Com a deixa do aniversário

 

#SP462anos

 

De volta à polêmica: Grafite X Pichação

2015 BestNine

A “deferência” que chamou a atenção do grafiteiro argentino Tec (http://arte.folha.uol.com.br/saopaulo/2016/sp-462anos/), chamou também a minha, em diversas ocasiões, ao caminhar pelas ruas São Paulo, quando ainda morava lá – como comprovam as fotos, feitas em diferentes momentos do ano de 2005. Na advertência afixada às janelas de um prédio do Centro, por exemplo, quase tanto quanto o tom cerimonioso, saltava aos meus olhos a grafia incorreta com que eram referidos a ação e seus respectivos autores.

Nesse mesmo especial da Folha, entre as razões para amar SP, o tópico anterior destaca: “Quando havia uma tendência de repelir a arte de rua, São Paulo foi na contramão e aceitou os desenhos em seus muros”…

Interessante pensar a respeito. Inclusive porque, se aprendi a apreciar “graffiti”, isso se deu, justamente, nos anos em que morei em São Paulo. Mas foi preciso cultivar em mim uma disposição para tal. É claro que contei, inicialmente, com uma ajuda decisiva nesse sentido: quando ainda trabalhava como assessora de imprensa, minha empresa atendeu uma ONG com diversos projetos na área.

Mas, continuei, depois, a sair pela cidade, com uma câmera em punho, pelo simples prazer da exploração. Guiada pela intenção de descobrir novos artistas, passei a fotografar muros grafitados, do Cambuci (bairro de origem d’Osgemeos) à Vila Madalena. Até então, preciso admitir, tinha uma profunda má vontade em relação à arte urbana que se fazia no Brasil. E, principalmente, um olhar muito contaminado por tudo o que a escola do “pixo” representava em São Paulo.
Do aspecto da demarcação de território àqueles mais óbvios (destruição de patrimônio público, poluição visual), continuo não encontrando senão motivos para deplorar as ações dos “senhores pichadores”. Diferentemente, ao que parece, do francês citado no especial. O documentário “Pixo” (dirigido pelo fotógrafo João Wainer), a propósito, só veio a reforçar essa minha postura refratária.

 

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Afetos cariocas

 

O Parque Lage, a EAV

 

EAV - Oficina

Cavalariças : Oficina de escultura, 8 de janeiro de 2016

 

Estive no Parque Lage, na sexta-feira (8), entre outros motivos, em busca de informações sobre cursos. Ao encontrar a secretaria fechada – algo que não recordo que ocorresse nos janeiros em que fui aluna da Escola de Artes Visuais -, acabei estendendo minha visita, com uma passada pelas cavalariças e uma pausa para bebericos no Plage Café.
Sobre a crise pela qual vem passando a Escola, escrevi, dias depois, no Facebook – com a deixa de uma reportagem publicada na Folha de S.Paulo :

Em momento algum das minhas idas e voltas ao Rio a EAV do Parque Lage deixou de ser, entre as instituições cariocas, aquela pela qual tenho o maior dos apreços. Minha mãe foi aluna de lá, no final da década de 70. Eu vim a ser, alguns anos depois – tendo feito, em períodos diversos, cursos de teatro, serigrafia e fotografia.
Daí que acompanhe com apreensão o desenrolar dessa crise. Não deixo de admirar, contudo, a postura com que a direção da escola se coloca frente a ela. Avaliando possibilidades e mesmo concebendo realizar cortes, aqui e ali. Mas também quer me parecer, sem abertura para concessões que impliquem prejuízo à missão ou ao histórico da EAV. Dias melhores hão de vir.

