Antes de desativar seu perfil no Instagram…

Pense bem; não há garantia de que você reveja suas fotos

Aqui, um resumo do que ocorreu comigo: Em 24 de julho de 2017, desativei minha conta no Instagram. Ao reativar, no dia seguinte, constatei que cerca de 750 de minhas imagens haviam desaparecido. Embora os sucessivos contatos com o suporte da rede social, em momento algum, eu obtive retorno. Dado o espantoso volume de queixas semelhantes, partidas de outros usuários, qual não foi a minha decepção ao concluir que falta de feedback é praxe do Instagram

Museu Municipal de Haia - Foto pde Adriana Paiva

‘Hollands Deep’,  mostra do fotógrafo Anton Corbijn no Museu Municipal de Haia: Imagem (re)publicada no Instagram

 

Escrevi, em 26 de julho:

Sim, este é um ‘repost’. E um ‘repost’ em sinal de protesto. Pois que sigo inconformada com o sumiço de minhas fotos. M-I-N-H-A-S. Todos registros de minha autoria, convém enfatizar. Das mais de 1000 imagens publicadas, de 2013 para cá, restaram 250. Como assim? Por quê? Aonde foram parar? Entrei em contato com o suporte do Instagram, mas, como sói ocorrer nessas circunstâncias, não obtive nenhum retorno. Pesquisando na Internet, descobri que outros usuários passaram por situações semelhantes, ao desativarem seus perfis e reativarem algum tempo depois. Entre inúmeras reclamações e um e outro relato desesperado — de gente que, como eu, fez contatos infrutíferos com o suporte –, encontrei até quem relatasse ter perdido uma “galeria” inteira, ao desativar sua conta aqui. E aí?  Fica por isso mesmo?

Voltei ao assunto, quatro dias depois:

Roterdã Paris - Foto de Adriana Paiva

Ainda à espera de ter minhas fotos de volta. Li em queixumes por aí, entretanto, que, justamente quando menos se espera, é que as imagens costumam retornar à sua galeria (…)  No meu caso, que tenho usado o Instagram, sobretudo de forma lúdica, é certo que já não verei a mesma graça em continuar postando. Só não me aborreço mais porque tenho o backup de tudo o que já publiquei aqui. A exemplo deste registro, que fiz a bordo de um trem da Thalys, viajando de Rotterdam a Paris.
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Quando o verão dá uma trégua

 

Mais uma tarde na Urca

Pista Cláudio Coutinho

 

Pista Claudio Coutinho

Com entrada à esquerda da Praia Vermelha, a pista, também conhecida como Caminho do Bem-te-Vi, recebe muitos turistas e praticantes de atividades físicas, como trekking e escalada

 

Resolvi me aventurar a uma caminhada por lá porque não era tão intenso o calor àquela altura da tarde. Dado que minha disposição para atividades físicas ‘outdoor’, nessa época do ano, não é das mais constantes, quis aproveitar a rara combinação entre sol, vento e céu azul.

Há tempos, não encontrava a pista tão movimentada em um início de semana. O que em parte deve se explicar pelo fato de a cidade ainda vir recebendo muitos turistas em férias. Um pessoal que, quando visita o lugar, não raro quer conhecer a Trilha do Morro da Urca, uma subida de aproximadamente 900 metros de extensão, que conduz até o topo do morro, onde se encontram a 2ª e a 3ª estações do teleférico do Pão de Açúcar – entre nós, carinhosamente chamado de “bondinho”. Nessa tarde, vi alguns grupos de crianças acompanhadas de adultos, fazendo a descida pela trilha.

Ah, sim, convém lembrar que o portão de acesso à pista fica aberto, diariamente, entre 6h e 18h, e que ali é proibida a entrada de bicicletas, bem como vedado o uso de skates e patins.

 

Terrier Brasileiro

Do Instagram: Um tempo por ali, para ver o mar emoldurado e me hidratar. 

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Sobre duas rodas: Grafite em plagas chilenas

 

Bike Santiago

‘Ruta Graffiti Bellavista’

Vi o vídeo no Twitter, outro dia, e, imediatamente, pensei no Tiago. Nesse breve período morando na capital chilena, ele já se tornou, também lá, um assíduo usuário do sistema de bicicletas compartilhadas.

