“Em manutenção”

 

O Rio das vocações irrealizadas

 

MNBA Por Adriana Paiva

Atrás da balaustrada em reparos, parte do quadro “Invocação à Virgem”, óleo sobre tela de Victor Meirelles, concluído em 1898.

 

O exemplo aparentemente simples e a interrogação inevitável: e o que, neste Rio de Janeiro, não se encontra em manutenção ou com o prazo de realização vencido?
Fui ao MNBA, a propósito, esperando ver a exposição Testemunhos da Fé: Olhares sobre o Sagrado, cuja abertura era estimada para ontem (6/4). Depois de pagar a entrada, fiquei sabendo que, não apenas a mostra ainda estava sendo montada, como o sistema de refrigeração, em algumas das salas expositivas, não estava funcionando. Também nada dos adesivos que costumam ser usados para identificar o visitante, nem sequer material informativo sobre a instituição ou as exposições em cartaz. Convém ressaltar que algumas dessas situações seguem idênticas ao que eram em abril de 2013, período em que o museu voltou a cobrar ingresso

 

De marchas e de carnavais

 

Rio de Janeiro, 2014

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Avenida Rio Branco

Avenida Rio Branco: Bloco de evangélicos

Não. Não se trata de um recorte da Marcha da Família com Deus e o retrocesso. Mas não fica muito longe disso. Esse foi um encontro de evangélicos da igreja Vida Nova, na Avenida Rio Branco, no começo de março, em plena terça-feira de carnaval. Com o desfile do chamado “Bloco Cara de Leão”, a igreja conseguiu reunir na avenida centenas de seguidores. Algo que, para minha também surpresa, já acontece há pelo menos 17 anos. Li um dos fundadores da Vida Nova, o pastor Ezequiel Teixeira, dizer em entrevista que a existência do “bloco evangelístico” não deve ser interpretada como apoio de sua igreja ao carnaval, já que essa é, em seu entender, uma festa “tremendamente maligna”. Afirmação que ganha contornos um pouco mais inquietantes quando se sabe que a ‘agremiação’ criada por ele, no final da década de 1990, apresenta-se deste modo, em sua página na Internet: ”Bloco Cara de Leão – Evangelismo estratégico”. Pois é também assim, travestida de iniciativa alegre e inofensiva, que esse tipo de manifestação ganha cada vez mais adesões. Medo. Em caixa alta, para que não restem dúvidas: MEDO.

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Meu carnaval também , aqui, e acolá.

 

Dos caminhos que já percorri

 

Antes de Osho era Bhagwan S. Rajneesh

Post publicado, originalmente, no Facebook

De macrobiótica a vegetariana - Meditação ioga alimentação natural estilo de vida vegetariano

Meu sannyas (Ma Shanti Adriana): Do sânscrito: “Ma” = consciência ; “Shanti” = paz

Acima, parte da carta, chegada do Rajneeshpuram, no Oregon (EUA), com o meu nome de sannyasin. Queria achar o resto do conteúdo do envelope. Lembro que trazia um bonito poema.

Já contei, en passant, essa história aqui. A revirada no baú foi motivada por esta matéria de O Globo: http://glo.bo/1dcYvYb.
Comecei a meditar por volta dos 16 anos; um pouco depois de deixar de comer carne e imediatamente antes de entrar para a seita do Rajneesh. Pratiquei muita “Nataraj” na época em que freqüentei o ashram da Paula Matos, em Santa Teresa. Depois, saindo da seita, e com as tantas mudanças de cidade, acabei deixando de meditar, mas vivo cogitando retomar. Sempre no encalço de fórmulas para combater a ansiedade e minha natural tendência à melancolia. Preciso dizer que, com esses mesmos propósitos, também experimento ótimos efeitos com dança, corrida e natação. O que não quer dizer que meditação esteja fora de minha lista de atividades a serem retomadas em 2014.

