À margem do causticante verão

Entre os programas da temporada…

Acréscimos às minhas listas de podcasts

Podcasts da jornalista Adriana Paiva - Peta causa animal direitos animais ativismo periodismo España argentinos jornalismo literário vegetarianos e veganos

Alguns dos podcasts que acompanho via Spotify

Como se tornou habitual nos janeiros em que estou no Rio, venho destinando os dias a raras atividades longe de meus domínios. Enquanto o calor segue inclemente lá fora, em casa, diversifico distrações. Entre leituras e maratonas de séries, também cuido de atualizar minha lista de podcasts.

Na mais recente edição do Copiô, Parente  – produzido pelo Instituto Socioambiental – (ISA), a partir de Brasília -,  Leticia Leite responde dúvidas sobre como as políticas do novo governo afetarão as comunidades quilombolas.
Já os dois últimos programas da Rádio Companhia trazem conversas entre o organizador e os autores da recém-lançada “Democracia em Risco?: 22 Ensaios sobre o Brasil Hoje” (uma de minhas leituras no momento), coletânea de textos que têm por mote a eleição de Jair Bolsonaro.

Criado a partir de um grupo no Facebook, dois anos depois do Travelogue (1° podcast da revista Condé Nast Traveler), o semanal  Women Who Travel  mantém um pouco do espírito da rede social, com mulheres – representantes das mais diversas profissões – compartilhando experiências e dicas sobre viagens ao redor do mundo.

Quando não ouço os podcasts a partir dos sites dos veículos (GuardianNPRRTP, Público etc.), tenho preferido ouví-los pelo Spotify. Mas há um sem-número de outros aplicativos e agregadores disponíveis. Embora não acesse com a mesma frequência, também gosto do Soundcloud. Recentemente, passei a acessar o argentino Wetoker, portal de podcasts onde conheci o interessante Diccionario de Argentinas, apresentado pelas jornalistas Soledad Vallejos e Laura Cuckierman. Para ouvir pelo smartphone, o Google Podcasts é outra ótima opção.

Também valem a audição:

* Notícias e análise política: * Colunistas EldoradoToday in FocusCafé da ManhãA Europa que ContaCasos da AmnistiaRevista 5 W * Slate Magazine * Entrevistas: * Ilustríssima Conversa * Vida de Jornalista * Literatura: Guardian BooksPenguin Podcast  * Meet The Writers * Cine | TV: * Behind The Screen * CinemaxThe Frame * Ciclismo: * Cycling News * Pró-animais | Veganos : * Peta Podcast * Ordinary Vegan *  

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A culpa é dos algoritmos

Deslocados na Lacrolândia

Se minha presença no Twitter tem se dado, há muito, pelo intuito de ler sobre temas de meu interesse a partir de um único site, de uns tempos para cá, por uma lógica algorítmica que (no momento) não pretendo conhecer a fundo, me peguei lendo posts de chatos de A a Z do espectro ideológico. Há, claro, quem prefira chamar alguns desses personagens de influenciadores.

Eis que enxerguei aí a oportunidade de trazer para cá uma ‘seção’ que mantinha em meu primeiro blog: ‘Toques de Ficção sobre Lances Verazes’.
Trata-se de uma fórmula que encontrei, naquela época, para, além de extravasar questões sem me expor (nem revelar os pivôs de minha consternação), também exercitar a escrita. 

Ao reler um dos posts que cometi naquele período (o ano era 2005), curioso como a situação se reconstituiu diante dos meus olhos. Eu ri de novo. Um excerto:

“Antes da reengenharia feita a toque de caixa, que resultou na demissão de boa parte do coro de maledicências que se reunia durante a pausa para o cafezinho, Zach B. Burns era tema frequente dos cochichos sibilados pelos corredores da firma. E, não raro, graças a uma interessante presunção: o homem jura saber tudo sobre jornalismo. Quando não está esperneando por ter saído “ao final do cortejo”, Zach, que se dessem chance, reescreveria os dois mais conhecidos manuais de redação e estilo do país, ainda é capaz de largar: ‘Precisavam ter citado que fomos nós que pagamos a viagem ?!’”

Para um próximo post, estou com vontade de criar uma historieta inspirada em personagens de dois dos segmentos mais escabrosos das redes sociais: o dos petistas virulentos e o dos bolsonaristas hidrófobos. Isso. Fanatismo será o tema central.

Perfil no Twitter da jornalista Adriana Paiva - Nas imagens - Partido Rede Sustentabilidade - Marina Silva e Eduardo Jorge - Rede e Verde Meu voto na eleição presidencial 2018 - eleições

Meu Twitter: 23 listas sobre assuntos que vão de cinema e literatura a alimentação vegetariana e ciclismo.

