Patinetes elétricos na ordem do dia

Adesão maciça, regulamentação a caminho

transportes aplicativos compartilhados Grin Tembici Yellow Uber mulheres líderes políticas política Ipanema Beach Orla carioca 021 cariocas turistas Assembleia Legislativa do Estado do Rio blog da jornalista Adriana Paiva

Ipanema, Posto 8: Trecho de orla onde patinetes da Grin são tão numerosos quanto os da Yellow

Pelo que leio em veículos de imprensa, aqui e ali, a virada de mesa da prefeita de Paris não demorou a reverberar nas bandas de cá.

Na quinta-feira, 6 de junho, Anne Hidalgo anunciou, em uma coletiva de imprensa, medidas que visam ordenar o uso dos patinetes elétricos na capital francesa.
Na ausência de um quadro jurídico claro”, os patinetes na cidade se multiplicaram de “forma anárquica”, comunicava, no Twitter, o perfil da prefeita.  Em Paris, atualmente, 12 empresas operam nesse ramo e há cerca de 20 mil patinetes elétricos em circulação. O temor da prefeita era o de que, sem regras claras, no ano que vem esse número chegasse a 40 mil.
Além de ressaltar o fato de que o patinete elétrico é um modal que contribui para a redução do uso de veículos poluentes, Hidalgo escreveu na mesma rede social: “Não se trata de pregá-lo ao pelourinho. Mas é preciso ordem e regulamentação para garantir a segurança no trânsito e pacificar ruas e calçadas.”

Vamos lá, em caixa alta: SEGURANÇA no trânsito. PACIFICAR ruas e CALÇADAS.

Serei sempre uma ardorosa defensora dos transportes limpos. Mas espero que você que me lê aqui não saiba o que é estar andando tranquilamente pela calçada (lugar, lembremos o óbvio, onde a preferência é do pedestre) e quase ser atropelada por patinetes em alta velocidade. Pois eu sei. Por pouco, não aconteceu comigo. Em Ipanema e no centro da cidade.

fotos VLT patinetes scooters patinete Grin Orla Conde Blog da jornalista Adriana Paiva

Praça 15, Centro do Rio: Do meu Instagram

Verifica-se, no caso dos patinetes, algo semelhante ao ocorrido com outras inovações: elas chegam, conquistam hordas de adeptos, e, apenas algum tempo depois, a regulamentação acontece. Mas, também nesse caso, a sociedade começa a fazer pressão para que as regras sejam estabelecidas e de forma clara.

Reportagens veiculadas em abril passado já davam conta de que, no Rio, com o aumento exponencial do número de usuários de patinetes elétricos (a partir do final de 2018), também vinham se multiplicando os registros de acidentes – de atropelamentos de pedestres a colisões com outros veículos.
Por ora, as regras para o uso e trânsito de patinetes na capital fluminense têm caráter provisório e obedecem decreto publicado em 2018. Na ALERJ, entretanto, aumenta a pressão para que a regulamentação não demore mais a sair.

Na capital paulista, depois da decisão polêmica que resultou na retirada das ruas, no final de maio, de mais de 500 patinetes, a Grow, proprietária das marcas Grin e Yellow, anunciou, em 6 de junho, que voltava a operar normalmente, após efetuar o credenciamento da empresa junto à Secretaria Municipal de Mobilidade e Transportes de São Paulo.
Cabe lembrar: A Grow Mobility Inc. é resultado da fusão, anunciada em janeiro deste ano, da mexicana Grin, maior operadora de patinetes elétricos da América Latina, com a startup brasileira Yellow, que já liderava, por aqui, o negócio de bicicletas compartilhadas sem estação.

Outras cidades brasileiras também vêm discutindo como regular o uso do modal. Em Porto Alegre, por exemplo, a prefeitura abriu uma consulta pública para coletar opiniões da população, não apenas acerca do serviço de patinetes compartilhados no esquema ‘dockless’ (sem estação fixa), mas também sobre o de bicicletas (elétricas e convencionais).

