Itinerâncias

Chamados d’além-mar

Vovô ascendência descendência portuguesa europeia dupla nacionalidade cidadania bisavós bisavô bisavó bisnetos bisneta cidadã lusitana cidadãos portugueses lusitanos estrangeiros imigrantes europeus lusos Porto Concelho vila Nelas Beira Alta raízes lusitanas

Meu avô Edmundo, em registros feitos entre 1935 e 1944: Filho de portugueses que se conheceram no Brasil — tive a sorte de conviver com eles durante um bom período de minha infância. Quando eu me entendi por gente, vovô já não tinha cabelos


Já se vão alguns anos desde que meus primos André e Thiago, filhos do irmão de meu pai, adquiriram cidadania europeia e escolheram a Europa para viver. O fato de nossos pais serem netos de portugueses, é claro, trouxe facilidades ao processo.

Thiago, o caçula do meu tio, mudou-se para Düsseldorf em função de seu trabalho como diretor de arte em uma agência de publicidade. Foi na cidade alemã, aliás, que sua primeira filha veio ao mundo. Depois de um período vivendo nos Estados Unidos (Chicago), também por injunções profissionais, recentemente, ele resolveu voltar para a Alemanha. André, o primogênito, fechou, no Rio, um escritório de advocacia para dedicar-se a uma paixão: o ‘skydiving’. Rumou para Portugal com esposa e filhos, comprou apartamento por lá e, segundo diz o titio, não pensa em, tão cedo, voltar a morar no Brasil.

primos de 1° grau primeiro primogênitos retratos fotografia descendentes de italianos e portugueses Paiva retratos cidadania herança europeia prima irmãos familiares da jornalista Adriana Paiva

André e Thiago em 2 tempos: o primogênito e o caçula de meu tio Edmundo

Essa facilidade em construir uma vida em cidades tão díspares é algo que, a despeito de minha própria experiência “cigana”, continua me causando admiração. No caso dos meus primos, me pergunto até que ponto o fato de eles também terem pai militar (como eu e minha irmã) não tornou as decisões ainda mais fáceis. Meu tio é oficial superior da Marinha, atualmente, na reserva.

fotos viagens viajantes pai cadete quase aspirante base aérea aviões avião Hércules 2º Regimento de Cavalaria Mecanizado tio das Forças Armadas carreira vida militar militares cavalariano Rio Grande do Sul comando Marinha capitão de Mar e Guerra comandante colégio naval oficiais navio Terra do Fogo

À esquerda: Meu pai, no 4° ano da AMAN, a caminho de São Borja (RS) ; final do curso de Cavalaria incluía partidas de polo na Argentina. Nas fotos ao lado, meu tio quando jovem oficial; navio de passagem pelo Estreito de Magalhães (Chile).

Há algum tempo experimentando a serenidade advinda de fincar raízes junto aos meus, depois de anos mudando de cidade — com mais frequência até que meus primos, enquanto titio esteve na ativa –, de repente, me vejo sondando possibilidades para algo além das fronteiras do Rio de Janeiro.

* * *
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Geografia de afetos

Entre as andanças, a troca de cartas

E por que mesmo 5 vezes Brasília?

Dedicada às costumeiras arrumações de final de ano, lembro, com alegria, que, diferentemente dos cartazes e programas de teatro, que vi serem extraviados em meio às nossas mudanças de cidade, parte preciosa de meus arquivos epistolares segue cuidadosamente armazenada.
Vários desses cartões, cartas, telegramas (e envelopes) já estavam escaneados havia algum tempo – previdente que às vezes sou. Cheguei, aliás, a publicar algumas reproduções no Periplus, no início dos anos 2000.

Correios - Exército Apartamentos na 209 Sul na 112 Sul e na 103 Norte - Do Pará e do Mato Grosso do Sul - Débora Sena Amambai 17° RC - Regimento de Cavalaria Fukumi Ikeda Pará e Mariliz Romero - 18° Batalhão Logístico - Blog MS - filha filhos de militar Forças Armadas militares Ensino escolas colégios particulares estudei estudos Primeiro Segundo Grau Adriana Ana Cristina Escola Marista Integral La Salle Colégio Eduardo Guimarães educação

Pelo correio. Para 3 de meus endereços em Brasília: Cartão de Natal enviado de Amambai (MS) por Débora, amiga que me conhece desde criança – nessa época, eu morava na  209 Sul. Em 1989, quando residíamos na 112 Sul, cartão de Ikeda-san, colega de minha irmã nos tempos de Colégio Marista (em Belém), acabou virando amiga de nós duas;  e na 103 Norte, em 1993, remessa da amiga Mariliz, que conheci em Campo Grande (MS).