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Leitura do momento (aliás, já quase finda):  Afiadas: As Mulheres que Fizeram da Opinião uma Arte, ensaio formidável da jornalista Michelle Dean sobre algumas das mais influentes (e incisivas) intelectuais do século 20. Entre elas, Dorothy Parker, Hannah Arendt, Janet Malcolm, Norah Ephron e Susan Sontag.

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Sete domingos

 

E mais uma proeza da HBO

 

Minissérie da HBO

Big Little Lies: Reese Whiterspoon, uma das protagonistas e produtoras da minissérie

É muito raro eu me tornar fiel a uma série. Tendência que observo crescer em mim quase no mesmo ritmo da oferta de opções nos canais de TV a cabo. A minissérie Big Little Lies, por outro lado, foi capaz de uma proeza: o único episódio que não pude ver no domingo em que foi originalmente exibido, não perdi tempo em ir procurar no Now.

Considerando, ainda, que não me sentia atraída pelo estilo da escritora em cujo romance a série se baseia, eis reforçada a façanha da produção da HBO. Pontos também para a trilha sonora. Li na Billboard, a propósito, que, desde que Big Little Lies estreou, em fevereiro passado, as canções da trilha estão entre as mais pesquisadas no Shazam (EUA). Já o site da NME, destacou a playlist do Spotify:

Spotify

 

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A mais atípica das cariocas

 

De frente para o mar. Mas e daí?

Trocando praia e mostras de arte por filmes e livros

Oscar, Bafta e Berlinale - Rio Design Barra - Fase vegetariana Sobre estilo vegetariano Época macrobiótica Fase entre

Cinema do Rio Design BarraEm cartaz, nas últimas semanas, várias produções concorrentes nos festivais da temporada

Da varanda e de todas as janelas do apartamento onde moro tenho ampla vista para o mar. Passando em revista os meus “périplos”, arrisco dizer que, na maioria das cidades litorâneas onde vivi, quando não morei diante de uma praia – como em Olinda ou na Restinga da Marambaia -, residi bem perto. Nesse aspecto, não me canso de repetir, a Urca figura entre minhas mais agradáveis experiências.
Eu ainda era um bocado “praieira” quando morei lá, na adolescência. Quase insanamente, eu diria. A ponto de tomar banho de sol nos horários mais proibitivos e de ficar muito frustrada se, na segunda semana de verão, já não estivesse ostentando um bronzeado de capa de revista. Como podem ser comezinhas as prioridades de uma adolescente, não? Acho que, mais tarde, adulta, eu só consegui pegar mais leve com minha (falta de) consciência porque, foi ali, por volta dos 15, 16 anos, que eu aderi à alimentação natural, escolha que, ao contrário dos prognósticos familiares, acabaria não se revelando mais um modismo. Desde então, nunca mais voltei a comer carne.

Hoje em dia, viver perto do mar não altera em nada o fato de eu gostar cada vez menos de calor e, por conseguinte, do verão. E já não alterava quando morei em Olinda (por quase nove meses, entre 96 e 97), em uma casa na beira da praia. O calor, aliás, foi um dos motivos que me levaram a abreviar meu tempo de residência na cidade. Dentre todas onde morei, decididamente, aquela onde me senti menos adaptada. Mas é claro que, embora o componente climático tenha contado muito, ele não é suficiente para explicar minha inadequação.

Minha breve temporada nordestina

Mudamo-nos de Brasília para Olinda em julho de 1996. Quando vim embora para o Rio, minha família continuou morando lá – até a transferência de meu pai para São Paulo, em 1998. Diferentemente de mim, meus pais adoraram a experiência de morar no Nordeste. 
Que não se interprete, a partir daí, que eu não gosto da região. Conheci algumas incríveis cidades nordestinas. Na maioria das situações, claro, na condição de turista.

Hoje entendo que viver uma rotina de morador, em qualquer que seja a cidade, pode se revelar uma experiência amargamente definitiva. Daí que eu costume dizer, que, se pudesse voltar no tempo, teria preferido que minhas primeiras incursões por Olinda e Recife tivessem se dado durante o carnaval. O que certamente teria me permitido manter, em relação às duas belas cidades, algo da disposição generosa, daquele olhar encantado típico dos forasteiros.

Voltando ao calor em terras cariocas…É certo que, em função disso, tenho ido com menos frequência ao centro da cidade. Mas, no balanço de resfriados (culpa de entre-e-sai do ar-condicionado), enjoos e irritabilidade, há que se registrar os ganhos: tenho ido mais ao cinema – ao Espaço Rio Design, do lado de casa, por exemplo, eu vou a pé – e, do final de janeiro para cá, assisti a cinco das principais produções cinematográficas concorrentes nos festivais da temporada. Concomitante a isso, aproveito a estação para colocar minhas leituras em dia. Hoje comecei a ler “Cinco Esquinas”, do Mario Vargas Llosa.

