Saudade das correspondências manuscritas

 

Lembranças de amigos que fiz país afora

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De Belém. Pelos Correios

De Belém para Brasília. Pelos Correios.


Encontrei, há algum tempo, em meio à minha papelada afetiva e achei que fazia sentido escanear. Carta e cartão postal vindos de Belém, em dois momentos daquele 1987, ano em que eu voltava a morar em Brasília.
No cartão, os dizeres: “Ainda não houve tempo para ver a exposição, mas são eles a expressão atual da fotografia paraense.” Impressos os nomes : Abdias Pinheiro, Ana Catarina, Elza Lima, Jorane Castro, Mariano Klautau Filho, Miguel Chikaoka, Octávio Cardoso, Patrick Pardini, Paulo Ribeiro, Rosário Lima.
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Sobre o cinza dos dias

 

De uma escala no Instagram

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Praia da Barra - Posto 8 - HBO

Barra da Tijuca, Posto 8.


Eu e minha família deixamos o Rio em 1985 e fomos morar em Belém. Entre aquela mudança e as muitas escalas que a ela se seguiram (de Campo Grande a Brasília, passando por Olinda e SP), até minha volta a terras cariocas, em 2008, já tive tempo suficiente para ver sedimentada uma certeza: o cinza daquelas plagas não me afeta como o de cá. Com que força detesto esses dias mormacentos que abrem a primavera e se impõem sobre outubro.
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Rio em preto e branco

 

Via Instagram

 

Recortes de julho a setembro

 

Cidade das Artes - Barra da Tijuca

Cidade das Artes. Dia de “Interlocuções” na Sala de Leitura. Agosto, 2014.

 

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Praia da Barra - Posto 5

Escala corriqueira ao longo do corredor cultural. Museu Nacional de Belas Artes. Registro de julho.

 

Barra - Posto 4

Pelas curvas do corredor cultural. Na esquina do CCBB e diante da Escola de Cinema Darcy Ribeiro.

Centro do Rio

Esquina da Escola de Cinema Darcy Ribeiro. Registro de setembro.

Inspirados por Nise da Silveira

 

Revista da Cultura. Edição 86. Setembro de 2014

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Fotos por Bruno Veiga

Reginaldo Terra, um dos atores do Teatro de DyoNises. Foto: Bruno Veiga

 

Especial sobre Educação da Revista da Cultura deste mês vem com reportagem de minha autoria: Bravos discípulos – Dentro de instituição fundada há 103 anos, na zona norte do Rio, museu e série de projetos inovadores mantêm vivo o legado da psiquiatra Nise da Silveira. Para ler >> clique aqui.

 

 

Brincando com o PicsArt

            

Registros por aí e por aqui

Dois momentos no CCBB do Rio

 

Call me Helium

Final de junho: Público em fila para ver a mostra Salvador Dali

 

Praia de Copacabana

Maio: Visões na coleção Ludwig

 

Da varanda e pela minha vizinhança…

 

Novo Leblon

Lá embaixo, o dia ensolarado que chama

 
 

Novo Leblon

De explorações felinas

Sobre intervenções artísticas

 

Com a deixa de um especial de aniversário

 

Gostei de abrir o jornal, hoje, e constatar que algumas das imagens que ilustram especial de 10 anos da Revista O Globo trazem interferências do designer gráfico Lucas Levitan (aqui, a reportagem: http://glo.bo/1lMFJXk). Eu já conhecia seu trabalho do Instagram. Publicitário de formação e artista por paixão, como ele também gosta de se apresentar, o gaúcho toca por lá o projeto Photo Invasion. Tempos atrás, ele invadiu minha galeria e assim modificou uma foto que fiz a caminho do Teatro Nacional, em Brasília:

 

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Thaís Gulin fotografada por Luciana Whitaker

Foto: Adriana Paiva | Arte: Lucas Levitan

 

Lentes de contato, um desafio quase diário

 

Post via Facebook

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Lentes de contato - Receitas

Medidas prescritas para minhas lentes de contato. No alto, em março de 2014; embaixo, em julho de 2007


Quando uma operação trivial como colocar um par de lentes de contato nos olhos chega às raias do suplicio. Uso lentes desde a adolescência e sempre preferi as gelatinosas pela razão óbvia de serem mais confortáveis. Dentro dos olhos elas são o que têm de ser: translúcidas, comportadíssimas, umas graças. Mas antes de entrar ali…nem sempre. Nos dias em que se tem mais pressa, por exemplo, elas podem calhar de dobrar ao meio, em quatro, se dependurar nos cílios ou, simplesmente, capotar pia abaixo. Agora, imagine se a pessoa tem surreais 19 graus de miopia no olho esquerdo e, para piorar só um pouquinho, também é destra. Por essas e por outras é que continuo preferindo sair de casa com lente apenas no olho direito, que tem pouco mais de 6 graus e é, afinal, a visão com a qual posso contar.
Já que amplifiquei o desabafo: quando meu olho fica irritado, após seguidas tentativas frustradas de colocar-lhe a lente, nenhuma solução tem sido tão eficiente e curativa quanto uma ou duas gotas de colírio Acular.
E outra: recentemente, troquei o OptiFree pelo Renu e estou muito mais satisfeita com a limpeza e conservação de minhas lentes.

