Motivos para deixar o confinamento

Em busca de soluções no comércio do entorno

Entre o Millenium, o Shopping Novo Leblon e o Rio Design Barra

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Os registros acima são da tarde de 7 de julho (uma terça-feira), quando fui ao Rio Design Barra – um dos três shoppings contíguos ao Novo Leblon –, à procura de artigos que não encontrei em outras lojas do comércio local. Aproveitei que não havia muita gente circulando por lá e subi ao último piso, para sondar em que condições estavam funcionando os estabelecimentos que costumo frequentar. Em frente ao Cinépolis (fechado), a Livraria Argumento acabava de prestar atendimento a um cliente.
No meu post do Instagram sobre o assunto, falei do Gula Gula e do Adegão Português (ambos abertos), mas não comentei a surpresa de ver a Casa Graviola, um de meus restaurantes naturais preferidos nas redondezas, de portas fechadas. Liguei para a unidade da Olegário Maciel em busca de informações e uma funcionária me disse que a filial do Rio Design Barra não voltará a abrir.
Na breve passagem pelo shopping, também pude notar as medidas em acordo com os protocolos de reabertura do comércio no Rio, como funcionários medindo a temperatura de quem entra e totens com álcool em gel distribuídos pelos três pisos. Além disso, as lojas que vi pelo caminho traziam afixados em suas vitrines cartazes indicando a capacidade máxima de clientes.
Embora as precauções por parte dos comerciantes, estou certa de que ainda não é o momento de voltar a flanar por esses lugares como eu fazia antes da Covid.

Falando em livrarias e pandemia, algumas aquisições do período

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Postei a foto acima nos meus ‘stories‘ do Instagram, em maio. Ao lado da máquina de escrever Underwood que herdei de meu avô – e da agenda que minha mãe trouxe para mim, de Buenos Aires -, os livros que eu acabara de comprar pelo site da Livraria da Travessa: O que Ela Sussurra, de Noemi Jaffe, e A Vida Pela Frente, de Romain Gary – sob o pseudônimo Émile Ajar. Em uma segunda imagem, acrescentei a observação de que a entrega dos exemplares, pela transportadora Total Express, se deu antes do que eu previra.

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À procura de uma agenda

Outra missão hercúlea

 

Livraria da Travessa

Livraria da Travessa no Barra Shopping: Véspera do réveillon

Por poucos, raros motivos, abdico de minha tranquilidade para enfrentar uma ida ao quase sempre cheio e tumultuado Barra Shopping. Se, normalmente, essa é tarefa que me soa hercúlea, que dirá em véspera de réveillon. Pois foi justamente o que fiz à iminência da virada para 2012. E por uma daquelas raras razões especiais: a Livraria da Travessa. Mas não fui lá, como de costume, em busca de lançamentos literários e sim decidida a encontrar uma agenda com a qual me identificasse.

Na véspera do Natal, havia procurado em filiais de Cantão, Colcci, Ellus e Osklen, na Barra e no Rio Sul  e…nada ! Várias das grifes que, habitualmente, lançavam suas agendas perto das comemorações de final de ano, neste 2011 não o fizeram. Sinal dos tempos ? Estarão as pessoas preferindo organizar seus dias em iPads, smartphones, netbooks? Eu não. Embora até tenha tentado, continuo a preferir os velhos e bons caderninhos, divididos por datas/horários — e, de preferência, com algo belo entremeado às informações essenciais.

Enfim, mas na minha ida à Travessa, igualmente, certa decepção. A gôndola reservada às agendas já estava um tanto reduzida quando resolvi vasculhá-la entre Keith Harings e Man Rays. Ao final e ao cabo, saí de lá sem uma agenda para pautar-me no novo ano.

Em tempo: Um excepcional 2012 aos que por aqui venham desaguar !