Nesse mesmo Facebook, encontrei a foto, junto às recordações – escritas em novembro de 2009…

Paris

Comecei a frequentar o Parque Lage quando tinha por volta de nove anos. Nessa época, minha mãe fazia diversos cursos na EAV. De alguns deles — como o de escultura — eu e minha irmã (três anos mais nova) fomos, por assim dizer, espectadoras ativas. Assistíamos às aulas, nos lambuzávamos de argila e, de quebra, levávamos para casa nossas criações. Agora, o que “cobiçávamos” mesmo eram as aulas de “modelo vivo”. Como quaisquer crianças com nossas idades, tínhamos curiosidade sobre a nudez. Mas é claro que não nos era permitida a entrada. Assim, postávamo-nos sob um desses janelões, detrás de onde aconteciam as aulas e nos espichávamos o máximo que podíamos para tentar ver o que rolava lá dentro. Guardo na memória que uma dessas modelos era atendente na lanchonete da EAV . E continuou a ser, anos depois, quando ingressei na escola como aluna. Primeiro de serigrafia; depois, de teatro e de fotografia.

 

 

Outras do inverno carioca

 

E de um domingo que se pretendia preguiçoso

Via meu perfil no Facebook

Condomínio Novo Leblon

Vista da varanda de casa: Clube do condomínio, Lagoa de Marapendi e o mar

Agora, deste lado da cidade, temos sol, céu limpo e estupefacientes 27°C. Mais cedo, à beira-mar, eram 18°C !
O vento gélido destas manhãs ensolaradas quase sempre me lembra uma certa fase de minha infância em Brasília, época em que ainda era possível dizer que se sentia frio no inverno. Frequentemente, aquele tipo de frio energético, que entra pelas narinas espantando o sono e que, mal bate na pele, o sol logo amorna. E, hoje, que meus planos de ficar mais tempo na cama foram cedo detonados por Bob, o poodle, esse solzinho matinal veio bastante a calhar. #invernocarioca

Os sempre surpreendentes dias invernais no RJ, inspiram, a propósito, reportagem de capa da revista O Globo.


Sobre intervenções artísticas

Com a deixa de um especial de aniversário

Gostei de abrir o jornal, hoje, e constatar que algumas das imagens que ilustram especial de 10 anos da Revista O Globo trazem interferências do designer gráfico Lucas Levitan (aqui, a reportagem: http://glo.bo/1lMFJXk). Eu já conhecia seu trabalho do Instagram. Publicitário de formação e artista por paixão, como ele também gosta de se apresentar, o gaúcho toca por lá o projeto Photo Invasion. Tempos atrás, ele invadiu minha galeria e assim modificou uma foto que fiz a caminho do Teatro Nacional, em Brasília:

Thaís Gulin fotografada por Luciana Whitaker

Foto: Adriana Paiva | Arte: Lucas Levitan

 

Da série: Com a deixa da notícia

Operação do Procon no bairro da Urca

Nove dos treze estabelecimentos vistoriados são autuados e receberão multa

Praia Vermelha

Pão de Açúcar visto do CMPV : É no interior do clube que fica o restaurante Terra Brasilis

Triste o desempenho da Urca na operação pré-Copa do Procon. Dos treze estabelecimentos vistoriados, na última quarta-feira, nove foram autuados. Algumas dessas atuações não me surpreendem de todo. O Terra Brasilis, por exemplo, é um restaurante no limiar do razoável – o mais interessante dali, a meu ver, é a generosa vista do Pão de Açúcar. O que mais choca, nesse levantamento, é o número e o tipo de irregularidades encontradas. Situação ainda mais preocupante quando se sabe que o lugar fica invariavelmente lotado, na hora do almoço. É grande a frequência de estudantes e professores da Unirio, Ateliê da Imagem, IME, etc., instituições vizinhas daí. Sem falar das numerosas levas de turistas.

Desde que comecei a frequentar o lugar, em meados da década de 1980, quando morei no bairro, o restaurante passou por umas tantas administrações e trocas de nomes. Depois da mais recente dessas mudanças, estive lá algumas vezes. Em nenhuma delas saí com a convicção de que valesse realmente a pena retornar.

 

Modos de ver

 

Com a deixa de uma crônica

Via meu perfil no Facebook

Sobre ter 40 anos

Escala optométrica de Snellen: Nos consultórios oftalmológicos, utilizada para mensurar acuidade visual

Nasci míope. Passei por todos os percalços pelos quais passa uma criança obrigada a usar óculos muito cedo. Aí, veio a adolescência. E com ela a descoberta do incremento que significava para a autoestima um bom par de lentes de contato. Seguia relativamente feliz, do alto de minha altíssima miopia, até virar os 40…

Agora, essa história de óculos para perto, óculos para perto com lentes de contato, óculos para longe, óculos escuros com grau, óculos escuros sem… E pensar que um dia fui a “introdutora oficial” de linhas nas agulhas de costura de minha avó. A pessoa que enxergou o ínfimo do ínfimo do ínfimo até uns 39… assim que saiu da casa dos 30, deixou de enxergá-lo.

