Dias de confinamento

Rio, 24 de março de 2020

Nestes tempos de incerteza e distanciamento social ocasionados pela pandemia do coronavírus, é óbvio que também passo por momentos de ansiedade. E, à maneira do que relata Claudia Colluci em sua coluna na Folha de S.Paulo, angustio-me sobretudo em relação ao bem-estar de meus pais, ambos com 74 anos. Mas eu, diferentemente da colunista, atuo como jornalista freelancer e agora posso, portanto, me dar ao luxo de me desligar da torrente diária de informações sobre o assunto.

Novo coronavírus epidemia pandemia de Covid-19

Foi, aliás, o que tentei fazer nos últimos dias, evitando os noticiários a todo custo, tal o ponto de saturação a que cheguei, inclusive enquanto acompanhava, pela TV,  a CNN Brasil e a Globo News disputando qual dos veículos faz a mais eficiente cobertura da pandemia. Informações fidedignas são imprescindíveis, mas quero continuar me desligando do fluxo sempre que me aprouver.

Neste período, o alheamento deliberado me permitiu, entre outros feitos, organizar leituras pendentes e começar a colocá-las em dia, experimentar novas distrações – no domingo, foi o ciclo de leitura em “streaming’ Leer En Casa, organizado pelos argentinos Juan Parodi e Maxi Legnani  –, ver episódios atrasados das séries que acompanho, treinar meu nihongo enferrujado, além de auxiliar meus pais, buscando inclusive animá-los com diferentes opções de entretenimento. Tudo sem descuidar de meus sagrados minutos de atividade física.

Falando em família, ninguém há de discordar que atravessar momento de tal ineditismo com a Internet de que hoje dispomos torna a situação um tanto menos angustiante. Traz conforto abrir o computador ou pegar o celular e saber, em questão de minutos, como vão os queridos mundo afora. Saber como estão irmã e sobrinha em Goiânia, o sobrinho mais velho em Curitiba ou como meus primos, hoje morando em Düsseldorf e Lisboa, administram a crise por lá. Sem falar, é claro, dos amigos também espalhados por aí. 

Tento valer-me daquele otimismo que os italianos vêm ostentando em cartazes nas fachadas de suas casas e em mensagens rede afora: Andrà tutto bene. Isso. Também gosto de acreditar que, munidos de informações de fontes confiáveis, observando os devidos cuidados (i.e., os preconizados por autoridades médicas e pela própria OMS) e dando apoio a quem necessita, ao fim e ao cabo, ficaremos todos bem.

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À margem do causticante verão

Entre os programas da temporada…

Acréscimos às minhas listas de podcasts

Podcasts da jornalista Adriana Paiva - Peta causa animal direitos animais ativismo periodismo España veículos argentinos portugueses de Portugal jornalismo literário vegetarianos e veganos

Alguns dos podcasts que acompanho via Spotify

Como se tornou habitual nos janeiros em que estou no Rio, venho destinando os dias a raras atividades longe de meus domínios. Enquanto o calor segue inclemente lá fora, em casa, diversifico distrações. Entre leituras e maratonas de séries, também cuido de atualizar minha lista de podcasts.

Na mais recente edição do Copiô, Parente  – produzido pelo Instituto Socioambiental – (ISA), a partir de Brasília -,  Leticia Leite responde dúvidas sobre como as políticas do novo governo afetarão as comunidades quilombolas.
Já os dois últimos programas da Rádio Companhia trazem conversas entre o organizador e os autores da recém-lançada “Democracia em Risco?: 22 Ensaios sobre o Brasil Hoje” (uma de minhas leituras no momento), coletânea de textos que têm por mote a eleição de Jair Bolsonaro.

Criado a partir de um grupo no Facebook, dois anos depois do Travelogue (1° podcast da revista Condé Nast Traveler), o semanal  Women Who Travel  mantém um pouco do espírito da rede social, com mulheres – representantes das mais diversas profissões – compartilhando experiências e dicas sobre viagens ao redor do mundo.

Quando não ouço os podcasts a partir dos sites dos veículos (GuardianNPRRTP, Público etc.), tenho preferido ouví-los pelo Spotify. Mas há um sem-número de outros aplicativos e agregadores disponíveis. Embora não acesse com a mesma frequência, também gosto do Soundcloud. Recentemente, passei a acessar o argentino Wetoker, portal de podcasts onde conheci o interessante Diccionario de Argentinas, apresentado pelas jornalistas Soledad Vallejos e Laura Cuckierman. Para ouvir pelo smartphone, o Google Podcasts é outra ótima opção.