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+ [  Arte urbana, aqui, no blog  ] 
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Urca: A pé ou de bicicleta

Via Instagram

Urca Turismo

Avenida Portugal : Placa de sinalização turística próxima à famosa Mureta da Urca

Rio a pé pode ser bom. E Urca a pé, então? Seria um programa ainda mais aprazível se as calçadas não estivessem tão mal conservadas.
Como se pode depreender em uma exploração superficial deste meu IG, adoro flanar por lá. Mas também gosto muito de circular pelo bairro de bicicleta. Estações Bike Rio, a propósito, há várias. Retiro “laranjinhas”, com mais frequência, na estação da Praça General Tibúrcio e na da Avenida Pasteur / UNIRIO. Mas há outras. Se ainda não experimentou, fica aqui minha sugestão: deixe apenas passar a chuva.

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>  Eis aqui uma lista de estações Bike Rio nos arredores:

• Estação 56: Praça General Tibúrcio / Praia Vermelha ;
• Estação 57: UFRJ / Campus Praia Vermelha . Av. Venceslau Brás, 65 ;
• Estação 58: UNIRIO / Avenida Pasteur ;
• Estação 87: IED (Istituto Europeo di Design) : Avenida João Luiz Alves, 13.

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Em Paris ou no Rio de Janeiro

 

Eu ando pelas ruas prestando atenção em tudo…ou quase

 

Atualizações via Flickr

Turistas

Turistas em frente ao d’Orsay: Segundo pude entender ao passar por ali, eram amigas e, com mapas e guias em mãos, discutiam as melhores maneiras de se deslocar pela cidade.

 

Place Cambronne

Contrastes do 15º arrondissement: Bons hotéis em vizinhança familiar e muitos pedintes a cada esquina.

 

Centro do Rio

Obras do VLT carioca: Início de abril, nas imediações da Caixa Cultural.

Bicicletas, ciclistas e ciclovias

 

Capítulo: Europa 2015

Mais uma série nascida no Instagram

Le Pont Royal - Paris

De pedaladas em Paris sob um céu de invariáveis tons dramáticos.

 

Paris

Atravessando a Pont Royal.

 

Amsterdam Centraal

Encontros na saída da estação Amsterdam Centraal; a caminho do Rijksmuseum.

 

Le Pont Royal - Paris

Ciclovia próxima à Museumplein, praça cercada por alguns dos principais museus de Amsterdã.

Rijksmuseum
E sob o Rijksmuseum, a sempre movimentada passagem para ciclistas.

 

Enseada de Botafogo

Cair da tarde na Museumplein. A meio caminho entre o Rijks, o Van Gogh e o Stedelijk Museum.

 

Centro do Rio

Centro de Haia. Saída da galeria De Passage.

 

Barra, Posto 5

Dentro do carro, voltando para a casa dos primos, em Benoordenhout.

 

Barra, Posto 5

Centro de Delft. Véspera do Dia Do Rei.

 

 

 

Aproximações marítmas

 

Janeiro de 2015

Via Instagram

Pão de Açúcar visto da Ilha de Villegagnon

Meio que sem querer, colecionando ângulos da Baía de Guanabara.
Aí, a caminho da Escola Naval, na Ilha de Villegagnon.

Baía de Guanabara - Ilha Fiscal

…Por um atalho pego equivocadamente, na saída do Aeroporto Santos Dumont, fomos parar aí, à beira da Baía de Guanabara, de onde se divisam a Ilha Fiscal e a Ponte Rio-Niterói.

Enseada de Botafogo

Enseada de Botafogo. A caminho do Santos Dumont.

Centro do Rio

Caminhamos sem pressa | Ipanema, Posto 8.

Barra, Posto 5

Praia da Barra da Tijuca, Posto 5.

 

Fotos por Adriana Paiva © 

Houve, outra vez, uma Copa do Mundo

 

Instagram : Rio, Junho | Julho 2014

 

Longe de estádios, já que não gosto de futebol, um pouco do que vi do Mundial no Brasil

 

Call me Helium

Lá vai o menino, o país do futebol como souvenir.

 

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Praia de Copacabana

De como podem ser divertidas as crianças quando entregues aos seus momentos lúdicos. Todas as vezes em que a bola correu pela areia, foi muito engraçado observar com que empenho a menina tentou tomá-la do garotinho com a camisa do Neymar.

 

Bra x Ger

Brasil e Alemanha. Bonitas as bandeiras tremulando juntas sobre as areias de Copacabana. E que hoje, no gramado, vença a seleção mais merecedora. Terça-feira, 8 de julho

Fifa, Fuleco, argentinos

Sei de muitos cariocas que, ainda antes de a Copa terminar, já admitem que sentirão falta da alegria e da cordialidade dos argentinos. Esses fofos eu encontrei ontem, em Copacabana. Primeiro, dentro da loja da Fifa. Depois, lá fora, se revezando entre deixarem-se fotografar ao lado do Fuleco e atender àqueles que os abordavam pedindo, também, uma foto com o mascote. Quando saí dali, já quase não os enxergava em meio a tantos turistas.