E cirurgia para redução de miopia, apesar de cedo aventada, nunca me foi uma possibilidade (por complicadas questões éticas). Mas sendo muito franca, meus problemas de visão nunca me impediram de fazer nada (absolutamente nada), que eu, verdadeiramente, quisesse.


Transporte público em evidência

 

O valor de um desabafo nas redes sociais

 

Irmãs

Lucélia Santos na capa da revista O Globo: “Não é pelos R$3”

Reportagem na revista O Globo deste domingo traz suíte da polêmica que envolveu atriz e, vai além, convidando outras personalidades que utilizam o sistema para discutir seus prós e contras.
Sobre o assunto, escrevi em meu perfil, no Facebook, há alguns dias: Polêmica torta essa. Vivi uma fase de minha adolescência, no Rio, em que as pessoas não eram estigmatizadas por andarem de ônibus. Eu, particularmente, adorava os das linhas 511/512, que me levavam não apenas ao colégio, na Mena Barreto (Botafogo), como também aos meus cursos, na EAV do Parque Lage.

Certa feita, aliás, no ponto em frente à escola de artes, esperando meu ônibus de volta a Urca, onde eu morava, vi ao meu lado, também esperando, a atriz Maria Padilha. Só não lembro se, nessa época, o “Pessoal do Despertar”, grupo teatral ao qual ela pertencia, estava com alguma peça em cartaz na EAV.
E nos comentários, ainda escrevi : Sou fã de metrô, Filipe. Só não fui usuária mais assídua por morar em bairros (até então) não servidos por esse tipo de transporte – como Moema e Campo Belo, em São Paulo e agora, na Barra da Tijuca. Tive carro, pego eventualmente o de minha mãe, mas não tenho a mínima vontade de voltar a ter – muita dor de cabeça envolvida nisso. Na Barra, moro em um condomínio com transporte próprio, o que facilita deveras a minha vida, mas adoraria que minha locomoção pela cidade pudesse se dar basicamente de metrô.

Imagem: Reprodução capa da revista O Globo / Foto: Fábio Seixo.

Dos caminhos que já percorri

 

Antes de Osho era Bhagwan S. Rajneesh

Post publicado, originalmente, no Facebook

Meu Sannyas

Meu sannyas (Ma Shanti Adriana): Do sânscrito: “Ma” = consciência ; “Shanti” = paz

Acima, parte da carta, chegada do Rajneeshpuram, no Oregon (EUA), com o meu nome de sannyasin. Queria achar o resto do conteúdo do envelope. Lembro que trazia um bonito poema.

Já contei, en passant, essa história aqui. A revirada no baú foi motivada por esta matéria de O Globo: http://glo.bo/1dcYvYb.
Comecei a meditar por volta dos 16 anos; um pouco depois de deixar de comer carne e imediatamente antes de entrar para a seita do Rajneesh. Pratiquei muita “Nataraj” na época em que freqüentei o ashram da Paula Matos, em Santa Teresa. Depois, saindo da seita, e com as tantas mudanças de cidade, acabei deixando de meditar, mas vivo cogitando retomar. Sempre no encalço de fórmulas para combater a ansiedade e minha natural tendência à melancolia. Preciso dizer que, com esses mesmos propósitos, também experimento ótimos efeitos com dança, corrida e natação. O que não quer dizer que meditação esteja fora de minha lista de atividades a serem retomadas em 2014.

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Outro #prontofalei

E o alvo, mais uma vez, a Barra da Tijuca

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Cidade das Artes: Músicos homenageiam Luiz Paulo Horta

Tantos eventos interessantes rolando ultimamente. E perto, mas tão ridiculamente perto de casa (2 km + ou – ), que é o fim da picada que chegar lá a pé seja tão complicado (para não dizer…letal). Sei que esse é um meu queixume recorrente, mas se algo na Barra da Tijuca me tira do sério (afora emergentes dados a ostentar aquisições), é que este seja um bairro tão pouco amigável a quem prefira locomover-se por meios outros que não os automotivos.