Passando os olhos por toda essa correspondência, veio batucar um assunto sobre o qual já falei aqui en passant: por que, afinal, depois daquela primeira vez, voltamos a morar em Brasília em outras quatro ocasiões?
Chamei meu pai  para conversar. Sabia das razões, em linhas gerais, mas queria ouvi-lo falar dos detalhes. Segundo ele, a prioridade era que eu e minha irmã tivéssemos a melhor formação escolar possível – estudamos, de fato, em ótimos colégios – e crescêssemos numa cidade segura e tranquila – o que Brasília de certa forma foi, em nossos tempos de infância e pré-adolescência. Junto a isso, pesou o fato de que, para lá também costumavam pleitear retorno os seus amigos mais próximos. Muitos dos quais conviveram com ele ainda antes de seu ingresso na AMAN.

Confesso que, nesse aspecto, tenho uma certa inveja de meus pais. Boa parte daquelas amizades que eles começaram a cultivar na juventude eles preservam até hoje.
Já eu, certamente por ser mais introvertida (e por ter feito tantas escolhas heterodoxas), vi, ao longo dos anos, muitos dos meus laços de amizade se afrouxarem e se perderem pelo caminho. Perdi, por exemplo, boa parte de meus contatos de Belém e de Olinda. Em contrapartida, ainda mantenho ligação com várias das pessoas com quem convivi no Mato Grosso do Sul e em Brasília e com outros filhos de militar que, como eu, também não eram muito de frequentar o meio.
Admito que, se o grau de intimidade com algumas dessas pessoas variou tanto ao longo dos anos, talvez tenha faltado mais investimento de minha parte, no sentido de criar as situações para revê-las.

No caso de meus pais, as circunstâncias para manter as relações aquecidas parecem estar sempre se renovando, vide a penca de reuniões – sob motivações as mais variadas – das quais eles participam a cada ano.
Eles me contam histórias curiosas sobre esses eventos. De um desses encontros anuais, a propósito, o do Colégio Militar (que meu pai cursou parte em BH, parte no Rio) costuma participar o Fernando Bicudo, de quem creio ter ouvido falar pela primeira vez na década de 1990, por sua atuação como diretor e produtor teatral.
Dessa turma deles, relata meu pai, outros desistiram da carreira militar e incursionaram por diferentes profissões – casos do cantor Ivan Lins e do falecido ator Luiz Armando Queiroz.

Piraquê Lagoa - Reunião anual do Colégio Militar Turma 1958 1964 . Filha filhos de militar Turma do meu pai - CMRJ Humaitá - militares Coronel General coronéis e generais Heleno Esper Arthur Souza filho Montanha oficiais superiores Exército Cavalaria colegas da AMAN Academia Militar das Agulhas Negras

Reuniões anuais da turma de meu pai no CMRJ: na foto do alto, comemoração no Clube Piraquê, em 2014. Acima, reunião de 2016; segurando a bandeira, no centro da imagem, Fernando Bicudo

Voltando àquele meu esforço de reaver e manter afetos, é claro que, à maneira do que ocorreu com muita gente que conheço, as redes sociais (primeiro o Orkut, depois o Facebook) cumpriram seu papel nesse propósito. Mas, fale eu de amizade ou do valor que dou à interlocução, jamais hei de esquecer que, muito antes delas, havia o ritual da troca de missivas.

Da série: “Arquivos de Andanças”

Revendo trajetórias

“Pertence à ordem do amor para um filho, em primeiro lugar, que ele diga sim a seus pais como eles são”

(Bert Hellinger)

Se eu já era cuidadosa em relação aos meus backups, tornei-me três vezes mais depois de passar por uma (ainda não digerida) perda de arquivos fotográficos.
E eis que, no movimento de encontrar (e, aos poucos, reparar) imagens do Periplus, meu primeiro blog – até recentemente, hospedadas em um de meus domínios -, deparei com um post em que eu relatava um reencontro com colegas jornalistas, ocorrido em São Paulo, logo após eu me mudar para lá. Fez-se, então, a deixa perfeita para eu retomar o assunto aqui.