Ipanema, Brasil

Será que era isso mesmo? Uma orgulhosa brasileira no meio de um punhado de chilenos? Não estou certa, mas me divirto ao conjecturar. Divisei-os, dia desses, no trecho de mar em frente ao Praia Ipanema Hotel.

 

Hino à Bandeira

Nos momentos de festa ou de dor”. Ela, a já não tão “sagrada bandeira”, embalando corpos e enfeitando cabeças.

 

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Praia de Copacabana

De coincidências. Ou para provar que minha intimidade com os assuntos do mundo futebolístico está mesmo perto de nula. Fiz esta foto quando estive em Copacabana, dias antes da abertura da Copa do Mundo. Fincada no calçadão, a meio caminho do meu destino, a propaganda da Adidas me chamou a atenção. Àquela altura, entretanto, eu não reparara que o personagem a ilustrá-lá era o hoje mundialmente execrado Luís Suárez. A bem da verdade, até o Mundial começar, eu nada sabia sobre a sua pessoa. E mesmo quando comentei, em redes sociais, que havia achado bonita a maneira como o jogador comemorou seus gols na partida contra a Inglaterra, eu não o associei à tal propaganda. Agora, com todo um passado de atos violentos vindo à tona, só posso aplaudir a decisão da Fifa de banir o atleta da competição.

 

Praia de Copacabana

De entrevistas à beira-mar. Uma Canon no tripé e será que o inglês na ponta da língua?

Praia de Copacabana

Nas areias daquela mesma #Copacabana… Ora, e se não seria verde e amarela a bola da pelada dos turistas?

Copa de todos os credos

Copacabana, Posto 6: Turistas dos mais variados credos e nações. Segunda-feira, 9 de junho.

 

Copa - Ambulantes

Porque #vaitercopa, há muita gente apostando todas as suas fichas. Copacabana, Posto 5.

 

Da série: Com a deixa da notícia

Operação do Procon no bairro da Urca

Nove dos treze estabelecimentos vistoriados são autuados e receberão multa

Praia Vermelha

Pão de Açúcar visto do CMPV : É no interior do clube que fica o restaurante Terra Brasilis

Triste o desempenho da Urca na operação pré-Copa do Procon. Dos treze estabelecimentos vistoriados, na última quarta-feira, nove foram autuados. Algumas dessas atuações não me surpreendem de todo. O Terra Brasilis, por exemplo, é um restaurante no limiar do razoável – o mais interessante dali, a meu ver, é a generosa vista do Pão de Açúcar. O que mais choca, nesse levantamento, é o número e o tipo de irregularidades encontradas. Situação ainda mais preocupante quando se sabe que o lugar fica invariavelmente lotado, na hora do almoço. É grande a frequência de estudantes e professores da Unirio, Ateliê da Imagem, IME, etc., instituições vizinhas daí. Sem falar das numerosas levas de turistas.

Desde que comecei a frequentar o lugar, em meados da década de 1980, quando morei no bairro, o restaurante passou por umas tantas administrações e trocas de nomes. Depois da mais recente dessas mudanças, estive lá algumas vezes. Em nenhuma delas saí com a convicção de que valesse realmente a pena retornar.

 

Brasília sempre presente

 

Outro aniversário lembrado no Instagram

 

Ibirapuera

(…) Começo aqui uma série em homenagem à cidade. E o faço com registro de uma daquelas tardes de céu dramático, típicas de quando recomeça o período de chuvas. Aí um dos muitos skatistas que costumam lotar a ampla área que circunda o Museu Nacional, na Esplanada dos Ministérios. #bsb54.

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Bsb - vista aérea

Primeira visão de Brasília eu a tive do alto, aos sete anos de idade, quando eu e minha família fomos morar na cidade.O estranhamento infantil diante da terra vermelha a perder de vista continua entre minhas melhores lembranças dos dias de chegada.
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Seca em Brasília

Mesmo em plena seca, há quem mantenha inalterado o hábito das longas caminhadas. O casal eu fotografei, há não muito tempo, na altura da 103 Norte.

 

Bsb, fim da estiagem

Fiz essa foto logo após um período histórico de seca em Brasília. Tinham sido quatro meses sem chuvas. E quando elas voltaram, vi pelas ruas do Plano Piloto o mesmo milagre da multiplicação de ambulantes vendendo guarda-chuvas, que eu me acostumara a ver no centro de SP. Algo que, nesse dia, não deixou de ser uma forma de redenção.

