A mais atípica das cariocas

 

De frente para o mar. Mas e daí?

Trocando praia e mostras de arte por filmes e livros

Oscar, Bafta e Berlinale - Rio Design Barra

Cinema do Rio Design BarraEm cartaz, nas últimas semanas, várias produções concorrentes nos festivais da temporada

Da varanda e de todas as janelas do apartamento onde moro tenho ampla vista para o mar. Passando em revista os meus “périplos”, arrisco dizer que, na maioria das cidades litorâneas onde vivi, quando não morei diante de uma praia – como em Olinda ou na Restinga da Marambaia -, residi bem perto. Nesse aspecto, não me canso de repetir, a Urca figura entre minhas mais agradáveis experiências.
Eu ainda era um bocado “praieira” quando morei lá, na adolescência. Quase insanamente, eu diria. A ponto de tomar banho de sol nos horários mais proibitivos e de ficar muito frustrada se, na segunda semana de verão, já não estivesse ostentando um bronzeado de capa de revista. Como podem ser comezinhas as prioridades de uma adolescente, não? Acho que, mais tarde, adulta, eu só consegui pegar mais leve com minha (falta de) consciência porque, foi ali, por volta dos 15, 16 anos, que eu aderi à alimentação natural, escolha que, ao contrário dos prognósticos familiares, acabaria não se revelando mais um modismo. Desde então, nunca mais voltei a comer carne.

Hoje em dia, viver perto do mar não altera em nada o fato de eu gostar cada vez menos de calor e, por conseguinte, do verão. E já não alterava quando morei em Olinda (por quase nove meses, entre 96 e 97), em uma casa na beira da praia. O calor, aliás, foi um dos motivos que me levaram a abreviar meu tempo de residência na cidade. Dentre todas onde morei, decididamente, aquela onde me senti menos adaptada. Mas é claro que, embora o componente climático tenha contado muito, ele não é suficiente para explicar minha inadequação.

Minha breve temporada nordestina

Mudamo-nos de Brasília para Olinda em julho de 1996. Quando vim embora para o Rio, minha família continuou morando lá – até a transferência de meu pai para São Paulo, em 1998. Diferentemente de mim, meus pais adoraram a experiência de morar no Nordeste. 
Que não se interprete, a partir daí, que eu não gosto da região. Conheci algumas incríveis cidades nordestinas. Na maioria das situações, claro, na condição de turista.

Hoje entendo que viver uma rotina de morador, em qualquer que seja a cidade, pode se revelar uma experiência amargamente definitiva. Daí que eu costume dizer, que, se pudesse voltar no tempo, teria preferido que minhas primeiras incursões por Olinda e Recife tivessem se dado durante o carnaval. O que certamente teria me permitido manter, em relação às duas belas cidades, algo da disposição generosa, daquele olhar encantado típico dos forasteiros.

Voltando ao calor em terras cariocas…É certo que, em função disso, tenho ido com menos frequência ao centro da cidade. Mas, no balanço de resfriados (culpa de entre-e-sai do ar-condicionado), enjoos e irritabilidade, há que se registrar os ganhos: tenho ido mais ao cinema – ao Espaço Rio Design, do lado de casa, por exemplo, eu vou a pé – e, do final de janeiro para cá, assisti a cinco das principais produções cinematográficas concorrentes nos festivais da temporada. Concomitante a isso, aproveito a estação para colocar minhas leituras em dia. Hoje comecei a ler “Cinco Esquinas”, do Mario Vargas Llosa.

Colado aos shoppings Millenium e Novo Leblon

 Ainda o Rio Design Barra: Um dos três shoppings próximos ao Novo Leblon, condomínio onde moro. Além do cinema, aí encontro uma livraria e ótimos restaurantes, cafés e sorveterias. 

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Quando o verão dá uma trégua

 

Mais uma tarde na Urca

Pista Cláudio Coutinho

 

Pista Claudio Coutinho

Com entrada à esquerda da Praia Vermelha, a pista, também conhecida como Caminho do Bem-te-Vi, recebe muitos turistas e praticantes de atividades físicas, como trekking e escalada

 

Resolvi me aventurar a uma caminhada por lá porque não era tão intenso o calor àquela altura da tarde. Dado que minha disposição para atividades físicas ‘outdoor’, nessa época do ano, não é das mais constantes, quis aproveitar a rara combinação entre sol, vento e céu azul.