Banner do Periplus - Colégios estudos onde estudei Colégio Eduardo Guimarães Segundo Grau Escola Eduardo Guimarães La Salle Integral faculdades Universidade de Brasília Em japonês das aulas de Alice Tamie Alice Joko UnB - hiragana e katakana - Nihongo Adoriana Paiba
Comentando o “deslize” cometido por uma das pessoas presentes àquela reunião, escrevi em certa altura: “Não era-lhe de conhecimento o fato de que soldados não chegam a coronéis. Dado aparentemente irrelevante. Mas, num país onde o alistamento militar é obrigatório, não seria duplamente imperativo que nosso repórter estivesse a par de questões como essa?
Então. Imaginem ter de explicar para um jornalista, com idade perto dos 30, o que significa, para essa carreira em especial, o seu pai ter cursado AMAN. Logo eu! Difícil de acreditar, mas eu precisei fornecer tais explicações para um cara que chegou a frequentar festa na casa da minha família, em Campo Grande (MS), justo na época em que meu pai, então coronel, comandava um quartel na capital. O mesmo indivíduo que, algum tempo depois do comentário jamais explicado, eu soube estar frilando para um jornal de São Paulo.

Papai como Coronel Paiva pai de Adriana Paiva - ECEME Escola de Comando e Estado-Maior do Exército Condecorado em 1995 durante governo FHC, Colégio Militar, Prova de salto na AMAN Academia Militar das Agulhas Negras Resende portugueses descendentes descendente avós avô avó general generais Escola de Aperfeiçoamento de Oficiais EsAO - Comandos Paiva 3° Esquadrão Cmec - 3° Esquadrão de Cavalaria Mecanizada - O 18º Batalhão Logístico 18º B Log - Campo Grande MS - militares - pai da jornalista Adriana Paiva filha filhos de militar

Meu pai em 3 tempos: A partir do alto, no sentido horário: Em 1958, com 12 para 13 anos, aluno do Colégio Militar de Belo Horizonte ; em 1967, participando, como cadete, de uma prova de salto na AMAN; e em 1995, aos 50 anos, condecorado, como coronel, na mesma cerimônia em que, coincidentemente, meu ex-professor de História da Imprensa (FAC/UnB), o jornalista Carlos Chagas (na 2.ª fileira), também era homenageado.

Pouco converso sobre o assunto, mas não teria como ignorá-lo. Afinal, trata-se de minha filiação. Meu pai chegou ao topo da carreira, tendo cumprido, com honrarias, todo o percurso a partir do Colégio Militar: entrou na AMAN – Academia Militar das Agulhas Negras (o equivalente, em termos civis, a uma universidade), fez EsAO, ECEME, comandou quartéis, como major e, depois, como coronel…
Ou o coleguinha, lá atrás, era pouco informado sobre o meio (do que duvido muito) ou agia de má-fé, opção que reputo como a mais provável. Bem, mas essa é uma outra história. Não faz sentido ocupar o espaço do meu blog com considerações sobre a motivação (e os complexos) de quem eu mal conheço.

Percursos dos pais, escolhas dos filhos

Lembro da primeira vez em que me senti constrangida por ser filha de militar. Eu era adolescente e cursava a primeira série do Segundo Grau numa escola particular de linha progressista, em Botafogo. A situação não poderia ser mais banal: minha carteira de identidade caiu no chão da sala de aula. O garoto que sentava-se ao meu lado viu e pegou-a, às gargalhadas e com um comentário mais ou menos nestes termos: ‘Olha só, gente, ela é filha de major!‘ — o RG emitido pelo então Ministério do Exército trazia impressa a patente do pai do portador.  Embora perdoado, o bullying continuou reverberando muito tempo depois. Mas foi ali, naquela escola da zona sul carioca, em meio a aulas de Sociologia da Educação e práticas artísticas, com professores por quem eu nutria enorme fascínio, que eu comecei a ter a real dimensão da triste herança deixada pelo regime militar. Daí porque, alguns anos depois, tenha ingressado na universidade esperando que esse viesse a ser um assunto particularmente incômodo. Chegava a antever os dedos em riste. Mas não foi o que ocorreu. Pelo menos não em minhas duas passagens pela UnB. Talvez tenha pesado o fato de que éramos ali, em um grande número, alunos vindos de outras cidades, vivendo em Brasília sobretudo em função das profissões de nossos pais. E por que mesmo interessaria saber a profissão dos progenitores dos seus colegas de turma?