 

A caminho do Teatro Nacional

Sob o imponente céu. A meio caminho entre o CNB e o Teatro Nacional Claudio Santoro.

 

Pontão do Lago Sul

O homem e seu lar sobre rodas. Esplanada dos Ministérios, abril de 2010 — véspera do 50° aniversário de Brasília.

 

Vista do Coco Bambu

Fechando a série #bsbnotas : Canoagem no Lago Paranoá. Registro feito da varanda do restaurante Coco Bambu.

 

Notas Paulistanas

 

Mais uma série no Instagram

 

Ibirapuera

Tamanha a saudade da Pauliceia me bateu hoje, que resolvi reabrir os arquivos de meus agridoces (dez) anos de moradia na cidade. Inicio a série com esta feita de dentro do carro. Provavelmente a caminho de casa, em Moema. Lá fora, vestígios da chuva e o famoso Monumento às Bandeiras.

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Praça Coronel Fernandes de Lima

Com ares interioranos e nome de milico, essa praça é uma *gracinha, no coração de Moema. Gostava de incluí-la no meu trajeto de casa até o “Pé no Parque”, na Hélio Pellegrino com a Inhambu, onde, não raro, tomava café da manhã — àquela altura, um dos melhores da zona sul de SP.

 

Parque Ibirapuera

De domingos no parque. O Ibirapuera era um destino frequente, tanto na época em que morei em Moema quanto, anos mais tarde, na fase em que vivi no Campo Belo — ambos bairros vizinhos daí. E como esquecer a série “Pão Music”? Um dos primeiros shows a que assisti, tão logo me mudei para São Paulo, em 1998, foi o de Gal Costa.

 

Cow Parade

Arte ou o mais descartável entretenimento ? A polêmica fervia e mal desembarcara em São Paulo a primeira edição brasileira da #CowParade. Estávamos em 2005. No começo, foi mesmo divertido andar pela cidade e dar de cara com uma dessas multicoloridas vaquinhas. Customizada pela artista plástica Patrícia Golombek, a “Cowmen Miranda” ficava na Avenida Paulista, bem em frente ao prédio do @itaucultural.

 

Campo Belo

Outra de minha ex-vizinhança. Só que, agora, no Campo Belo. Onde mais teria-me sido possível saber que irmãs carmelitas são dadas a flanar em grupo? Certo dia, em que também saía a passeio, divisei-as subindo a Rua Princesa Isabel, do outro lado da calçada. Provavelmente, rumo ao convento, próximo daí. E o que me pareceu tão interessante quanto, uma delas carregava uma sacolinha da Kopenhagen.

 

Imã Foto Galeria

Encerro mais uma série de “notas paulistanas” com este registro de uma tarde na Imã Foto Galeria, onde participei, ao lado de outros jornalistas, de entrevista com Walter Firmo – especialmente gravada para o site do fotógrafo Claudio Versiani.

Sobre um quase-assalto

Post publicado em meu perfil, no Facebook, em 6/2/2014

Campo de Santana

Indiferença: Diante de onde se desenrolou a tentativa de assalto, os típicos bancos de praça estavam quase todos ocupados

Hoje, no Rio de Janeiro, eu tive medo. E de um jeito que, há muito tempo, não.
Dia estressante trazendo um pouco mais de dissabor a uma semana que não começou nada tranquila. Saí do Arquivo Nacional, onde estive para ver uma exposição, e resolvi ir até o Campo de Santana, bem perto dali. A par de que a entrada do parque fecha às 17h, me apressei. Devia faltar meia hora para o portão ser trancado, quando eu entrei. O movimento de pessoas no local parecia ser o costumeiro. Fui lá para ver os gatos, sempre numerosos quando os fotografei em outras ocasiões, nos últimos três anos. Nesta tarde, não vi muitos. Em contrapartida, divisei vários patos e cotias pelo caminho. Parei um pouco para fotografar a sede da Fundação Parques e Jardins. Quando olhei para o lado, notei que havia um homem corpulento e de barba fazendo fotos dessa mesma edificação com o seu celular. Isso, de alguma maneira, me tranquilizou.

Voltei a circular e, dessa vez, mais perto das árvores e arbustos que cercam um lago alguns metros mais abaixo. Vi de novo o tal homem corpulento. Agora, sentado em um banco e, aparentemente, teclando ao celular. Mais uma vez caí na esparrela de achar que a presença dele ali era motivo para eu me tranquilizar.