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Inspirada pela visita do Papa Francisco

Do meu perfil no Facebook

 

Parati - Centro histórico de Paraty

Paraty ao entardecer: Uma das quatro igrejas do Centro Histórico


Posso dizer que até as vésperas de entrar na adolescência fui criada dentro dos princípios do catolicismo. Quer dizer, “criada”, em termos, já que nem Primeira Comunhão eu quis fazer. Para tremendo desgosto de minha avó, aliás, com quem aprendi todas as orações básicas. Meus pais, ambos nascidos em 1945, não são, exatamente, pessoas liberais, mas também nunca me impediram de fazer o que julgo terem sido as minhas mais importantes escolhas. Foi assim, por exemplo, com meu desejo de não cursar catecismo e, consequentemente, estar apta a fazer a Primeira Comunhão. E foi assim também quando, aos 16, 17 anos, resolvi pedir o “sannyas”, ingressar na seita do Bhagwan Shree Rajneesh (atualmente conhecido como Osho) e, para tal (por ser menor), precisei da assinatura deles no documento que seria enviado à Poona, Índia. Aceita como discípula, mudei de nome (para Ma Shanti Adriana) e passei a me vestir (apenas) com cores derivadas do vermelho. Isso tudo, vejam bem, ainda adolescente e vivendo sob o mesmo teto que meus pais e minha irmã.

De lá para cá, experimentei outros tantos credos, desilusões em quase igual medida e, hoje, não professo qualquer religião. Mas bem gostaria de ter apenas uma fagulha da fé desses peregrinos que passaram pelo Rio de Janeiro nos últimos dias.

 

 

 

Entre a Eco 92 e a Rio+20

Recortes das experiências desta jornalista


Quando vim cobrir a Rio 92, ainda na condição de estudante de jornalismo, o cenário era muito distinto do atual. E eram basicamente dois os locais onde trabalhávamos. No Aterro do Flamengo, onde hoje (15/6) inaugura-se a Cúpula dos Povos, tínhamos o Fórum Global.

Hospedávamo-nos no Forte de Copacabana (graças à cortesia do então comandante, o coronel Teixeira Neto) e tínhamos um ônibus turístico à nossa disposição. Dadas as restrições para a locomoção de vinte e poucos alunos, todos os dias precisávamos decidir: sair para cobrir os eventos tão mais “sisudos” do Rio Centro (na zona oeste da cidade) ou para acompanhar a farra polifônica e multicolorida do Fórum Global (na zona sul). Diante disso, diariamente eu sofria com o que me pareciam dilemas insolúveis. E pensar que, entre meus colegas, havia quem quisesse sobretudo pegar uma praia.

Rio de Janeiro, 1992

ONU imagens arquivos estudante de jornalismo Adriana Paiva Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e o Desenvolvimento Global Earth Summit
Personagem folclórico do Rio, Beijoqueiro em congraçamento com indianas, no Fórum Global

acervo memória TV Globo jornalistas Alexandre Garcia e Valéria Monteiro Repórteres da TV Globo alunos de faculdade de jornalismo comunicação telejornalismo Rede Globo - Rio Centro
Representando a Rede Globo, no Rio Centro, os coleguinhas Alexandre Garcia e Valéria Monteiro

Iluminado monge japonês no Rio Centro zen budismo budistas japoneses Nihon nihonjin Japan religião budistas
Vindo do Japão para o evento, o monge zen-budista Kido Inoue também circulou por lá

Graffiti em Botafogo
Leonel Brizola, governador do Rio em 1992 : Depoimento para TV japonesa

Rio de Janeiro, vinte anos depois

Rio+20 – Quinta-feira, 14/6

Dia de palestras e visita a mostras e estandes de países e estados. Bastante proveitosa a ida ao estande do Japão onde, na esperança de encontrar o monge zen Kido Inoue (que conheci durante a Eco 92), acabei engatando ótimo papo com Yuki, representante da Asahi Glass Foundation, instituição japonesa que há vinte anos concede o “Blue Planet Prize” a pessoas que se destacam na área ambiental.

Algodão colorido - Estande da Embrapa
No Parque dos Atletas, o algodão produzido pela Embrapa: Colorido naturalmente

Projeto da Coppe - UFRJ

O H2+2, ônibus híbrido a hidrogênio com tração elétrica: Projeto da Coppe/UFRJ

A Terra Vista do Céu

A Terra Vista do Céu : Exposição de Yann Arthus-Bertrand fica até 24/6 na Cinelândia