Há tempos, não encontrava a pista tão movimentada em um início de semana. O que em parte deve se explicar pelo fato de a cidade ainda vir recebendo muitos turistas em férias. Um pessoal que, quando visita o lugar, não raro quer conhecer a Trilha do Morro da Urca, uma subida de aproximadamente 900 metros de extensão, que conduz até o topo do morro, onde se encontram a 2ª e a 3ª estações do teleférico do Pão de Açúcar – entre nós, carinhosamente chamado de “bondinho”. Nessa tarde, vi alguns grupos de crianças acompanhadas de adultos, fazendo a descida pela trilha.

Ah, sim, convém lembrar que o portão de acesso à pista fica aberto, diariamente, entre 6h e 18h, e que ali é proibida a entrada de bicicletas, bem como vedado o uso de skates e patins.

 

Terrier Brasileiro

Do Instagram: Um tempo por ali, para ver o mar emoldurado e me hidratar. 

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Da Barra à Urca

Começando a semana na Praia de Fora

Embora a ótima praia, a metros de casa, não abro mão de frequentar essa preciosidade ladeada por morros. Bem perto de onde, há quase 452 anos, Estácio de Sá fundou a cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro.

Praia de Fora no Forte São João

Entre o Morro Cara de Cão e o Pão de Açúcar: Águas límpidas e tranquilidade.

Urca Fortaleza de São João

De um ponto mais à direita da praia, desaparecendo por detrás do Pão de Açúcar.

 

 + Urca

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GYN * Dezembro de 2016

 

Festas em família

Fotodiário

 

Fox paulistinha mais amado - Goiânia

Manhã de 24 de dezembro: Vista da varanda do apartamento da minha irmã. Apolo, o cão da família, ainda se espreguiça.
Lá embaixo, a Praça Consciente e a vizinhança no Setor Marista.

 

Do Instagram

 

Terrier Brasileiro

Presente que dei ao meu sobrinho na véspera de ele se mudar para a Venezuela, Apolo está prestes a completar 15 anos ; quase não creio. O aniversário é em abril e, a cumprirem-se os planos de Lu, a caçula de minha irmã, a festa do “debutante” deve ser de arromba.

Vizinhança no Novo Leblon

Sobre como podem ser belas as tardes no Planalto Central. Aí, minha sobrinha dando início à farra na piscina.

 

 

 

 

 

Rio, 19 de março de 2016

Tchau, verão

Lamento não poder dizer que sentirei sua falta

Vizinhança no Novo Leblon

Do Instagram: Na balsa do Novo Leblon, voltando para casa depois de longa caminhada

 

Evitando confrontos desnecessários

Da série ‘Pensamentos que não quiseram calar’

À espera do momento mais apropriado para dizer àquela pessoa com quem sempre mantive diálogos cordiais, mas sem profundidade, que, se houve alguma vez em que votei no PT,  crendo, firmemente, que fazia a melhor das opções, essa  única vez  foi quando meu voto ajudou a eleger Cristovam Buarque governador do Distrito Federal.

 

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Primeiro por do sol de 2014

 

Visto da Praia do Pepê

Via escala no Facebook

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Irmãs

Na estreia do ano, trecho da Barra lotado, mas pacificamente curtido


Fechando um dia que transcorreu de maneira muitíssimo mais agradável do que os excessos da virada haviam prenunciado. Providencial, a propósito, o sinal da Net não ter dado o ar da graça, nesse trecho do Novo Leblon, até quase o final da tarde. Passei boa parte da quarta em atividades fora de casa.

Instagramadas do período

 

Seleção Outubro/Setembro

 

Copa - Stand up paddle

E no meio do mar, o garoto. Praticando a que, insinua-se, será a febre do próximo verão.

Stand up paddle visto do Forte de Copacabana.

 

Carlos Drummond de Andrade - 110 anos

À frente ou às costas do poeta, ecos de sua elegia carioca : “Rio diverso múltiplo. Desordenado sob tantos planos“… Drummond e, como ele mesmo escreveria, a cidade que o vive.