Andei mais alguns passos em direção aos arbustos, encostei-me a uma árvore e fiquei espiando as cotias através da objetiva de minha Nikon. No que olho para o lado, ouço apenas: Me entrega. Não grita. Senão morre. Frases vindas de um negro alto e magro, que tirara algo de dentro da roupa e se pusera a centímetros de mim. Ainda consegui reparar que ele tinha bigode, mas não tive o ímpeto de olhar para suas mãos. Sei lá o que me deu desse momento em diante. Só sei que gritei e muito alto – agora, lembrando, soa um pouco mais ridículo. Eu gritei socorro. E, depois, mais alto ainda, “ladrão”. Sem entregar a máquina e ainda gritando (já nem lembro o que), avancei alguns passos arbustos adentro. Tudo isso sob sol brilhante e os olhares de pelo menos uma dezena de testemunhas. Quando voltei para a parte cimentada do parque, ainda pude ver o homem sair, em passadas muito rápidas, pelo outro lado. Uns senhores se aproximaram e me perguntaram o que ele tinha levado. Disse-lhes que nada. Porque, no susto, eu corri e não entreguei o que ele queria. Já me dirigindo à saída principal, comentei com o guarda que vinha em minha direção que tinha um ladrão agindo ali dentro e que ele quase me assaltara. O homem, atarracado e de cabelos brancos, fez o que me pareceu a expressão de pouco caso de quem testemunha situações como aquela muitas vezes ao dia (se é que não faz vista grossa quando as vê) ; no que estava falando ao celular, assim continuou.

Acho que em nenhuma outra ocasião, desde que voltei a morar no Rio, no final de 2008, senti o medo que eu senti hoje. Todas as minhas ações nesta tarde dentro do Campo de Santana, percebi tão logo a adrenalina baixou, foram tomadas no susto.

 

 

Rock in Rio

Recortes de uma outra edição

 

De uma vinda de São Paulo para participar da cobertura jornalística da edição de 2001 do festival

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Sheryl Crow. Coletiva durante RIR 3

Sheryl Crow posa para fotógrafos ao final da coletiva de imprensa que aconteceu no Hotel InterContinental, em São Conrado.

 

Cidade do Rock. Rock in Rio III

Chegando à Cidade do Rock, durante o Rock in Rio 3, em janeiro de 2001.

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Rock in Rio 3 - Janeiro 2001

 Não lembro quem é o esfuziante rapaz, mas o motivo da animação devia estar ali, a metros de nós, no palco da “Tenda Raízes”.

 

Cidade do Rock. O repouso do ambulante

Nas costas do ambulante, os valore$ praticados naquele verão de 2001.

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Rock in Rio 3 - Iron Maiden

Publico esta, mas não poderia me abster de igualmente registrar: não gosto de Iron Maiden. Na verdade, nunca gostei de heavy-metal. Entretanto, ainda sendo muito justa, adorei a experiência de fazer fotos de um show tão bem produzido e cheio de efeitos como o realizado durante o Rock in Rio por Bruce Dickinson e seus companheiros de banda. Eu, que já vinha fotografando espetáculos desde a adolescência, saí dali convicta de que a energia e a presença de palco do pequenino Dickinson são capazes de arrebatar o mais indiferente dos espectadores.

 

+ Rock in Rio (e outros festivais), no meu site >>

 


Museu de Arte do Rio

 

Amanhã, terça-feira (5), MAR abre para visitação pública

 

Fotodiário: Aqui, registros feitos na quinta-feira passada (28/2), véspera da inauguração do museu, quando ocorreram a coletiva e a visita guiada para imprensa.

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Segundo andar do pavilhão expositivo

Acima, no segundo andar do pavilhão expositivo: Entre as 136 obras provenientes da coleção do romeno Jean Boghici, quadros de Rubens Gerchman e Antonio Dias. A cenografia da mostra tem assinatura da dupla Daniela Thomas e Felipe Tassara.

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Do meu Instagram

 

E do meu Instagram: No topo do museu, onde se vê bem a conexão entre os prédios de estilos arquitetônicos tão distintos: à direita, o Palacete Dom João VI, onde fica o pavilhão expositivo. Ao lado, o edifício que abriga a Escola do Olhar. E, mais acima, derramando-se sobre ambas as construções, uma grande onda — declaradamente inspirada nas curvas de Niemeyer.

 

Fotos por Adriana Paiva ©

 


Instagramadas do período

 

Seleção Outubro/Setembro

 

Copa - Stand up paddle

E no meio do mar, o garoto. Praticando a que, insinua-se, será a febre do próximo verão.

Stand up paddle visto do Forte de Copacabana.