GYN Goiânia capital goiana Setor Bueno scooters cidades economia compartilhada veículos compartilhados adrinascidades micro-mobility blog environmentally friendly electric scooters mobility Instagram da jornalista Adriana Paiva

Goiânia, abril de 2019: Operação da Grin, na capital, começou no final de março

 

* * *

 

Anúncios

Uso da bicicleta em evidência

Data instituída pela ONU, encontro brasileiro de cicloativistas e conferência internacional sediada no Rio

Uma decisão aprovada em sessão da Assembleia Geral da ONU, em abril passado, estabeleceu 3 de junho como o Dia Mundial da Bicicleta. A resolução, adotada pelos 193 paises-membros, reconhece a singularidade da bicicleta como meio de transporte por suas características de veículo acessível, versátil, ambientalmente amigável e benéfico à saúde.
Efeméride nascida neste 2018, oportuno que seja celebrada no mesmo mês do  Bicicultura, encontro anual de cicloativistas (de 8 a 10/6), e da Velo-City, conferência internacional sobre mobilidade urbana em bicicleta, que acontece no Píer Mauá (entre 12 e 15/6), marcada pelo ineditismo de ser sediada por um país da América Latina.

Mais ciclismo | Via Instagram

Foto da jornalista Adriana Paiva

De colóquios à beira-mar: Praia de Ipanema, Posto 8 * Abril, 2018.

Paris França Europa ciclistas fotos europeus musées européens vélo bicis sightseeing europeia museu turistas european museums bike riding photos by Adriana Paiva

Gente que aprecia explorar Paris a bordo de uma bicicleta. A Bike About Tours  desta minha foto no Louvre, a propósito, vem, por anos seguidos, sendo considerada, por viajantes dos quatro cantos do mundo, uma das melhores experiências de visita guiada sobre duas rodas. #TBT

foto fotos fotografia photo by Adriana Paiva

Praia de Ipanema, Maio 2018.

Museumplein Amsterdam amsterdammers Netherlands Amsterdã Países Baixos Holanda holandeses

Entre visitas ao Rijksmuseum e ao Van Gogh Museum, uma volta pela Museumplein, a praça dos museus de Amsterdã.

 

No blog | + Bikes, Ciclistas & Ciclovias:

* Urca: A pé ou de bicicletaEuropa sobre duas rodasCiclismo de estrada (recortes da Rio 2016)  * Pedalando pela Ciclovia da Paulista * Brasília: Eixão do LazerRio, verão 2015 * Outubro/Novembro 2017 * Mobilidade por bicicleta | Desafios das ciclistas de SP * À beira do Rio Sena *

* * *

Sobre coexistir

Da dificuldade de se manter, na vizinhança alheia,  comportamento equivalente ao que se mantém na própria

Fotos por Adriana Paiva

Nas dependências do Novo Leblon: Colégio Santo Agostinho e um segurança do condomínio fazendo a ronda. À direita, o shopping Rio Design Barra

Já comentei aqui que o Novo Leblon está na lista dos condomínios da Barra da Tijuca com mais completa infraestrutura.
Deixando de lado os benefícios exclusivos dos moradores para ater-me à parte comercial – no entorno mais próximo, três shoppings, entre os quais, o Rio Design Barra -, afirmo que é justamente nesse quesito que reside um sério senão. Algo que não ocorreria se as pessoas tivessem noção mais apurada do que seja uma coexistência cidadã.

Para ser franca, não sei quem mais sistematicamente desrespeita as regras internas do condominio. Se as mães descontroladas, pilotando SUVs em velocidades irresponsáveis, quando vão ao Colégio Santo Agostinho levar e buscar seus filhos, ou se o pessoal que frequenta o Rio Design e larga seus veículos, inadvertidamente, pelas ruas do Novo Leblon – de modo, é claro, a não ter que desembolsar os valores, nem sempre módicos, cobrados pelo estacionamento no shopping.

Barra da Tijuca

Avenida principal: Para não pagar estacionamento no Rio Design (ao fundo), visitantes costumam deixar seus carros junto a uma das áreas de lazer do condomínio

Do desrespeito à velocidade máxima permitida em área residencial ao estacionamento sobre as faixas de pedestres, fato é que, diuturnamente, observamos as infrações se multiplicarem. Daí que não seja raro também vermos um ou outro carro saindo guinchado do condomínio.
Dia desses, um utilitário (fotos abaixo), estacionado, displicentemente, entre meio-fio e rotatória, atravancando a passagem do ônibus exclusivo do Novo Leblon, escapou, por pouco, de ter essa mesma sorte. Foi preciso vir um segurança motorizado ao local e que este acionasse outros de seus colegas até encontrarem o dono do veículo.

Sabemos que todos estão sujeitos a emergências. Sabemos também que a maioria das pessoas que se permite ser tão displicente nessas horas não o faz sem avaliar, minimamente, o ônus advindo de sua postura.
Experimente largar seu carro, desleixadamente assim, no entorno da Praça General Tibúrcio (na Praia Vermelha). Lá, os guinchos costumam entrar em ação com bem mais celeridade.