No Facebok, adendos meus em debate sobre o assunto:

De O Globo, em matéria sobre o Projeto Aquarius: “Kalil lembra que a Cidade Das Artes está diretamente ligada ao Terminal Rodoviário da Alvorada, por meio de uma passagem subterrânea que facilita o acesso de todos aqueles que decidirem usar o transporte público para chegar ao concerto”. Bacana, perfeito que a população em geral tenha acesso facilitado a eventos dessa natureza. Mas, vem cá, e os moradores da Barra? Para chegar lá, continuarão a ter que tirar seus veículos da garagem (ou, quem sabe, se aventurar a uma viagem de BRTrombada)?

Aí eu comparo a Barra da Tijuca com Brasília, e os brasilienses mais bairristas ficam chateados. Estando Lucio Costa por trás de ambos os projetos arquitetônicos, fazem todo o sentido as semelhanças. Sempre gostei de andar a pé. Mesmo em Brasília, fazia-o com grande prazer. Mas, sejamos honestos, tanto lá quanto aqui, é altamente sacrificante viver sem carro.

Sim, Helena, as superquadras daí parecem-se bastante com os condomínios daqui. Inclusive no que tange a serem providas de bons centros comerciais. A questão é: e como fica quem não quer viver circunscrito à própria vizinhança ? Não é nada fácil ser pedestre ou ciclista na Barra. Aliás, você já deve ter ouvido/lido a respeito dos atropelamentos ocasionados pelo BRT.

Foto: Divulgação

 

Com a deixa de uma reportagem

 

De um Rio aquém de medíocre

 

Cidade das Artes - Barra da Tijuca, bem perto do Novo Leblon

Cidade das Artes, na Barra: Registro de um domingo de “Encontro com o Autor”

Publicado no meu perfil, no Facebook:

Dez anos de São Paulo, quinze de Brasília e outras tantas escalas por aí me dão subsídios (diária e infelizmente) para corroborar: nasci e volto a morar nesse “Rio de serviços ruins”.

Acréscimos na área de comentários:

Comparar Rio com São Paulo, Luís Antônio? Pois é, essa é uma tentação inevitável. E tem consequências, não raro, problemáticas. A gente corre o risco, por exemplo, de angariar uma penca de desafetos. Sobretudo entre os cariocas mais bairristas. A bem da verdade, acho bairrismo uma grande besteira ; jamais me estressaria pelo fato de alguém apontar aspectos negativos da cidade onde nasci ou adotei como residência.

Um exemplo bem perto de mim: A Cidade das Artes. Já não era sem tempo de aquele aparelho estar funcionando a pleno vapor. Mas não. O acesso é uma quase completa incógnita. E ainda não antevejo como aqueles que não têm carro (ciclistas, pedestres) poderão chegar ali – bem, dirão alguns, mas esse é um problema de quase toda a Barra da Tijuca (além-condomínios). Várias áreas da estrutura, como algumas das rampas, são vedadas ao acesso do visitante, e nenhum funcionário sabe dizer por quê. Pelo menos no banheiro em que entrei, deparei com água escorrendo pelas paredes e no piso. No lugar onde está a “sala de leitura” (e onde ocorre o Cidade Literária) eu esperava encontrar uma estrutura mais semelhante a uma biblioteca. Mas não. É bonitinha, tem 3 ou 4 computadores e alguns livros de arte mas, no momento, parece-se mais àqueles espaços que algumas livrarias oferecem às crianças: um cantinho charmoso com ares de brinquedoteca. Enfim, falta muito ainda para aquela gigantesca construção se parecer com um centro cultural do nível de um CCSP, de um CCBB ou de um Memorial da América Latina.