 

Carlos Drummond de Andrade - 110 anos

À frente ou às costas do poeta, ecos de sua elegia carioca : “Rio diverso múltiplo. Desordenado sob tantos planos“… Drummond e, como ele mesmo escreveria, a cidade que o vive.

Texto e fotos por Adriana Paiva

Espelhos da cidade. Dentro do carro, a caminho do Armazém da Utopia, no Cais do Porto.

Por Adriana Paiva

Praia de Copacabana fervilhante, vista de uma das sacadas do Rio Othon Palace.

Foto Adri nas Cidades

Para fechar a série que fiz da sacada do Othon Palace. Giro um pouco meu pescoço à esquerda e ei-las, mais bonitas e robustas, as montanhas e as nuvens.

Cineencontro - Festival do Rio

No Armazém da Utopia, debate mediado por Pedro Butcher (Filme B) sobre o longa de animação “Uma História de Amor e Fúria”, de Luiz Bolognesi. Também presente na mesa, a cineasta Laís Bodanzky.

MNBA Italianos

A visitante em busca de informações. Mostra “Artistas Brasileiros na Itália”, no Museu Nacional de Belas Artes.


Fotos por Adriana Paiva ©

Um porto à altura

 

De uma cidade que se pretende maravilhosa

 

Armazém da Utopia

Cais do Porto: Baía de Guanabara vista do Armazém da Utopia

Entusiasmante antever, com a ajuda desse vídeo, como ficará a Zona Portuária quando o projeto de revitalização (Porto Maravilha) for concluído. Hoje, teve início a demolição de uma das rampas de acesso do Elevado da Perimetral, obra tida como vital para a reformulação viária da região do Porto. A realizar-se tudo o que se vê nessa apresentação, não apenas o acesso à região ficará facilitado, como muito mais agradável se tornará o entorno de onde hoje se realizam eventos importantes para a cidade, em segmentos como o das artes plásticas (feira ArtRio), do cinema (Festival do Rio) e da moda (Fashion Rio).


Foto por Adriana Paiva ©

 

 

Festival do Rio

 

Penúltimas

 

Estação Sesc Rio

Estação Sesc Rio, em Botafogo: Público circula durante intervalos de sessões lotadas

Hoje, entramos na última semana de Festival do Rio. Perdi a conta dos filmes vistos, numa edição em que, mais do que nas anteriores, tenho me concentrado nos documentários e nas mostras voltadas às artes (Itinerários Únicos), música (Midnight Música) e meio ambiente.

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Festival do Rio

Armazém da Utopia, no Cais do Porto: Centro nervoso do festival

Ontem, aliás, estava na última sessão, dentro do festival, de “Trashed – Para Onde vai Nosso Lixo”, dirigido por Candida Brady (assista ao trailer). Foi a própria Ilda Santiago, diretora do evento, quem introduziu o filme, ao lado de Rose Ganguzza, uma das produtoras.

Já tinha visto gente (críticos, inclusive) reclamar do tom excessivamente professoral do documentário. Peraí. E quem mesmo vai para o cinema ver documentário esperando, sobretudo, diversão? O tema é difícil e o tom é de alerta máximo. “Não estamos falando de um futuro distante“, diz Irons a certa altura, “o chão sob nossos pés já está coberto de lixo“.
Se suas preocupações com o planeta ultrapassam modismos, não deixe de ver Trashed quando estrear em circuito comercial.


Ainda turistas

 

Flanando pelo Centro do Rio

 

catedral Metropolitana do Rio de janeiro

Catedral Metropolitana: Um olho no personagem, outro na geometria

 

Quando cheguei à Caixa Cultural para ver a mostra de gravuras de Beatriz Milhazes, na manhã da quinta-feira (23), encontrei o local fechado e a entrada ocupada por manifestantes do MNLM (Movimento Nacional de Luta Pela Moradia). Mas não perdi a viagem. O centro da cidade, com seus contrastes e apelos multicores, sempre me exerceu fascínio. Daí que, saindo da Caixa, peguei o rumo do Largo da Carioca, espécie de palco para manifestações as mais diversas — de causas políticas à pregação de evangélicos. E de lá segui, passando pelos prédios da Petrobras e do BNDES, pelo Teatro Nelson Rodrigues e pela Catedral Metropolitana, onde fiquei por alguns minutos observando grupos de turistas que iam e vinham e onde encontrei, desgarrado do seu grupo, o senhor aí da foto.

 

 

 

Instagram – Fotodiário

 

Acessório para registros nas cidades

 

Barra da Tijuca

Praia da Barra da Tijuca com feições de antanho: Primeiras inscursões.

