Recortes parisienses

 

Atualizações via Flickr

Museu do Louvre - Paris

Café La Place, na vizinhança de nosso hotel, na Cambronne. Fotos a caminho da Maison de la Culture du Japon à Paris.

Margens do Rio Sena - Clique para ampliar

À beira do Rio Sena : Tarde de sol e umas tantas distrações

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Em Brasília

 

Dias perfeitos para carros na garagem

 

Eixão do Lazer em Brasília - Foto Adriana Paiva

Eixão do Lazer na Sexta-feira da Paixão

O Eixão (pista central do chamado Eixo Rodoviário) que, nos dias úteis, é uma das mais movimentadas vias de Brasília, nos domingos e feriados nacionais, vira área de lazer  (entre 6h e 18h). Nas sete faixas que cobrem as asas Sul e Norte do Plano Piloto, perfazendo pouco mais de treze quilômetros, circulam todos os tipos de tribos.

Na manhã da sexta-feira santa, encontrei durante minha caminhada muitas famílias, dezenas de ciclistas (alguns, aparentemente, aprimorando performance), skatistas, pedestres acompanhados de seus cães e até um grupo de patinadoras ensaiando coreografias. A via não era fechada quando morei na 112 Sul, entre 1986 e o início de 1991. Mas circulei bastante por ali, quando voltei a Brasília e fui morar na 103 Norte.

Em maio próximo, o Eixão do Lazer completa 21 anos. Vida longa a essa que, possivelmente, é uma das áreas de lazer mais democráticas da cidade.

Aqui começa a viagem

  

  Escalas em Brasília, Rio de Janeiro e São Paulo

   

Aérea saída do Rio por Adriana Paiva

Janeiro 2011 – Voando do Rio para Brasília

 

 Se assim se pode chamar sem que se incorra em pretensão, a proposta deste blog é trazer das cidades por onde mais circulo dicas de lazer, cultura e serviços diversos. Nos meus blogs Periplus, Em Trânsito e Foco Seletivo (como também no Facebook e neste Flickr), compartilhei, esporádica e informalmente, experiências de fruição artístico-cultural e consumo. A ideia aqui, entretanto, é manter um ritmo de publicação diária — com notas, geralmente ilustradas, e sobre os mais diversos assuntos. Entre uma e outra experiência compartilhada, também publicarei neste espaço crônicas e um pouco de prosa de ficção. Começo com a parábola abaixo (publicada, originalmente, em um de meus blogs).

 

 Texto por Adriana Paiva

 

Que ultrajante pedido teriam feito à tal senhora? Sua iracúndia, amainada, rompante após rompante, ao longo de décadas, com agrados caros e viagens além das fronteiras do reino, abalara até os mais dóceis e leais membros de seu numeroso séquito.

 Na estrebaria e na cozinha serviçais sussurravam suposições :

 – Consta que a solicitante ignorou todos os protocolos… – tomou a frente a governanta .
– Dizem tratar-se de uma jovem plebeiazinha com aspirações a letrar-se fora do reino — repetiu a cozinheira o que ouvira pela manhã cavalariços discutirem a caminho da cozinha .
Sobraçando a impecável toalha inglesa, quase à soleira da porta, o taifeiro — que alguns sabiam ser pai viúvo de três moças em idade de casar — , com a cortesia distante de quem se encontra em meio a colóquios que não lhe dizem respeito, emendou, entre pesadas pausas :
– Os jovens … suas maneiras breves, diretas — abanou a cabeça, retirando-se — … pensam que podem chegar aonde ?

 Poucos insurretos foram contabilizados no episódio. Nenhuma atrocidade excepcional precisara ser cometida para devolvê-los à condição indiferenciada de subalternos. Entre os seguidores mais obsequiosos da iracunda, no entanto, um certo mal-estar ainda jazia. Mister mais amargo que calá-lo para outros era calá-lo para si.

 

 

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