Mas se eu, a partir da adolescência, passei a me sentir desconfortável com o fato de ser filha de militar, de lá para cá, tenho conhecido pessoas que relacionam-se com a sua filiação de maneira bem mais serena – gente, inclusive, com quem compartilho semelhantes ideais progressistas.

Nesse grupo, ouso incluir o fotógrafo Luis Humberto, de quem fui aluna na UnB. Conheci-o na época em que eu estava pleiteando mudança de curso, de Antropologia para Comunicação. Não demorou a que eu descobrisse que ele também era filho de militar. Antes e depois de meu ingresso na FAC, chegamos a conversar, muito abertamente, sobre as implicações de ter pai “milico” e de como essa nossa origem se refletia em nossas escolhas – para o bem e para o mal. Eu concluía ali que, para lá das diferenças geracionais (meu pai nasceu em 1945) e das trajetórias dentro das Forças Armadas, nossos pais tinham muito em comum. Em termos de formação intelectual e cultural, mas, sobretudo, no que dizia respeito a aceitarem as opções que fazíamos, por mais heterodoxas que pudessem se revelar. Entendia, então, que éramos ambos filhos de homens em nada parecidos com a imagem (ainda hoje) bastante difundida do militar inculto e reacionário.

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GYN * Dezembro de 2016

 Festas em família

Fotodiário

Apartamento endereço moradia lar familiares bichos Fox paulistinha mais amado GYN Goiânia

Manhã de 24 de dezembro: Vista da varanda do apartamento da minha irmã. Apolo, o cão da família, ainda se espreguiça. Lá embaixo, a Praça Consciente e a vizinhança no Setor Marista.

 

Do Instagram

 raças de cão cães cachorros Terrier Brasileiro

Presente que eu e minha mãe demos ao Tiago (meu sobrinho mais velho), na véspera de ele se mudar para a Venezuela, Apolo está prestes a completar 15 anos; quase não creio. O aniversário é em abril e, a cumprirem-se os planos de Lu, a caçula de minha irmã, a festa do “debutante” deve ser de arromba.

Vizinhança no Novo Leblon

Sobre como podem ser belas as tardes no Planalto Central. Aí, minha sobrinha dando início à farra na piscina.

 

 

Como na Era Pré-Facebook

 

Ainda as notícias do clã

E, dessa feita, sobre dois de seus mais irrequietos integrantes

Família sobrinho afilhado primo primos Thiago cidadão europeu português cidadania portuguesa de Portugal European citizen União Europeia UE portuguese citizenship portugueses descendentes Leão de Prata Cannes Ilhas Mentawai Islands surf surfistas Bali Indonesia esporte esportes aquáticos radicais surfe Indonésia Dusseldorf Alemanha Europa climbing climbers escalada Rio Morro da Urca

Álbuns de família: Tiago, meu sobrinho, no auge de sua paixão por escalada. Thiago, meu primo, surfando na Indonésia

De um lado, Tiago L. de Paiva D. da Fonseca, meu sobrinho-afilhado – filho mais velho de minha única irmã. De outro, Thiago Di Gregorio Paiva, o filho mais novo do irmão de meu pai – meu primo de primeiro grau, portanto.
Com o espaço de mais ou menos quinze dias, entre um evento e outro, fiquei sabendo que meu primo, diretor de arte da BBDO Proximity, em Düsseldorf (onde mora, atualmente), faturava dois Leões de Prata no Festival de Publicidade de Cannes, e que meu sobrinho, recém-chegado em Santiago para o Start-up Chile, recebia, juntamente com colegas de faculdade, as boas-vindas de Luís Céspedes, Ministro de Economía, Fomento y Turismo, na cerimônia de abertura do programa, na Universidad de San Sebastián. É claro que vibrei. E exultei, quase tanto, com a notícia de que Tiago, não só já encontrara apartamento para morar, como já vinha deslocando-se para as reuniões de trabalho por meio de bicicleta.
Curioso o modo como, por eu estar fora do Facebook há meses – e por ainda ser um tanto reticente em relação ao WhatsApp – passei a receber (e, sobretudo, a curtir) as notícias referentes à minha família. Sensação de resgate de um certo sabor na comunicação que os excessos típicos das redes sociais já me tinham feito esquecer.