 

Nunca pensei que me renderia ao Instagram. Considerando-se o fato de que antes de ser jornalista (e quase antropóloga), cheguei a pensar que faria carreira como fotógrafa, é de se esperar que o brinquedinho não entusiasme assim, logo de cara. Para que se entenda, faço um ligeiro retrospecto: fotografo regularmente desde os 17 anos. Ou seja, desde que fiz um curso na Escola de Artes Visuais do Parque Lage e (por ter passado no vestibular) ganhei de meu pai e de minha avó um laboratório PB e uma câmera Canon semi-profissional. A partir daí e entre uma bolsa do CNPq de pesquisa em antropologia visual e o estágio como fotógrafa em dois jornais, não parei mais de fotografar. Apenas a compreensão de que não quereria fazê-lo profissionalmente é que demorou a acontecer.

Voltando ao Instagram : assumindo-se, de um lado, o que há de diletante no uso de uma câmera de celular e, de outro, enxergando-se seu valor como ferramenta cheia de limitações, a pergunta que se coloca é: por que não ?
Assim, a partir de agora, usarei o aplicativo como acessório adicional ao que aqui já funciona como um “diário fotográfico”. Para quem pretenda me seguir também por lá minha ID é @ drixpaiva.

 

+ Instagramadas

 

graffiti em Ipanema by Marcelo Ment e cia.

Grafite na Farme de Amoedo: Arte por Marcelo Ment, Ottis, entre outros.

Praia do Pepe - Barra

Na Praia do Pepê, aproveitando breve aparição do sol.

Praia da Barra - Outono 2012
A luz vespertina dos dias outonais é ótima, a propósito, para explorar texturas.

Sábado no Leblon Botafogo

Na Delfim Moreira, celular em punho: Ousando aproximações.


Fotos por Adriana Paiva ©

 

 

Arte urbana

 

Das intervenções que tenho visto por aí

 

A deixa para a presente compilação vem lá do Facebook. Mais especificamente, do grupo “Street Photographer” que, reunindo mais de 1900 membros, entre fotógrafos, artistas visuais e aficionados por fotografia em geral, tem trazido à luz trabalhos interessantes tanto de amadores como de profissionais consagrados. A cada semana, os participantes elegem um tema. E o escolhido na sexta passada foi, justamente, “street art”. Abaixo, intervenções artísticas que tenho registrado em minhas andanças pelo Rio, por Brasília e São Paulo.

 

Rio de Janeiro

 

graffiti by Marcelo Ment

Muro da UNIRIO, na Urca : A arte de Marcelo Ment e Duda substituiu o mural abaixo.

graffiti by Marcelo Ment

No mesmo muro da UNIRIO : Rita Lee por Marcelo Ment.

graffiti by Marcelo Ment

Ainda Marcelo Ment : Esquina da Farme de Amoedo com a Avenida Vieira Souto, em Ipanema.

Graffiti em Botafogo

Muro em Botafogo : Arte pelo grafiteiro Acme. Registro de 2009.

São Paulo

 

graffiti by

Grafite dos irmãos Gustavo e Otávio Pandolfo (Osgemeos): Em 2007, Lei Cidade Limpa cobriu de cinza.

Osgemeos na Vila Madalena

Osgemeos em sua estreia na Galeria Fortes Vilaça. E a minha entrevista com eles.

graffiti by Titi Freak

Fachada do Studio SP, na Vila Madalena (2006): Arte de Titi Freak.

graffiti SP 2011

“Buraco da Paulista” : Homenagem ao centenário da imigração japonesa (2007) teve aval da Prefeitura.

Acesso ao buraco da Paulista - graffiti de Rui Amaral

Entrada do túnel José R. Fanganiello Melhem, na Avenida Paulista (2011): Arte de Rui Amaral.

 

Brasília

 

Bsb - Graffiti by Soneka & Shock

Espaço Cultural Renato Russo, na 508 Sul: Paredes grafitadas pelos artistas Soneka e Shock.

 

Fotos por Adriana Paiva ©


Meus álbuns no Facebook

Outros links

 

 

Uma quarta-feira de sol no Rio de Janeiro

 

E o dia está para kitesurf

 

Kite surf - Fotos Adriana Paiva

Praia do Pepê : Praticantes do esporte e banhistas em coexistência alegre e pacífica

O sol voltou a dar o ar da graça. Para alegria das dezenas de kitesurfistas que ontem salpicavam o mar e lotavam as areias da Praia do Pepê. Entre praticantes de longa data, turistas aprendizes e simples espectadores, havia gente de todo tipo por ali.
Se você tem vontade de se aventurar na modalidade esportiva e essa será sua primeira vez, saiba que é imprescindível passar por pelo menos duas aulas (os primeiros 30 minutos gratuitos e R$ 200 a aula à vera).
Afora isso, segundo Francisco Ferreira, o “Frajola”, proprietário da K08 Surf Club, uma das escolas que mantêm quiosque no local, saber nadar e ter entre 10 e 70 anos são as únicos pré-requisitos para partcipar das aulas.

