A soma de todas as insatisfações

 

E outro tanto de circo e carnaval

De uma ida ao centro do Rio e a surpresa de encontrar uma manifestação no meio do caminho

.

manifest_camara_exibidos31ct800ss

Escadaria da Câmara Municipal do Rio: Reivindicações legítimas e exibicionismo

Ontem (24/6), no meio da tarde, passei pela frente do CCJF (fechado às segundas-feiras) e encontrei as portas e janelas cobertas por tábuas. No portão, perguntei ao guarda se as manifestações haviam deixado muitos prejuízos. Ele me disse que não e que a medida dos tapumes era apenas precaução, já que o prédio tem grande valor histórico e havia rumores de que uma nova manifestação aconteceria dali a pouco. Sem perceber na circunvizinhança nenhum movimento que sugerisse que haveria mesmo alguma manifestação por ali (depois soube que os manifestantes estavam na Candelária), atravessei a Rio Branco em direção à Livraria Cultura, que também já começava a baixar portas – a exemplo de boa parte do comércio das redondezas. Fiquei pouco tempo por lá. De volta à Praça Floriano, resolvi sentar no Amarelinho para tomar alguma coisa. Aí eram perto de cinco e meia da tarde. Paguei a conta e me levantei para pegar o Metrô. No que me encaminho à estação, olho para a direção do Theatro Municipal e vejo dois grupos de PMs ladeando-o em cada uma das esquinas. Claro que desisti de voltar pra casa. Do contingente de policiais multiplicar-se à chegada de hordas de fotógrafos, foi um pulo. Quando olhei em torno, a Avenida Rio Branco já estava fechada ao trânsito e a Cinelândia lotada. Segundo estimativas da Polícia Militar do Rio de Janeiro, estiveram na manifestação cerca de 2 mil pessoas.

>> Veja outras imagens no meu perfil, no Facebook.


Anúncios

Direitos humanos em cena

 

Na edição 71 da Revista da Cultura

 

Estas veias que não gecham 

Bastidores de Mais Náufragos que Navegantes :  Oscar Niemeyer em uma de suas últimas entrevistas.

 

>> Clique para ler minha reportagem na íntegra.

Criatividade de nossos políticos …

Ou típico chiste carioca ?

 

Centro do Rio - Foto por Adriana Paiva

De um Rio de Janeiro que, quando não chega a me encher os olhos, me lembra que, há não muito tempo, passei a ter na cidade meu domicílio eleitoral. Registrei a cena, em agosto passado, enquanto visitava galerias e museus, no centro da cidade. De um lado, o botequim, onde o vereador mantém seu “gabinete de rua”. Do outro, um não menos suspeito “Cine Orly” (clique na imagem para vê-la ampliada).
A página do vereador, no site da Câmara Municipal do Rio de Janeiro.

 

Pai e mãe, ouro de mina

 

Os filhos que queremos (e podemos) ser

 

Jornalista Eliane Brum. Foto da revista Época

 

Em sua coluna da semana, Eliane Brum explora um tema que, vez ou outra, volta a revisitar sua escrita: como viver a inversão de papéis de filhos cuidados, que um dia fomos, e passarmos a filhos responsáveis por nossos pais? Ainda não vivo a situação, uma vez que os meus não chegaram aos 70 (são ambos de 1945), mas já me inquieto ante às possibilidades. Imagino que todos esperemos dar aos nossos pais nunca menos do que eles nos deram. E refiro-me, sobretudo, a carinho, acolhimento, segurança.

 

Foto: Arquivo/Época

 

Outros vinte

 

Acabo de publicar no meu perfil do Facebook

 

Manifestação estudantil no centro de Campo Grande, MS - Contra Fernando Collor de Melo - Manifestante pro-PT
“Fora, Collor”: Manifestação de estudantes no centro da capital sul-matogrossense

Lembrando que, há exatos vinte anos e um dia, em 29/9/1992, tinha início o processo que culminaria no impeachment do então presidente da República Fernando Collor de Mello. E eu estava lá, entre os caras-pintadas, jovenzinha e transbordante de otimismo.

 

Em Brasília

 

Dias perfeitos para carros na garagem

 

Eixão do Lazer em Brasília - Foto Adriana Paiva

Eixão do Lazer na Sexta-feira da Paixão

O Eixão (pista central do chamado Eixo Rodoviário) que, nos dias úteis, é uma das mais movimentadas vias de Brasília, nos domingos e feriados nacionais, vira área de lazer  (entre 6h e 18h). Nas sete faixas que cobrem as asas Sul e Norte do Plano Piloto, perfazendo pouco mais de treze quilômetros, circulam todos os tipos de tribos.

Na manhã da sexta-feira santa, encontrei durante minha caminhada muitas famílias, dezenas de ciclistas (alguns, aparentemente, aprimorando performance), skatistas, pedestres acompanhados de seus cães e até um grupo de patinadoras ensaiando coreografias. A via não era fechada quando morei na 112 Sul, entre 1986 e o início de 1991. Mas circulei bastante por ali, quando voltei a Brasília e fui morar na 103 Norte.

Em maio próximo, o Eixão do Lazer completa 21 anos. Vida longa a essa que, possivelmente, é uma das áreas de lazer mais democráticas da cidade.

Metrô – Para a “gente diferenciada” de todos os matizes

Moema

Moema: Estação do Metrô prevista para 2015

A linha de Metrô que atenderá Moema, bairro nobre da zona sul de São Paulo, tem previsão de ficar pronta em 2015. As desapropriações já ocorrem há algum tempo e os tapumes já estão lá — acima, na esquina das avenidas Ibirapuera com a Rouxinol.

Quando morei em Moema, entre 1999 e 2005, teria adorado contar com essa que é uma das mais cômodas formas de locomoção dentro do perímetro urbano. Prescindindo, assim, mais frequentemente, de pegar táxis ou de tirar meu carro da garagem — veículo este que eu já mal usava em idos de 2004, dado, sobretudo, o enorme desgaste envolvido em dirigir no trânsito de SP. Lembro, a propósito, da imensa rejeição por parte dos moradores locais à construção de uma estação de Metrô naquela vizinhança, sob argumentação (obtusa) semelhante à partida de certa ala dos residentes de Higienópolis, que, em polêmica recente, alegavam que tal construção aumentaria o afluxo de pessoas de outros bairros (a tal ‘gente diferenciada’), levando as mazelas dessas para a região e, em última análise, desvalorizando as propriedades do entorno. Lamentável que pela visão estreita de uns — e com espantosa frequência — sejamos todos onerados.