*

Chile


Em tempo: Sobre o Start-up Chile, programa do qual meu sobrinho Tiago, estudante de Engenharia da Computação na PUCPR, participa com a UNiO, empresa criada com colegas de faculdade, reportagem publicada em 18/7, no jornal chileno La Tercera. 

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Ainda clima e Notas do Clã

Updated

Praia do Arpoador

WhatsApp, 13/6: Minha irmã, recém-chegada de Curitiba, mandando um alô direto de Goiânia

As temperaturas pelo país andavam enlouquecidas assim quando minha mãe e minha irmã foram a Curitiba festejar o aniversário de meu sobrinho.
Vasculhada rápida em meu baú de reminiscências climáticas… Mais surreal do que 14°C em Goiânia? Peraí. Acho que apenas a visão de mulheres andando de cachecóis e polainas durante a estação de chuvas, em Belém, quando moramos lá em meados da década de 1980. Para nós, vindos, então, do Rio de Janeiro, a chuva em plagas paraenses em nada mitigava o calor “aderente” ao qual eu mesma nem cheguei a ter tempo de tentar me habituar. Moramos lá durante pouco mais do que um ano e meio.

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Tiago Brasília 193 Norte


Tiago, o garotinho fofo das fotos acima, em nosso antigo apartamento na 103 Norte, à semelhança desta tia que aqui escreve, também cedo se habituou a frequentes mudanças de cidade. Depois de algumas idas e vindas pelo Brasil, aos 11 anos, ele foi morar em Caracas, na Venezuela. Recentemente, aos 20 e poucos — lembrando algo de meus arroubos nessa idade –, deixou para trás a faculdade na UnB, para prosseguir com o curso de Engenharia da Computação na PUC de Curitiba. E, agora, se prepara para uma temporada de seis meses em Santiago do Chile. A  startup  que ele criou em parceria com colegas de curso foi selecionada para um “programa de aceleração” na cidade. Do lado de cá, orgulhosa por ele continuar trilhando caminhos nos quais acredita, desejo-lhe SORTE.

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Brasília: 56 anos

 

Minha homenagem

Com trechos de post publicado em 2002,  no meu 1° blog,  o Periplus 

Mudanças de cidade - filha filhos de militar militares do RCG Cavalaria Dragões da Independência superquadras brasilienses DF oficiais Exército Brasília - Entre macrobiótica e vegetariana estilo vegetariano Hare Krishna Revista Transe

Privilégio de ter vivido o lado mais “cidade” da capital da República.

Estávamos no início dos anos 2000 e eu me pegava revolvendo lembranças da década e meia em que, entre idas e voltas, morei na cidade : 

“(…)  O primeiro sobrevoo pelo ocre saturado do Planalto Central. As chuvas perfumando tudo depois dos duros meses de estiagem. O céu azul-púrpura e o horizonte amplo. A arquitetura de arestas. As vastas galerias e avenidas. Aprender a dirigir por essas ruas. A tentação da velocidade…
Nossa “secreta”, a baiana Joana. Seus quitutes pontuais. Judy, minha Lulu da Pomerânia. Preta, a vira-lata do coração. As ‘creonças’ aprendendo a cavalgar no RCG. Detestar as aulas. Ver meu pai jogar pólo. Fazer natação no Círculo. Os arraiais de São João. As visitas de meus avós durante as férias. O casamento da Cris, minha irmã. O nascimento de meu sobrinho Tiago.

Webster, meu professor de violão, e Verinha, sua namorada. Martín, Go, Leda, André, Carla, amigos e conselheiros. Valéria Velasco, mãe da Usha e minha primeira editora no Jornal da Comunidade.
As festas que organizávamos no Park Way. Fechar todos os bares da 108 / 109 sul, em cantorias desatinadas com a turma da FAC.

Deixar de comer carne, aos 15 anos. Ir ao Jegue Elétrico para comprar a “Transe” e os discos do pessoal do “Lira Paulistana”. Domingo de ‘prasada’ no Hare da 508. Fim de tarde no Café Martinica, a metros da minha casa. O pão de queijo e o bolo “peteleco” do “Furão ” (fechado há anos), na 102 norte. As tortas da Praliné e da Francesa.
Ir a todos os espetáculos no Teatro Nacional. Encontrar a Sala Villa-Lobos sempre lotada. Conseguir lugar nas primeiras filas. 
Devorar quadrinhos na gibiteca da 508 Sul. Expor na Athos Bulcão .