Texto e fotos por Adriana Paiva

Espelhos da cidade. Dentro do carro, a caminho do Armazém da Utopia, no Cais do Porto.

Por Adriana Paiva

Praia de Copacabana fervilhante, vista de uma das sacadas do Rio Othon Palace.

Foto Adri nas Cidades

Para fechar a série que fiz da sacada do Othon Palace. Giro um pouco meu pescoço à esquerda e ei-las, mais bonitas e robustas, as montanhas e as nuvens.

Cineencontro - Festival do Rio

No Armazém da Utopia, debate mediado por Pedro Butcher (Filme B) sobre o longa de animação “Uma História de Amor e Fúria”, de Luiz Bolognesi. Também presente na mesa, a cineasta Laís Bodanzky.

MNBA Italianos

A visitante em busca de informações. Mostra “Artistas Brasileiros na Itália”, no Museu Nacional de Belas Artes.


Fotos por Adriana Paiva ©

Houve uma vez um verão

 

A estação que ficou gravada na memória dos cariocas ganha livro e filme

 

Fernanda Abreu - Foto por Adriana Paiva

Fernanda Abreu, em 1996 : Show no Recife um ano após lançamento do álbum Da Lata

Eu morava em Brasília à época desse que, no Rio de Janeiro, ficou imortalizado como o verão da lata. Mas lembro bem de sua tremenda repercussão (e, digamos, de alguns de seus resultados ‘criativos’). Típico episódio que me leva a pensar na capacidade espantosa que os cariocas têm de fazer graça (e tirar algum proveito) de acontecimentos dos mais trágicos aos mais insólitos.
Este vídeo eu garimpei no YouTube. Além de curiosas versões sobre a carga “perdida” do Solana Star, interessante ouvir o povo que acha — como cita o jornalista Wilson Aquino, na reportagem –, que tudo não passa de lenda urbana, história de pescador.
Agora, melhor que tudo é lembrar de como esse disco da Fernanda Abreu me fez dançar (e cantar junto).

 

 

Porque hoje ela faz aniversário

Do meu perfil no Facebook

 

Em seu 447º verão, meus parabéns a essa que há muito figura na lista de meus afetos mais ambíguos. Com votos de uma sempre melhor convivência, parabéns à cidade maravilha mutante, o Rio de cidades misturadas, berço do samba e das lindas canções, a capital do sangue quente do Brasil. PARABÉNS, Rio de Janeiro !

Sorveteria Frutos do Cerrado

Frutos do Cerrado

Loja da Barra da Tijuca é uma das quase cem pertencentes à rede nascida em Goiânia

Achar a Frutos do Cerrado numa portinha, espremida entre uma loja de aluguel de bicicletas e edifícios residenciais, não é tarefa das mais fáceis. Para quem não conhece esse pedaço da Barra, mais simples dizer que a loja fica quase na esquina do burburinho de bares da Olegário Maciel.

Ambientação não é o forte do lugar, mas se você já esteve numa das sorveterias mais famosas de Santos (SP), deve saber que apuro decorativo nem sempre contribui para a fama dos estabelecimentos. A santista Royal, aliás, guarda muitas semelhanças com a filial carioca da Frutos do Cerrado. As duas, além de funcionarem em espaços físicos ínfimos, desprovidos de qualquer cuidado estético, ficam muito próximas da praia. E o mais importante: ambas têm como forte os sorvetes de fabricação própria.

Longe de ser novata no ramo, a Frutos do Cerrado, marca da Frutos do Brasil, tem matriz em Goiânia e cerca de cem filiais espalhadas por sete estados. E embora o nome possa induzir à outra interpretação, seus sorvetes também são feitos à base de frutos típicos de outras regiões que não o centro-oeste, como o açaí e o cupuaçu, nativos da Amazônia.
Ainda que competir com a Mil Frutas, considerada por especialistas em assuntos gastronômicos, ano após ano, a melhor sorveteria do Rio de Janeiro não seja embate para fracos, os donos da marca goiana poderiam bem considerar fazer melhorias físicas em sua loja carioca. Clientela pronta a aplaudir a iniciativa é o que não iria faltar.