Fotos por Adriana Paiva

* * *

 

Urca: A pé ou de bicicleta

Via Instagram

bairros cariocas transporte ativo blog da jornalista Adriana Paiva Urca Turismo

Avenida Portugal : Placa de sinalização turística próxima à famosa Mureta da Urca

Rio a pé pode ser bom. E Urca a pé, então? Seria um programa ainda mais aprazível se as calçadas não estivessem tão mal conservadas.
Como se pode depreender em uma exploração superficial deste meu IG, adoro flanar por lá. Mas também gosto muito de circular pelo bairro de bicicleta. Estações Bike Rio, a propósito, há várias. Retiro “laranjinhas”, com mais frequência, na estação da Praça General Tibúrcio e na da Avenida Pasteur / UNIRIO. Mas há outras. Se ainda não experimentou, fica aqui minha sugestão: deixe apenas passar a chuva.

*

>  Eis aqui uma lista de estações Bike Rio nos arredores:

• Estação 56: Praça General Tibúrcio / Praia Vermelha ;
• Estação 57: UFRJ / Campus Praia Vermelha . Av. Venceslau Brás, 65 ;
• Estação 58: UNIRIO / Avenida Pasteur ;
• Estação 87: IED (Istituto Europeo di Design) : Avenida João Luiz Alves, 13.

* * *

Em Paris ou no Rio de Janeiro

 Eu ando pelas ruas prestando atenção em tudo…ou quase

Atualizações via Flickr

Turistas europeias museu museus europeus

Turistas em frente ao d’Orsay: Segundo pude entender ao passar por ali, eram amigas e, com mapas e guias em mãos, discutiam as melhores maneiras de se deslocar pela cidade.

viagem França Europa Place Cambronne franceses europeus europeias mulheres francesas bairros parisienses bairro rua parisiense europeu

Contrastes do 15º arrondissement: Bons hotéis em vizinhança familiar e muitos pedintes a cada esquina.

Centro do Rio

Obras do VLT carioca: Início de abril, nas imediações da Caixa Cultural.

Ainda sobre deslocamentos

E do meu perfil, no Facebook

Moema Pássaros

Sampa, SP: De uma caminhada por minha antiga vizinhança, em Moema, onde morei entre 1999 e 2005.


Já que falávamos em trânsito (cada vez mais difícil) nas grandes cidades: perdi as contas das vezes em que fiquei engarrafada aí, dentro de táxis a caminho do Aeroporto de Congonhas (distante poucos quilômetros). Uma das principais vias do bairro, a Avenida Rouxinol fica na chamada rota dos aviões. Eu morava na Tuim, uma das transversais.
Ainda sobre o assunto deslocar-se a pé. Não há como poder fazê-lo nos arredores de onde se mora. Não sei por que, mas também me veio à memória a época em que, residindo em Brasília, um de meus trajetos preferidos era sair do meu apartamento, na 112 Sul, e caminhar até o Templo Budista da Terra Pura, na 316. Cumprir longas distâncias a pé nunca me foi problema. Tanto quanto chegar a salvo aos meus destinos, sempre me importou poder me deter nos detalhes do que eu via pelo caminho.

Em Brasília

 

Dias perfeitos para carros na garagem

 

Eixão do Lazer em Brasília - Foto Adriana Paiva

Eixão do Lazer na Sexta-feira da Paixão

O Eixão (pista central do chamado Eixo Rodoviário) que, nos dias úteis, é uma das mais movimentadas vias de Brasília, nos domingos e feriados nacionais, vira área de lazer  (entre 6h e 18h). Nas sete faixas que cobrem as asas Sul e Norte do Plano Piloto, perfazendo pouco mais de treze quilômetros, circulam todos os tipos de tribos.

Na manhã da sexta-feira santa, encontrei durante minha caminhada muitas famílias, dezenas de ciclistas (alguns, aparentemente, aprimorando performance), skatistas, pedestres acompanhados de seus cães e até um grupo de patinadoras ensaiando coreografias. A via não era fechada quando morei na 112 Sul, entre 1986 e o início de 1991. Mas circulei bastante por ali, quando voltei a Brasília e fui morar na 103 Norte.

Em maio próximo, o Eixão do Lazer completa 21 anos. Vida longa a essa que, possivelmente, é uma das áreas de lazer mais democráticas da cidade.