Notas europeias II

 

Dias em Haia

Benoordenhout - Haia. Por Adriana Paiva

Benoordenhout: Estada na casa de parentes paulistanos


Após passarmos parte do Dia do Rei no centro de Haia, fecho a tarde como iniciei a segunda-feira: caminhando pela vizinhança.

Foto: Adriana Paiva © 

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Sobre um quase-assalto

Post publicado em meu perfil, no Facebook, em 6/2/2014

Campo de Santana

Indiferença: Diante de onde se desenrolou a tentativa de assalto, os típicos bancos de praça estavam quase todos ocupados

Hoje, no Rio de Janeiro, eu tive medo. E de um jeito que, há muito tempo, não.
Dia estressante trazendo um pouco mais de dissabor a uma semana que não começou nada tranquila. Saí do Arquivo Nacional, onde estive para ver uma exposição, e resolvi ir até o Campo de Santana, bem perto dali. A par de que a entrada do parque fecha às 17h, me apressei. Devia faltar meia hora para o portão ser trancado, quando eu entrei. O movimento de pessoas no local parecia ser o costumeiro. Fui lá para ver os gatos, sempre numerosos quando os fotografei em outras ocasiões, nos últimos três anos. Nesta tarde, não vi muitos. Em contrapartida, divisei vários patos e cotias pelo caminho. Parei um pouco para fotografar a sede da Fundação Parques e Jardins. Quando olhei para o lado, notei que havia um homem corpulento e de barba fazendo fotos dessa mesma edificação com o seu celular. Isso, de alguma maneira, me tranquilizou.

Voltei a circular e, dessa vez, mais perto das árvores e arbustos que cercam um lago alguns metros mais abaixo. Vi de novo o tal homem corpulento. Agora, sentado em um banco e, aparentemente, teclando ao celular. Mais uma vez caí na esparrela de achar que a presença dele ali era motivo para eu me tranquilizar.

Andei mais alguns passos em direção aos arbustos, encostei-me a uma árvore e fiquei espiando as cotias através da objetiva de minha Nikon. No que olho para o lado, ouço apenas: Me entrega. Não grita. Senão morre. Frases vindas de um negro alto e magro, que tirara algo de dentro da roupa e se pusera a centímetros de mim. Ainda consegui reparar que ele tinha bigode, mas não tive o ímpeto de olhar para suas mãos. Sei lá o que me deu desse momento em diante. Só sei que gritei e muito alto – agora, lembrando, soa um pouco mais ridículo. Eu gritei socorro. E, depois, mais alto ainda, “ladrão”. Sem entregar a máquina e ainda gritando (já nem lembro o que), avancei alguns passos arbustos adentro. Tudo isso sob sol brilhante e os olhares de pelo menos uma dezena de testemunhas. Quando voltei para a parte cimentada do parque, ainda pude ver o homem sair, em passadas muito rápidas, pelo outro lado. Uns senhores se aproximaram e me perguntaram o que ele tinha levado. Disse-lhes que nada. Porque, no susto, eu corri e não entreguei o que ele queria. Já me dirigindo à saída principal, comentei com o guarda que vinha em minha direção que tinha um ladrão agindo ali dentro e que ele quase me assaltara. O homem, atarracado e de cabelos brancos, fez o que me pareceu a expressão de pouco caso de quem testemunha situações como aquela muitas vezes ao dia (se é que não faz vista grossa quando as vê) ; no que estava falando ao celular, assim continuou.

Acho que em nenhuma outra ocasião, desde que voltei a morar no Rio, no final de 2008, senti o medo que eu senti hoje. Todas as minhas ações nesta tarde dentro do Campo de Santana, percebi tão logo a adrenalina baixou, foram tomadas no susto.

 

 

Para grandes apetites matutinos

 

…em passeio pelo Rio

La Fiorentina, no Leme

Boemio célebre : Estátua de Ary Barroso, em frente ao La Fiorentina

Sabe um daqueles meus 238 queixumes sobre o Rio de Janeiro ? Refresco sua memória: não haver aqui, por exemplo, muitas opções de café da manhã ao estilo pródigo de um Pé no Parque ou de uma Dona Deôla (entre dezenas de outras alternativas paulistanas). Lembro das quantas vezes, ainda morando em São Paulo (ou recebendo, aqui, amigos de fora), rodei o Rio, atrás de um lugar em que, tendo-se saido tarde de uma balada, ou acordado muito cedo, se pudesse tomar um café da manhã mais que trivial e, especificamente, no sistema de bufê.
Parece que, a partir de hoje, terei menos motivos para lamentar . O restaurante La Fiorentina, no Leme, tradicionalíssimo ponto de encontro de artistas e intelectuais cariocas, passará a funcionar 24 horas e a servir bufê de café da manhã, entre as 6h30 e as 10h.

 

E já que falei da Pauliceia …

 

Pé no Parque - Fotos por Adriana Paiva

A metros do Parque do Ibirapuera: Café da manhã saudável e fartamente servido

Dona Deôla na Pompeia

Dona Deôla, na Pompeia e em 3 outros endereços : Bufê para gostos os mais diversos