Incógnita nos céus

 

O dirigível que passou por aqui

Ao que parece, antes de ser derrubado pelo temporal que caiu sobre o Rio na Quarta-feira de Cinzas (14), o ADB 3-X01 não havia atraído grande atenção da imprensa local. Uma pena.
Na véspera, cheguei a publicar no meu perfil, no Instagram:

Voo entre o Mandala e o Novo Leblon - Foto de Adriana Paiva

ADB 3-X01 sobrevoa orla da Barra da Tijuca: No canto inferior esquerdo, a cobertura de um dos edifícios do Condomínio Mandala

Avistei-o, pela primeira vez, na quinta-feira (8), vindo da orla e voando na direção do Mandala, condomínio vizinho ao Novo Leblon, onde moro. Alguns dias depois, quando voltei a vê-lo, eu estava dentro do carro indo em direção ao Recreio.
Como o logotipo impresso em tamanho reduzido não permitia concluir do que se tratava, recorri ao Google. Diga lá, oráculo, o que há por trás do “dirigível sobrevoando a Barra da Tijuca”? Mistério solucionado. Trata-se de um dirigível de modelo ADB 3-X01 (da empresa AirShip do Brasil), a primeira aeronave desse tipo a ser construída no país.

Se a ideia do sobrevoo por tantas cidades entre os estados do Rio de Janeiro e São Paulo também é funcionar como um ‘teaser’, não apostaria que a estratégia venha, de fato, a surtir efeito. Mas, enfim, o dirigível cruza os céus do país em testes para a fabricação de outros maiores, que devem ter como funções monitoramento e transporte de cargas.

Foto de Adriana Paiva

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Qual o destino?

 

Eis aqui uma força para os seus deslocamentos em SP

 

Aplicativos - Leve-me - Otima aplicativo


Vinha subindo a Abílio Soares em direção à Paulista, quando vi a propaganda do aplicativo em um backlight. Baixei o Leve-me no meu smartphone por pura curiosidade e acabei descobrindo mais utilidade do que imaginara. Soube, mais tarde, que havia sido lançado menos de um mês antes.
Desenvolvido pela Otima, empresa responsável pela instalação e pela gestão publicitária dos abrigos de ônibus da cidade de São Paulo, o app tem como função relacionar as melhores opções de rotas, com base em diversos modais de transporte – do ônibus ao metrô, do táxi à bicicleta.
Uma vez preenchidos os campos ‘Origem’ e ‘Destino’, surgem, pormenorizados, os itinerários possíveis e, de quebra, o valor aproximado, em reais, para que se cumpra o percurso de táxi. Basta, então, escolher entre a rota mais rápida, a mais confortável ou a mais saudável. Eis a funcionalidade do Leve-me que, àquela altura, mais me interessou, já que essa última opção privilegia o deslocamento por meio de bicicleta.
Voltei ao Rio antes de explorar todo o potencial do aplicativo, mas quem estiver em São Paulo e tiver interesse em testá-lo, o download é gratuito e está disponível para os sistemas Android e iOS. Mais informações no site: http://www.leve-me.com/

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#StreetArt

 

Instagramadas do período

 

Jockey

Muros do Jockey Club Brasileiro, na Gávea: Onde os grafiteiros cariocas se encontram.

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Do meu Instagram

Explorando entorno da Praça XV, depois de deixar o Paço Imperial. A região ficou bem mais interessante após ação Adicione Cor, capitaneada pela marca Converse.

Praça 15 - Grafite

Mais uma pilastra grafitada durante ação Adicione Cor, promovida pela marca de artigos esportivos Converse.

“Bom pra cachorro”

 

Pra quem mesmo, cara pálida ?!

 

Da série Os mais absurdos press-releases

Acima, imagem da série In Dog We Trust, da artista visual Sandra Birke.

Das sugestões de pauta ensandecidas que vêm dar (e adernar) na minha caixa postal. O ‘subject’ desta — “Carnaval Bom Pra Cachorro” — já dava ideia de que alguma bizarrice viria pela frente. O texto: “Fevereiro é tempo para muito samba, marchinhas e animação. Um momento onde todos esquecem a etiqueta (blá-blá-blá) e saem fantasiados do que quiserem para curtir até três noites sem pensar no amanhã. A regra é ser feliz!“. E, mais adiante, com muitas fotos de cachorrinhos fantasiados – tão empertigados, que parecem de pelúcia -, informa-se que seus cães podem “curtir o carnaval com você” caracterizados como Bat-dog, Branca de Neve, enfermeira, etc.. E que, para tanto, basta acessar o site da maior loja de produtos para pets … do Bra-sil !
A acrescentar sobre isso : gente que trata bichos como bonecas, prontas para serem vestidas e enfeitadas, não merece ter um cão ou gato.

|| Postado no meu perfil, no Facebook.

 

De Boos e de outros Lulus

Ou: Dos modismos nem tão inofensivos

Boo e seu cotidiano de muso das redes sociais

Boo tem perfil no Facebook: Gracinhas divididas com mais de 5 milhões de seguidores

Assim como tem gente que chama papagaio de pano de “Louro José”, também tem quem chame Lulu da Pomerânia de Boo. Ok, cada um chama seu bicho de estimação como bem o pretenda. E não vamos aqui discutir modismos. Mas convém que se dê aos bois, digo…às raças de cães, os seus nomes certos.

Eu e minha irmã tivemos uma Lulu da Pomerânia quando crianças — ganha, aliás, da tia de minha mãe que, durante anos, criou a raça em seu canil. O Facebook estendeu para além de seus domínios a crença de que Boo é uma raça “nova” de cachorro. E não é. Boo é o nome do Lulu da Pomerânia de uma funcionária da rede social. Em 2009, ela (nada inocentemente, ao que parece), criou, no FB, uma página para seu cão (bonitinho e de tosa diferente do habitual). Não levou muito tempo para que o perfil, naquele conhecido efeito ‘rastilho de pólvora’, recebesse milhões de seguidores, fazendo de Boo uma “figura pública” tão popular que, não bastasse ganhar réplica em pelúcia e ter sua vida contada em livro, alçou, por tabela, a raça Lulu da Pomerânia (também conhecida como Spitz Alemão) a uma das mais cobiçadas do planeta.

Enquanto isso, aqui, aqui e aqui…dezenas de cães aguardam ser levados para casa por alguém que veja neles mais do que fofura.

Foto: J.H.Lee / Divulgação