Também valem a audição:

* Notícias e análise política: * Colunistas EldoradoToday in FocusCafé da ManhãA Europa que ContaCasos da AmnistiaRevista 5 W * Slate Magazine * Entrevistas: * Ilustríssima Conversa * Vida de Jornalista * Literatura: Guardian BooksPenguin Podcast  * Meet The Writers * Cine | TV: * Behind The Screen * CinemaxThe Frame * Ciclismo: * Cycling News * Pró-animais | Veganos : * Peta Podcast * Ordinary Vegan *  

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2012 revisto – Sob alguns possíveis ângulos

 

Do meu perfil no Facebook

 

The Newsroom - HBO série seriado canal pago canais pagos televisão

Emily Mortimer, produtora de telejornal em The Newsroom: Entre melhores estreias dos canais pagos

O ano e as séries de TV. Noto várias lacunas nessa lista, mas concordo com algumas das avaliações. Não gostei tanto de “Girls”, mas fui irremediavelmente fisgada por “The Newsroom”. Já “Veep”, outra estreia da mesma HBO (não citada na matéria), traz uma Julia Louis-Dreyfus mais cínica e quase tão engraçada quanto sua personagem em “The New Adventures of Old Christine”. Sobre “Grey’s Anatomy”, eu já não acompanhava a série com o mesmo interesse que tive pelas primeiras temporadas, mas decisivo mesmo para meu completo desencanto foram os episódios relativos ao acidente aéreo em que se envolve boa parte da equipe médica do Seattle Grace Hospital. Se Shonda Rhimes não tinha ainda ousado exageros “à la Gloria Perez”, foi aí que ela se superou. Também acho que a série já rendeu o que podia.

 

Piores de 2012

 

Outra das muitas listas de “Melhores & Piores”, publicadas em sites e na grande imprensa, esta acima vem sendo veiculada no Facebook por comunicadores envolvidos com mídias sociais.

O que deixarei para trás em 2013? Bem, MSN é desistência antiga. Vampiros ? Afora por um clássico ou outro rodado antes dos anos 2000, o tema, digamos, nunca me emocionou. Saga Crepúsculo e True Blood ? Tudo mais cafona do que o meu senso estético poderia suportar. Zumbis serão a próxima onda ? Por causa de “The Walking Dead”, suponho. Que seja, continuarei passando ao largo. Pois é, e bigodes ? Achava que meu pai ficava bem com eles ; sinto falta. Penso que barba, igualmente, deixa-o muito bonito. E o que aí ainda merece ser considerado ? Tá bem, admito, adoro brincar com hashtags. Sobretudo, no Instagram. Mas pelo que me conheço, a brincadeira deve perder a graça…logo ali. Resta-me desejar, então, que os modismos de 2013 cheguem e partam antes de nos deixarem saturados.

 

OUTRAS LISTAS:

 

 

Festival do Rio

 

Penúltimas

 

Estação Sesc Rio

Estação Sesc Rio, em Botafogo: Público circula durante intervalos de sessões lotadas

Hoje, entramos na última semana de Festival do Rio. Perdi a conta dos filmes vistos, numa edição em que, mais do que nas anteriores, tenho me concentrado nos documentários e nas mostras voltadas às artes (Itinerários Únicos), música (Midnight Música) e meio ambiente.

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Festival do Rio

Armazém da Utopia, no Cais do Porto: Centro nervoso do festival

Ontem, aliás, estava na última sessão, dentro do festival, de “Trashed – Para Onde vai Nosso Lixo”, dirigido por Candida Brady (assista ao trailer). Foi a própria Ilda Santiago, diretora do evento, quem introduziu o filme, ao lado de Rose Ganguzza, uma das produtoras.

Já tinha visto gente (críticos, inclusive) reclamar do tom excessivamente professoral do documentário. Peraí. E quem mesmo vai para o cinema ver documentário esperando, sobretudo, diversão? O tema é difícil e o tom é de alerta máximo. “Não estamos falando de um futuro distante“, diz Irons a certa altura, “o chão sob nossos pés já está coberto de lixo“.
Se suas preocupações com o planeta ultrapassam modismos, não deixe de ver Trashed quando estrear em circuito comercial.


Outros vinte

 

Acabo de publicar no meu perfil do Facebook

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“Fora, Collor”: Manifestação de estudantes no centro da capital sul-matogrossense

Lembrando que, há exatos vinte anos e um dia, em 29/9/1992, tinha início o processo que culminaria no impeachment do então presidente da República Fernando Collor de Mello. E eu estava lá, entre os caras-pintadas, jovenzinha e transbordante de otimismo.