Colado aos shoppings Millenium e Novo Leblon

 Ainda o Rio Design Barra: Um dos três shoppings próximos ao Novo Leblon, condomínio onde moro. Além do cinema, aí encontro uma livraria e ótimos restaurantes, cafés e sorveterias. 

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Photo Invasion

 O livro

Do meu Facebook

Photo Invasion

O pacote com o * livro chegou na terça-feira de Londres, onde o artista gráfico gaúcho Lucas Levitan mora desde 2005.
Minha galeria do Instagram teve uma foto “surrupiada” por ele, em algum momento de 2014. E, agora, essa “parceria” pode ser vista no livro, ao lado de interferências criativas sobre imagens produzidas por gente das mais diversas áreas profissionais. “Photo Invasion é uma história em quadrinho. Sim, no singular, porque a minha criação acontece dentro do quadro de uma fotografia”, o artista escreve na orelha do livro. “Sou um caçador de imagens. ‘Roubo’ a foto que me inspira e acrescento meu toque de ilustração, mudando o curso da narrativa original. Seguidores e amigos das redes sociais se multiplicam diariamente e me incentivam a continuar com esse projeto que, em 2014, começou como uma brincadeira. E segue sendo”.

| O Tumblr do projeto : http://photoinvasion.tumblr.com/ |

Cenas de Bsb. Parceria Adriana Paiva e Lucas Levitan

Brasília

Releituras: Reproduzida do livro, minha foto com a interferência do Lucas Levitan ; a primeira versão (ligeiramente distinta) e a imagem original.

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* MAIS : E o livro, à venda no site da Amazon [=] 

Desconectados. Com muito prazer

Matéria de minha autoria. Para a Revista da Cultura

Edição 99 / Outubro de 2015

 

matéria texto escrita por reportagem da jornalista Adriana Paiva matérias jornalismo ilustrações reportagens

Reportagem e texto por Adriana Paiva. Ilustrações de João Montanaro.

Eles ficam tão bem longe de seus telefones celulares e sem internet que é comum serem vistos como excêntricos. Mas, atentos às consequências da hiperconectividade, o que eles buscam é o uso consciente das vantagens do mundo digital.  Para ler a reportagem na íntegra >> clique aqui.

Leitura em trânsito

 

Tem mais gente lendo

 

Clique sobre a imagem para ampliá-la

Do Metrô de SP: Para o Instagram

Gosto muito dessa série de flagrantes colhidos pelo jornalista Sergio Miguez no Metrô de São Paulo. Frequentemente, penso nela quando ando de Metrô, aqui, no Rio. Entre estações do Centro, Botafogo e Ipanema, por onde mais circulo, é muito raro que eu veja pessoas lendo outra coisa que não as telas de seus celulares. Por que, nessas circunstâncias em especial, os paulistanos dedicam seu tempo ocioso à leitura de livros, mais do que o fazem os cariocas, é algo que há muito tempo me intriga.

Na edição de agosto da Revista da Cultura

Entrevista com Flavio Colker

Nome ligado à cena artística dos anos 1980 e com trabalhos na coleção permanente do MAM/SP, o fotógrafo se dedica agora a projetos que incluem a volta ao cinema e o lançamento de um livro sobre a companhia de dança de sua irmã

Flavio Colker fotografado por Tomás Rangel

Em casa : De volta do México, o carioca posou para o fotógrafo Tomás Rangel

Quando concedeu esta entrevista à Revista da Cultura, Flavio Colker estava de malas prontas para voltar do México, para onde partiu no ano passado em busca de inspiração. Nessa conversa, ele faz questão de deixar claro que as fotos que selecionou para o livro que marca os vinte anos da Companhia de Dança Deborah Colker, dirigida por sua irmã, estão entre os muitos projetos que o movem neste momento. Até o mês passado, ele esteve com um trabalho exposto no Oi Futuro Flamengo. De inspiração surrealista, a instalação “O Artista” apresentava pontos de convergência com outro projeto há muito acalentado: o de um retorno ao cinema. Na lista, ainda, dos planos que já começam a ganhar corpo estão um roteiro de ficção com Fausto Fawcett, parceiro das antigas, uma série para TV e um ensaio sobre máquinas, paixão que ele traz da infância. Prolixo, intenso, interessado por híbridos e por tudo aquilo que não cede a rótulos fáceis, ele se diz cria dos anos 80, mas nem um pouco saudosista. O atual momento desse inquieto carioca talvez possa ser resumido em suas próprias palavras ao explicar por que a fotografia digital o arrebatou: “O importante é a gente fazer, mostrar, influenciar e ir em frente.

