos era atendente na lanchonete da EAV . E continuou a ser, anos depois, quando ingressei na escola como aluna. Primeiro de serigrafia; depois, de teatro e de fotografia.

 

 

Dos arquivos

Especial ‘Arrumações de final de ano’

Leituras dominicais d’antanho

Clique sobre a imagem para ampliá-la

As Cobras LFV no JB

As Cobras: Luís Fernando Veríssimo para revista do JB


Eis que relembro da colecionadora contumaz que um dia fui. Fui, pretérito a fórceps, graças ao inevitável aprendizado de perdas, entre uma mudança e outra. Enfim, mas gostei muito de encontrar, em meio a dezenas de pastas, a minha pequena coleção de tirinhas “As Cobras”.
Em uma das fases em que morei em Brasília e vinha ao Rio passar férias na casa de meus avós, a revista Domingo, do Jornal do Brasil, esteve entre as publicações que eu mais ansiosamente aguardava. Quase tão esperadas quanto eram as tirinhas do Veríssimo, que eu cuidadosamente recortava (em geral, datando-as) e acondicionava em pastas. Já a minha coleção de programas e cartazes de teatro…não tenho a mais vaga ideia em qual mudança de casa/cidade eu a perdi.

Sobre intervenções artísticas

Com a deixa de um especial de aniversário

Gostei de abrir o jornal, hoje, e constatar que algumas das imagens que ilustram especial de 10 anos da Revista O Globo trazem interferências do designer gráfico Lucas Levitan (aqui, a reportagem: http://glo.bo/1lMFJXk). Eu já conhecia seu trabalho do Instagram. Publicitário de formação e artista por paixão, como ele também gosta de se apresentar, o gaúcho toca por lá o projeto Photo Invasion. Tempos atrás, ele invadiu minha galeria e assim modificou uma foto que fiz a caminho do Teatro Nacional, em Brasília:

ruas de Brasília Plano Piloto arquitetura arte artes gráficas intervenção artística blog da jornalista Adriana Paiva

Foto: Adriana Paiva | Arte: Lucas Levitan

 

Do fundo do baú

 

Com escala no Facebook

Desfiando recordações…

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CCBB

Fernanda Torres e Júlia Lemmertz: Revista Programa, do Jornal do Brasil

Baseado no romance Orlando: Uma Biografia, da escritora inglesa Virginia Woolf, o espetáculo dirigido por Bia Lessa marcou a inauguração do Teatro I do Centro Cultural Banco do Brasil, em 1989.

Sobre a reprodução da imagem (com foto de Ricardo Leoni), escrevi no meu perfil no Facebook: De inesperadas reminiscências. “Orlando” em cartaz em um recém-inaugurado CCBB. Eu lembro dessa capa no suplemento de domingo do JB. E de, nessa época, morar em Brasília e estar no Rio passando férias na casa de meus avós. Eram tantos os motivos para maravilhamentos.

Veja também:  No Facebook, o perfil público da diretora Beatriz Lessa.


Ainda recuerdos

 

Com a deixa de uma ‘missão fotográfica’

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trânsito brasiliense Revista do Correio - Desafio Instagram

Brasília, 53 anos: Símbolo do trânsito brasiliense serve de mote a desafio fotográfico

#Desafiotesourinha — Embora o tema do desafio não tenha me soado dos mais inspiradores, sei que houve muita gente que fez bonito. À maneira de outros que aprenderam a dirigir em Brasília, minha relação com as tesourinhas típicas do trânsito de lá é de amor e ódio. Certeza absoluta de que foram elas que retardaram um pouco mais a emissão da minha carteira de motorista. Por outro lado, reconheçamos, quem aprende controle de embreagem ali, nunca mais vacila diante de barranco.

>> Imagem extraída do perfil da Revista do Correio, no Instagram.


 

Fumando (já não) espero

 

Com as deixas de uma crônica, um livro e algumas reportagens

 

Mad Men

Mad Men (HBO): Joan Holloway, personagem que, na série de TV, é interpretada pela atriz Christina Hendricks

Também eu já me vi inebriada por essa aura de glamour que o hábito de fumar, há não muito tempo, ainda desfrutava. Fumei, aproximadamente, entre os 16 e os 26 anos. A despeito de uma bronquite asmática, apesar da barulhenta oposição de meus pais — na frente de quem, a propósito. nunca ousei acender um cigarro.

Um belo dia, exatamente aos 26, em meio a preocupações típicas de uma mulher à beira dos 30 e sentindo que precisava de “fôlego” para dedicar-me às atividades que me davam prazer, me estabeleci: é hoje que abandono o vício. E assim foi. Taurina e compromissadamente. Numa boa, sem recaídas.
Minha irmã nunca fumou. Meu pai abandonou o hábito há alguns anos. Minha mãe, embora hoje fume menos do que já fumou, ainda é fonte de preocupação para todos nós. Lendo, dias atrás, a crônica da Cora Rónai, fiquei bastante tentada a adquirir olivro comentado. Não sou dada a policiar os hábitos alheios, mas quem sabe se, munida dos argumentos do jornalista Giacomo Papi, não logro convencer quem precisa ser convencido?

Sobre esse assunto (tabagismo), tão elucidativa (quanto alentadora) a reportagem publicada, domingo, na versão impressa de O Globo — primeira parte no site.