Por ora, fica a dica desta taurina — amiúde , mais esteta do que gulosa : considerando que o espaço interno da sorveteria não comporta mesmo muitos clientes, peça sua casquinha, atravesse a rua e vá tomar seu sorvete olhando o mar. Foi exatamente o que eu fiz quando estive lá dia desses. Depois de pedir uma bola de meu sabor preferido: açaí (amargo demais para meu gosto), voltei à loja e fiz uma segunda escolha:  cupuaçu, cremoso no ponto certo e numa casquinha perfeitamente crocante.

Serviço :

  • Sorveteria Frutos do Cerrado : Avenida do Pepê, 760, loja B – Barra da Tijuca. Fone (21) 2491 4966



Uma quarta-feira de sol no Rio de Janeiro

 

E o dia está para kitesurf

 

Kite surf - Fotos Adriana Paiva

Praia do Pepê : Praticantes do esporte e banhistas em coexistência alegre e pacífica

O sol voltou a dar o ar da graça. Para alegria das dezenas de kitesurfistas que ontem salpicavam o mar e lotavam as areias da Praia do Pepê. Entre praticantes de longa data, turistas aprendizes e simples espectadores, havia gente de todo tipo por ali.
Se você tem vontade de se aventurar na modalidade esportiva e essa será sua primeira vez, saiba que é imprescindível passar por pelo menos duas aulas (os primeiros 30 minutos gratuitos e R$ 200 a aula à vera).
Afora isso, segundo Francisco Ferreira, o “Frajola”, proprietário da K08 Surf Club, uma das escolas que mantêm quiosque no local, saber nadar e ter entre 10 e 70 anos são as únicos pré-requisitos para partcipar das aulas.

Além desse trecho da Barra da Tijuca, que se estende por 200 metros, não há outra área no Rio de Janeiro em que a prática do kitesurf seja autorizada pela Prefeitura. Ou seja, se a ideia é viver uma nova experiência e se divertir de maneira segura, é ali mesmo que você deve começar.
E ainda que você não seja dado a tais ousadias, vale sentar na areia, muito limpa nesse trecho de praia, e observar o espetáculo das pipas colorindo o céu.

 

Kite Surf na Praia do Pepê

Escolas fornecem equipamento para prática do kitesurf em área autorizada pela Prefeitura do Rio

INFO

Aulas de kitesurf :

  • K08 Surf Club : (21) 2494 4869
  • Mormaii Kitepoint : (21) 8859 2112

 


Wi-fi in Rio

 

Se estiver no Leblon

  

Shopping Leblon - Clientes acessam Internet

No Shopping Leblon, área de acesso a Internet sem fio: Ao lado da Starbucks

 

De férias no Rio e passeando pelo Leblon ? É possível que você seja um desses turistas cautelosos que, andando por estas nem sempre seguras plagas, sequer aventaria a hipótese de sair à rua com o seu notebook na mochila. Supondo, entretanto, que num rasgo de ousadia você se decida a fazê-lo, eis acima uma boa opção de acesso gratuito à Internet sem fio. Ali, no andar térreo do Shopping Leblon, bem pertinho da Starbucks.

No caso de também pretender almoçar nas dependências do shopping, há interessantes opções na Praça de Alimentação. Meus preferidos, variando segundo intenções e companhias, são Bibi Sucos, Botequim Informal, Ráscal e Viena. Para adoçar a boca depois da refeição vale ainda uma passada na sorveteria Mil Frutas, cuja variedade de sabores — à base, inclusive, de frutos originários das regiões norte e nordeste do Brasil –, me leva à inevitável comparação com a nortista Santa Marta, que conheci quando morei em Belém, em meados da década de 1980. Foi lá, a propósito, que experimentei, pela primeira vez (na forma de sorvete), algumas frutas típicas da região amazônica, como o açaí e o bacuri . Bem, volto a falar de sabores da Amazônia em outra oportunidade. Retornemos ao Leblon.

Na linha, ainda, de diversão além da praia e a temperaturas mais confortáveis (hoje os termômetros bateram na casa dos 40° C ), o shopping dispõe de quatro salas de cinema e de um teatro, o Oi Casa Grande, onde, no momento, está em cartaz o musical Hair, em versão de Claudio Botelho e com direção geral de Charles Möeller. Veja horários.

Shopping Leblon – Endereço : Av. Afrânio de Melo Franco, 290. Fone: 21 2430 5122