Espetáculo NÓ, em foto de Flavio Colker

, de 2005: Uma das imagens presentes no livro que comemora 20 anos da Cia. de Dança Deborah Colker

>Aqui, na íntegra, minha entrevista com o fotógrafo.

 

Outros recortes da Pauliceia

De revisitas
 

*”…O errante voyeurístico que descobre a cidade como uma paisagem de extremos voluptuosos. Adepto das alegrias da observação, connoisseur da empatia, o flâneur acha o mundo ‘pitoresco’ “

Avenida Paulista por Adriana Paiva

Rasgos de amor na São Paulo da garoa. Beijos apaixonados em plena Avenida Paulista.

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Moema Pássaros. São Paulo

De uma volta pela minha antiga vizinhança, em Moema. Flores crescendo, teimosa e harmoniosamente, para além dos domínios de edifício na Avenida Macuco, próxima à Tuim, outra rua com nome de pássaro e onde morei entre 1999 e 2005.

Susan Sontag em Sobre Fotografia, Companhia das Letras, 1983.

 

Fotos por Adriana Paiva ©


Fumando (já não) espero

 

Com as deixas de uma crônica, um livro e algumas reportagens

 

Mad Men

Mad Men (HBO): Joan Holloway, personagem que, na série de TV, é interpretada pela atriz Christina Hendricks

Também eu já me vi inebriada por essa aura de glamour que o hábito de fumar, há não muito tempo, ainda desfrutava. Fumei, aproximadamente, entre os 16 e os 26 anos. A despeito de uma bronquite asmática, apesar da barulhenta oposição de meus pais — na frente de quem, a propósito. nunca ousei acender um cigarro.

Um belo dia, exatamente aos 26, em meio a preocupações típicas de uma mulher à beira dos 30 e sentindo que precisava de “fôlego” para dedicar-me às atividades que me davam prazer, me estabeleci: é hoje que abandono o vício. E assim foi. Taurina e compromissadamente. Numa boa, sem recaídas.
Minha irmã nunca fumou. Meu pai abandonou o hábito há alguns anos. Minha mãe, embora hoje fume menos do que já fumou, ainda é fonte de preocupação para todos nós. Lendo, dias atrás, a crônica da Cora Rónai, fiquei bastante tentada a adquirir olivro comentado. Não sou dada a policiar os hábitos alheios, mas quem sabe se, munida dos argumentos do jornalista Giacomo Papi, não logro convencer quem precisa ser convencido?

Sobre esse assunto (tabagismo), tão elucidativa (quanto alentadora) a reportagem publicada, domingo, na versão impressa de O Globo — primeira parte no site.

Houve uma vez um verão

 

A estação que ficou gravada na memória dos cariocas ganha livro e filme

 

Fernanda Abreu - Foto por Adriana Paiva

Fernanda Abreu, em 1996 : Show no Recife um ano após lançamento do álbum Da Lata

Eu morava em Brasília à época desse que, no Rio de Janeiro, ficou imortalizado como o verão da lata. Mas lembro bem de sua tremenda repercussão (e, digamos, de alguns de seus resultados ‘criativos’). Típico episódio que me leva a pensar na capacidade espantosa que os cariocas têm de fazer graça (e tirar algum proveito) de acontecimentos dos mais trágicos aos mais insólitos.
Este vídeo eu garimpei no YouTube. Além de curiosas versões sobre a carga “perdida” do Solana Star, interessante ouvir o povo que acha — como cita o jornalista Wilson Aquino, na reportagem –, que tudo não passa de lenda urbana, história de pescador.
Agora, melhor que tudo é lembrar de como esse disco da Fernanda Abreu me fez dançar (e cantar junto).

 

 

De caminhadas pela orla carioca

Observando modos e manias

 

Copacabana - Posto 6

Praia do Pepê - Barra da Tijuca

Barra da Tijuca

Urca

 

Nas fotos  — de cima para baixo : 1 – A inevitável indagação: conseguiria a moça aproveitamento razoável de sua leitura com o sol já quase a pino ? (Copacabana, Posto 6. Primavera 2011). 2 – Reunião de fim de tarde (Praia do Pepê, Barra da Tijuca). 3 – Ainda Barra da Tijuca. 4 – Com esta talvez inaugurasse uma série com o pomposo título “Quando os observadores tímidos saem a passeio”. O subtítulo seria “Eles detêm-se sem invadir”. (Urca, Avenida Portugal). Fotos por Adriana Paiva ©.