No quesito ‘gastronomia’, aqui mesmo, na Barra, outro dia fui com meus pais na Dona Olinda, delicatessen inaugurada, há poucos meses, na Praia do Pepê. Por fora, uma graça de lugar, com varanda, mesas rústicas, plantas por todo o lado e, não menos interessante, vista para o mar. Mas um passeio pelo cardápio e lá vêm as primeiras decepções. Pedi um sanduíche e queria-o em pão de forma integral. Ao que me informa o garçom, depois de muitos minutos de espera: desculpe, mas o pão integral acabou. Meu pai queria um suco da ala “nortista” do cardápio; acho que era graviola. A resposta: ‘senhor, não temos nenhum desses sucos. Apenas os tradicionais’. Para fechar o festival de surpresas ruins, o croissant de chocolate que levei para casa tinha recheio endurecido, parecendo ter sido feito muito antes da antevéspera. Enfim, mas como eu sou brasileira, mantenho-me otimista. Não devo tardar a ir de novo ali. E espero, francamente, não voltar a me decepcionar.


Ainda recuerdos

 

Com a deixa de uma ‘missão fotográfica’

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Revista do Correio - Desafio Instagram

Brasília, 53 anos: Símbolo do trânsito brasiliense serve de mote a desafio fotográfico

#Desafiotesourinha — Embora o tema do desafio não tenha me soado dos mais inspiradores, sei que houve muita gente que fez bonito. À maneira de outros que aprenderam a dirigir em Brasília, minha relação com as tesourinhas típicas do trânsito de lá é de amor e ódio. Certeza absoluta de que foram elas que retardaram um pouco mais a emissão da minha carteira de motorista. Por outro lado, reconheçamos, quem aprende controle de embreagem ali, nunca mais vacila diante de barranco.

>> Imagem extraída do perfil da Revista do Correio, no Instagram.


 

2012 revisto – Sob alguns possíveis ângulos

 

Do meu perfil no Facebook

 

The Newsroom - HBO

Emily Mortimer, produtora de telejornal em The Newsroom: Entre melhores estreias dos canais pagos

O ano e as séries de TV. Noto várias lacunas nessa lista, mas concordo com algumas das avaliações. Não gostei tanto de “Girls”, mas fui irremediavelmente fisgada por “The Newsroom”. Já “Veep”, outra estreia da mesma HBO (não citada na matéria), traz uma Julia Louis-Dreyfus mais cínica e quase tão engraçada quanto sua personagem em “The New Adventures of Old Christine”. Sobre “Grey’s Anatomy”, eu já não acompanhava a série com o mesmo interesse que tive pelas primeiras temporadas, mas decisivo mesmo para meu completo desencanto foram os episódios relativos ao acidente aéreo em que se envolve boa parte da equipe médica do Seattle Grace Hospital. Se Shonda Rhimes não tinha ainda ousado exageros “à la Gloria Perez”, foi aí que ela se superou. Também acho que a série já rendeu o que podia.

 

Piores de 2012

 

Outra das muitas listas de “Melhores & Piores”, publicadas em sites e na grande imprensa, esta acima vem sendo veiculada no Facebook por comunicadores envolvidos com mídias sociais.

O que deixarei para trás em 2013 ? Bem, MSN é desistência antiga. Vampiros ? Afora por um clássico ou outro rodado antes dos anos 2000, o tema, digamos, nunca me emocionou. Saga Crepúsculo e True Blood ? Tudo mais cafona do que o meu senso estético poderia suportar. Zumbis serão a próxima onda ? Por causa de “The Walking Dead”, suponho. Que seja, continuarei passando ao largo. Pois é, e bigodes ? Achava que meu pai ficava bem com eles ; sinto falta. Penso que barba, igualmente, deixa-o muito bonito. E o que aí ainda merece ser considerado ? Tá bem, admito, adoro brincar com hashtags. Sobretudo, no Instagram. Mas pelo que me conheço, a brincadeira deve perder a graça…logo ali. Resta-me desejar, então, que os modismos de 2013 cheguem e partam antes de nos deixarem saturados.