UnB : Os amigos de faculdades. Usha, amiga desde “Fotografia e Iluminação 1”, com o David Pennington. A primeira moviola. As aulas de “Direção do Filme”, com o Pedro Jorge Pinto. Gravar em um circo, nas proximidades de Bsb, uma adaptação do “Artista da Fome” ( conto do Kafka), para a disciplina do Pedro Jorge. Ir com coleguinhas à primeira expo do Salgado — no DF, claro. Os Ladrões de Alma. Viajar para Pirenópolis no ônibus ferrado da FUB, para fazer o ensaio final em “Introdução à Fotografia”. Jeová, criatura santa que trabalhava como laboratorista na FAC. “Seu Tonho”, servente nota 10, alegrando a galera retardatária no final de semestre.
Alice Tamie Joko (Arice Sensei), minha primeira professora de japonês. Cantar no Tanoshii Tori. As aulas de “Cultura Japonesa”, com o Marcos Vinícius. Aprender ikebana e sumi-e, no NEA(SIA) . As farras do Enecom. Os shows de Célia Cruz, Fito Páez, Cássia Eller, etc., no FLAAC.
As horas infindáveis devorando todas as edições da “Graphis”, mais a obra do Borges e do Kafka, na BCE. Os 6 ou 7 livros emprestados semanalmente na biblioteca .
Ir praguejando até o C.O. para fazer PD1 e PD2. Encontrar corujinhas nas árvores do caminho.

Os inesquecíveis interlocutores. Os múltiplos gozos intelectuais. Ver e ouvir: Adélia Prado, Washington Novaes, o bispo Desmond Tuto, Ferreira Gullar, Roberto Freire ( os 2 :-) Receber os toques do mestre das artes gráficas, Wagner Rizzo . Fazer o still daquele documentário sobre o Torquato Neto. A entrevista que o Caetano Veloso  nos concedeu no Hotel Nacional. Aprender a fazer roteiro para cinema. Ter alguns guardados na gaveta.
Ter sido aluna, também, de: Vladimir Carvalho (O Documentário), Carlos Chagas (História da Imprensa), Roque Laraia  (Antropologia 3),  Susana Dobal (Introd. à Fotografia ), Cristina (Inglês 1 e 2), Maria Auxiliadora (Linguística), Ferreirinha (Teoria da Literatura), Esther, Maria Rita Leal, Luís Humberto, Climério Ferreira… Adoraria rever todos vocês. Ouví-los, abraçá-los. Saudade.”

Brasília DF Espaço Renato Russo 508 Sul jornalista Adriana Paiva

+ Ainda Brasília – Celebrações outras: O aniversário de 54 anos e o de 53.  

Bicicletas, ciclistas e ciclovias

 

Capítulo: Europa 2015

Mais uma série nascida no Instagram

Le Pont Royal - francesa Paris França blog da jornalista Adriana Paiva

De pedaladas em Paris sob um céu de invariáveis tons dramáticos.

 

transportes modal modais ruas de Paris experiência europeia Europa europeus

Atravessando a Pont Royal.

 

Amsterdam Centraal estações de trem holandesas transporte ferroviário

Encontros na saída da estação Amsterdam Centraal; a caminho do Rijksmuseum.

 

Le Pont Royal carteiro francês entregador arquitetura francesa França praças ruas europeias europeia europeus franceses Paris

Ciclovia próxima à Museumplein, praça cercada por alguns dos principais museus de Amsterdã.

Rijksmuseum Amsterdam amsterdammers Amsterdã museu holandês
E sob o Rijksmuseum, a sempre movimentada passagem para ciclistas.

 

museus da Holanda holandeses europeus

Cair da tarde na Museumplein. A meio caminho entre o Rijks, o Van Gogh e o Stedelijk Museum.

 

Centro do Rio

Centro de Haia. Saída da galeria De Passage.

 

Nederland ruas holandesas europeias

Dentro do carro, voltando para a casa dos primos, em Benoordenhout.

 

musicista europeia centro histórico europeu europeias ruas

Centro de Delft. Véspera do Dia Do Rei.

 

 

 

Primavera entre Haia e Paris

 

Via Instagram

Recortes de um diário visual

Paris parisienses estação estações de trem cidadania europeia cidadãos europeus

Na volta à casa de nossos anfitriões, em Haia, a espera pelo trem que nos levaria a Rotterdam… #Thalys #garedunord.

