Desconectados. Com muito prazer

Matéria de minha autoria. Para a Revista da Cultura

Edição 99 / Outubro de 2015

 

matéria texto escrita por reportagem da jornalista Adriana Paiva matérias jornalismo ilustrações reportagens

Reportagem e texto por Adriana Paiva. Ilustrações de João Montanaro.

Eles ficam tão bem longe de seus telefones celulares e sem internet que é comum serem vistos como excêntricos. Mas, atentos às consequências da hiperconectividade, o que eles buscam é o uso consciente das vantagens do mundo digital.  Para ler a reportagem na íntegra >> clique aqui.

Inspirada pela visita do Papa Francisco

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Parati - Centro histórico de Paraty

Paraty ao entardecer: Uma das quatro igrejas do Centro Histórico


Posso dizer que até as vésperas de entrar na adolescência fui criada dentro dos princípios do catolicismo. Quer dizer, “criada”, em termos, já que nem Primeira Comunhão eu quis fazer. Para tremendo desgosto de minha avó, aliás, com quem aprendi todas as orações básicas. Meus pais, ambos nascidos em 1945, não são, exatamente, pessoas liberais, mas também nunca me impediram de fazer o que julgo terem sido as minhas mais importantes escolhas. Foi assim, por exemplo, com meu desejo de não cursar catecismo e, consequentemente, estar apta a fazer a Primeira Comunhão. E foi assim também quando, aos 16, 17 anos, resolvi pedir o “sannyas”, ingressar na seita do Bhagwan Shree Rajneesh (atualmente conhecido como Osho) e, para tal (por ser menor), precisei da assinatura deles no documento que seria enviado à Poona, Índia. Aceita como discípula, mudei de nome (para Ma Shanti Adriana) e passei a me vestir (apenas) com cores derivadas do vermelho. Isso tudo, vejam bem, ainda adolescente e vivendo sob o mesmo teto que meus pais e minha irmã.

De lá para cá, experimentei outros tantos credos, desilusões em quase igual medida e, hoje, não professo qualquer religião. Mas bem gostaria de ter apenas uma fagulha da fé desses peregrinos que passaram pelo Rio de Janeiro nos últimos dias.