 

OUTRAS LISTAS:


 

Pai e mãe, ouro de mina

 

Os filhos que queremos (e podemos) ser

 

Jornalista Eliane Brum. Foto da revista Época

 

Em sua coluna da semana, Eliane Brum explora um tema que, vez ou outra, volta a revisitar sua escrita: como viver a inversão de papéis de filhos cuidados, que um dia fomos, e passarmos a filhos responsáveis por nossos pais? Ainda não vivo a situação, uma vez que os meus não chegaram aos 70 (são ambos de 1945), mas já me inquieto ante às possibilidades. Imagino que todos esperemos dar aos nossos pais nunca menos do que eles nos deram. E refiro-me, sobretudo, a carinho, acolhimento, segurança.

 

Foto: Arquivo/Época

 

Mas ela é carioca …

 

Das consequências de deixar de ser turista na própria cidade

 

Placas no entorno do Largo da Carioca

Explorações citadinas: Placas no entorno do Largo da Carioca

Agora, que no Rio tenho usado Metrô com uma certa regularidade, volta e meia esbarro nesse tipo de problema.
Outro dia, quis sair do Centro rumo à Tijuca e só fiquei sabendo que no mesmo lado da plataforma passavam trens com destinos diferentes quando já me dava por perdida em estação nada a ver com a pretendida.
Graças a um desses solícitos conterrâneos pude saber que a informação que me interessava encontrava-se num luminoso acima da porta dos trens. 
Imagine por que agruras não passam aqueles que dominam pouco mais que os rudimentos do nosso idioma.

É possível que eu ainda me perca assim por pautar-me pela época em que vinha passar férias na casa de meus avós, nos idos dos 90. Com menos linhas e trens era tudo, obviamente, mais simples para uma forasteira sazonal, como eu até há pouco tempo fui.

 

Fumando (já não) espero

 

Com as deixas de uma crônica, um livro e algumas reportagens

 

Mad Men

Mad Men (HBO): Joan Holloway, personagem que, na série de TV, é interpretada pela atriz Christina Hendricks

Também eu já me vi inebriada por essa aura de glamour que o hábito de fumar, há não muito tempo, ainda desfrutava. Fumei, aproximadamente, entre os 16 e os 26 anos. A despeito de uma bronquite asmática, apesar da barulhenta oposição de meus pais — na frente de quem, a propósito. nunca ousei acender um cigarro.
Um belo dia, exatamente aos 26, em meio a preocupações típicas de uma mulher à beira dos 30 e sentindo que precisava de “fôlego” para dedicar-me às atividades que me davam prazer, me estabeleci: é hoje que abandono o vício. E assim foi. Taurina e compromissadamente. Numa boa, sem recaídas.

Minha irmã nunca fumou. Meu pai abandonou o hábito há alguns anos. Minha mãe, embora hoje fume menos do que já fumou, ainda é fonte de preocupação para todos nós. Lendo, dias atrás, a crônica da Cora Rónai, fiquei bastante tentada a adquirir o livro comentado. Não sou dada a policiar os hábitos alheios, mas quem sabe se, munida dos argumentos do jornalista Giacomo Papi, não logro convencer quem precisa ser convencido ?

Sobre esse assunto (tabagismo), tão elucidativa (quanto alentadora) a reportagem publicada, domingo, na versão impressa de O Globo — primeira parte no site

 

Houve uma vez um verão

 

A estação que ficou gravada na memória dos cariocas ganha livro e filme

 

Fernanda Abreu - Foto por Adriana Paiva

Fernanda Abreu, em 1996 : Show no Recife um ano após lançamento do álbum Da Lata

Eu morava em Brasília à época desse que, no Rio de Janeiro, ficou imortalizado como o verão da lata. Mas lembro bem de sua tremenda repercussão (e, digamos, de alguns de seus resultados ‘criativos’). Típico episódio que me leva a pensar na capacidade espantosa que os cariocas têm de fazer graça (e tirar algum proveito) de acontecimentos dos mais trágicos aos mais insólitos.
Este vídeo eu garimpei no YouTube. Além de curiosas versões sobre a carga “perdida” do Solana Star, interessante ouvir o povo que acha — como cita o jornalista Wilson Aquino, na reportagem –, que tudo não passa de lenda urbana, história de pescador.
Agora, melhor que tudo é lembrar de como esse disco da Fernanda Abreu me fez dançar (e cantar junto).