Além desse trecho da Barra da Tijuca, que se estende por 200 metros, não há outra área no Rio de Janeiro em que a prática do kitesurf seja autorizada pela Prefeitura. Ou seja, se a ideia é viver uma nova experiência e se divertir de maneira segura, é ali mesmo que você deve começar.
E ainda que você não seja dado a tais ousadias, vale sentar na areia, muito limpa nesse trecho de praia, e observar o espetáculo das pipas colorindo o céu.

 

Kite Surf na Praia do Pepê

Escolas fornecem equipamento para prática do kitesurf em área autorizada pela Prefeitura do Rio

INFO

Aulas de kitesurf :

  • K08 Surf Club : (21) 2494 4869
  • Mormaii Kitepoint : (21) 8859 2112

 


De uma tarde de verão com ares primaveris

Lagoa Rodrigo de Freitas

 

Desde a véspera do réveillon, semana de programação intensa, com a vinda, de Brasília, de minha irmã e sobrinhos. Hospedada na Lagoa desde lá, entre uma e outra saída, aí durante pausa para merecido dolce far niente. Foto por Adriana Paiva ©

Dica prática:

A passeio no Rio e preferindo deslocar-se de bicicleta? As bikes da foto são parte do projeto BikeRio, do Banco Itaú, que mantém estações de aluguel bem perto dali .

Dos imprevistos tipicamente cariocas

Livraria Camões

Dias atrás, ciceroneando amiga de uma amiga, chegada de Los Angeles via São Paulo, aportamos no Largo da Carioca. Eu, revivendo meus dias de adolescente-bicho-de-sebo,​ disse a ela: Vamos ali ? O “ali”, no caso, era a “Livraria Camões”, de propriedade do senhor aí da foto : J.M. Estrela. O português radicado no Rio também é poeta . Nessa ocasião, além de ler-nos alguns de seus versos, ele também autografou exemplares do recém-lançado “Pedaços de Mim”.

SERVIÇO

Livraria Camões
Rua Bittencourt da Silva, 156 / Loja 12 – Centro.
Fones : 21 2262 4776 / 2262 7051

Wi-fi in Rio

 

Se estiver no Leblon

  

Shopping Leblon - Clientes acessam Internet

No Shopping Leblon, área de acesso a Internet sem fio: Ao lado da Starbucks

 

De férias no Rio e passeando pelo Leblon ? É possível que você seja um desses turistas cautelosos que, andando por estas nem sempre seguras plagas, sequer aventaria a hipótese de sair à rua com o seu notebook na mochila. Supondo, entretanto, que num rasgo de ousadia você se decida a fazê-lo, eis acima uma boa opção de acesso gratuito à Internet sem fio. Ali, no andar térreo do Shopping Leblon, bem pertinho da Starbucks.

No caso de também pretender almoçar nas dependências do shopping, há interessantes opções na Praça de Alimentação. Meus preferidos, variando segundo intenções e companhias, são Bibi Sucos, Botequim Informal, Ráscal e Viena. Para adoçar a boca depois da refeição vale ainda uma passada na sorveteria Mil Frutas, cuja variedade de sabores — à base, inclusive, de frutos originários das regiões norte e nordeste do Brasil –, me leva à inevitável comparação com a nortista Santa Marta, que conheci quando morei em Belém, em meados da década de 1980. Foi lá, a propósito, que experimentei, pela primeira vez (na forma de sorvete), algumas frutas típicas da região amazônica, como o açaí e o bacuri . Bem, volto a falar de sabores da Amazônia em outra oportunidade. Retornemos ao Leblon.

Na linha, ainda, de diversão além da praia e a temperaturas mais confortáveis (hoje os termômetros bateram na casa dos 40° C ), o shopping dispõe de quatro salas de cinema e de um teatro, o Oi Casa Grande, onde, no momento, está em cartaz o musical Hair, em versão de Claudio Botelho e com direção geral de Charles Möeller. Veja horários.

Shopping Leblon – Endereço : Av. Afrânio de Melo Franco, 290. Fone: 21 2430 5122