Europa europeus museus cidadãos imersão cultura cidadania europeia

A caminho do d’Orsay…

Brussels estações estação de trem Clique sobre a imagem para ampliá-la

Na ida para Paris, a escala em Bruxelas. Desembarcamos uns cinco minutos antes do que registra o relógio da plataforma. E seguimos viagem, conforme previsto, às 10:13. Pontualidade que não se repetiu no trajeto inverso…#BruxellesMidi #Thalys.

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Dia do Rei. Centro histórico de Haia (27/4) … #koningsdag2015 #denhaag #nederland.

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Domingo em Delft. As senhorinhas não demoraram a embarcar na proposta de um aquecimento para o “Dia do Rei”, comemorado amanhã (27), feriado nacional na Holanda…#koningsdag2015.

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Sábado à tarde, em Rotterdam, na entrada do Markthal.

Rembrandt museu Clique sobre a imagem para ampliá-la

Chegando ao Rijksmuseum para ver “Late Rembrandt”. Sexta-feira (24).

Den Haag The Hague Netherlands Holanda Países Baixos

“Anton Corbijn – Hollands Deep”, no Gemeentemuseum. Haia, 23/5.

Holland Pass. Casa dos primos família familiares parentes paulistanos cidadãos europeus Clique sobre a imagem para ampliá-la

Holland Pass em mãos, a única dúvida é saber por onde iniciaremos nossa maratona de visitas a museus.

Fotos por Adriana Paiva ©

 

Porque hoje é Dia das Crianças

 Recorte do álbum de família

Via escala no Facebook

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Nana e Tininha: Dois de nossos apelidos

Eu e minha irmã, duas “creonças pegando fogo no clube” — para tirar do baú expressões com que se referiam a nós naquela época. Foi numa dessas piscinas que eu aprendi a nadar. A foto foi feita em algum momento anterior à nossa primeira mudança para Brasília, em 1975. Depois dessa, foram mais quatro as vezes em que fomos morar na capital federal.

Inspirada pela visita do Papa Francisco

 

Do meu perfil no Facebook

Parati - Centro histórico de Paraty

Paraty ao entardecer: Uma das quatro igrejas do Centro Histórico


Posso dizer que até as vésperas de entrar na adolescência fui criada dentro dos princípios do catolicismo. Quer dizer, “criada”, em termos, já que nem Primeira Comunhão eu quis fazer. Para tremendo desgosto de minha avó, aliás, com quem aprendi todas as orações básicas. Meus pais, ambos nascidos em 1945, não são, exatamente, pessoas liberais, mas também nunca me impediram de fazer o que julgo terem sido as minhas mais importantes escolhas. Foi assim, por exemplo, com meu desejo de não cursar catecismo e, consequentemente, estar apta a fazer a Primeira Comunhão. E foi assim também quando, aos 16, 17 anos, resolvi pedir o “sannyas”, ingressar na seita do Bhagwan Shree Rajneesh (atualmente conhecido como Osho) e, para tal (por ser menor), precisei da assinatura deles no documento que seria enviado à Poona, Índia. Aceita como discípula, mudei de nome (para Ma Shanti Adriana) e passei a me vestir (apenas) com cores derivadas do vermelho. Isso tudo, vejam bem, ainda adolescente e vivendo sob o mesmo teto que meus pais e minha irmã.

De lá para cá, experimentei outros tantos credos, desilusões em quase igual medida e, hoje, não professo qualquer religião. Mas bem gostaria de ter apenas uma fagulha da fé desses peregrinos que passaram pelo Rio de Janeiro nos últimos dias.

 

 

* Ao calouro, com amor

 

 

Esplanada dos Ministérios

Esplanada dos Ministérios: Transitando por ruas onde também eu aprendi a dirigir

Em Brasília, na semana passada, à saída do Palácio do Planalto, onde estivemos, eu e minha mãe, para ver a exposição “Mulheres, Artistas e Brasileiras“. Fomos conduzidas pelo meu sobrinho Tiago, recém-matriculado no curso de Engenharia da UnB, e titular (também recente) da Carteira Nacional de Habilitação – licença à qual esta sua madrinha espera que ele continue prudentemente a fazer jus.

Das inevitáveis coincidências: como meu sobrinho, também tirei minha carteira de motorista em Brasília. E foi, igualmente, nessa mesma UnB que se deu a maior parte de minha trajetória acadêmica.

* ( Post originalmente publicado em meu perfil no Facebook ).