 

Inspiração Kodak

 

Como se folheasse álbuns da minha infância

 

Poderia ser a Barra da Tijuca de algumas décadas atrás, mas é a minha vizinhança como a vejo da varanda daqui de casa. Brincando com o PicsArt

 

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Novo Leblon

 

Novo Leblon

 

Novo Leblon

 

Fotos por Adriana Paiva ©

 

 

Thaís Gulin : Entre o ninho e a estrada

 

Revista da Cultura. Edição 84. Julho de 2014

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Thaís Gulin fotografada por Luciana Whitaker

Fotos: Luciana Whitaker

 

Entrevistei a cantora Thaís Gulin para a edição de julho da Revista da Cultura. Entre um show e outro, a curitibana tenta concentrar energias na criação de canções de seu próximo disco. O álbum já tem alguns parceiros confirmados e a provável participação do músico Jorge Mautner, com quem a cantora volta a dividir palco em apresentações na Caixa Cultural Brasília, nos dias 24 e 25/7. Para ler a matéria na íntegra, >>clique aqui.

 

 

Houve, outra vez, uma Copa do Mundo

 

Instagram : Rio, Junho | Julho 2014

 

Longe de estádios, já que não gosto de futebol, um pouco do que vi do Mundial no Brasil

 

Call me Helium

Lá vai o menino, o país do futebol como souvenir.

 

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Praia de Copacabana

De como podem ser divertidas as crianças quando entregues aos seus momentos lúdicos. Todas as vezes em que a bola correu pela areia, foi muito engraçado observar com que empenho a menina tentou tomá-la do garotinho com a camisa do Neymar.

 

Bra x Ger

Brasil e Alemanha. Bonitas as bandeiras tremulando juntas sobre as areias de Copacabana. E que hoje, no gramado, vença a seleção mais merecedora. Terça-feira, 8 de julho

Fifa, Fuleco, argentinos

Sei de muitos cariocas que, ainda antes de a Copa terminar, já admitem que sentirão falta da alegria e da cordialidade dos argentinos. Esses fofos eu encontrei ontem, em Copacabana. Primeiro, dentro da loja da Fifa. Depois, lá fora, se revezando entre deixarem-se fotografar ao lado do Fuleco e atender àqueles que os abordavam pedindo, também, uma foto com o mascote. Quando saí dali, já quase não os enxergava em meio a tantos turistas.

Ipanema, Brasil

Será que era isso mesmo? Uma orgulhosa brasileira no meio de um punhado de chilenos? Não estou certa, mas me divirto ao conjecturar. Divisei-os, dia desses, no trecho de mar em frente ao Praia Ipanema Hotel.

 

Hino à Bandeira

Nos momentos de festa ou de dor”. Ela, a já não tão “sagrada bandeira”, embalando corpos e enfeitando cabeças.

 

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Praia de Copacabana

De coincidências. Ou para provar que minha intimidade com os assuntos do mundo futebolístico está mesmo perto de nula. Fiz esta foto quando estive em Copacabana, dias antes da abertura da Copa do Mundo. Fincada no calçadão, a meio caminho do meu destino, a propaganda da Adidas me chamou a atenção. Àquela altura, entretanto, eu não reparara que o personagem a ilustrá-lá era o hoje mundialmente execrado Luís Suárez. A bem da verdade, até o Mundial começar, eu nada sabia sobre a sua pessoa. E mesmo quando comentei, em redes sociais, que havia achado bonita a maneira como o jogador comemorou seus gols na partida contra a Inglaterra, eu não o associei à tal propaganda. Agora, com todo um passado de atos violentos vindo à tona, só posso aplaudir a decisão da Fifa de banir o atleta da competição.

 

Praia de Copacabana

De entrevistas à beira-mar. Uma Canon no tripé e será que o inglês na ponta da língua?

Praia de Copacabana

Nas areias daquela mesma #Copacabana… Ora, e se não seria verde e amarela a bola da pelada dos turistas?

Copa de todos os credos

Copacabana, Posto 6: Turistas dos mais variados credos e nações. Segunda-feira, 9 de junho.

 

Copa - Ambulantes

Porque #vaitercopa, há muita gente apostando todas as suas fichas. Copacabana, Posto 5.

 

Outono, até mais ver

 

Seleção | Instagram

Porque minha mais inspiradora estação se despede, ficam as notas de dias tipicamente outonais

 

Call me Helium

Passando pelo “corredor cultural”, dia desses. O balão no céu lembra que a mostra Call me Helium, colaboração artística entre Helio Oiticica e os irmãos Andreas e Thomas Valentin fica no Centro Cultural Correios até 13/7.

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Praia da Barra - Posto 5

No Posto 5. Um raro sábado outonal a superar a mais otimista de minhas projeções.
Registro de 31 de maio.

 

Barra - Posto 4

A cada outono essa mesma vontade de me encontrar na imensidão | Praia da Barra, Posto 4.

Muro da Unirio

Enquanto segue vacilante o outono, outro dia, na Urca, os muros da Unirio disputavam minha atenção com um céu estonteantemente azul.

Descida da Niemeyer

Descendo a Niemeyer, em algum momento do início de abril…

 

Da série: Com a deixa da notícia

 

Operação do Procon no bairro da Urca

Nove dos treze estabelecimentos vistoriados são autuados e receberão multa

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Praia Vermelha

Pão de Açúcar visto do CMPV : É no interior do clube que fica o restaurante Terra Brasilis

 

Triste o desempenho da Urca na operação pré-Copa do Procon. Dos treze estabelecimentos vistoriados, na última quarta-feira, nove foram autuados. Algumas dessas atuações não me surpreendem de todo. O Terra Brasilis, por exemplo, é um restaurante no limiar do razoável – o mais interessante dali, a meu ver, é a generosa vista do Pão de Açúcar. O que mais choca, nesse levantamento, é o número e o tipo de irregularidades encontradas. Situação ainda mais preocupante quando se sabe que o lugar fica invariavelmente lotado, na hora do almoço. É grande a frequência de estudantes e professores da Unirio, Ateliê da Imagem, IME, etc., instituições vizinhas daí. Sem falar das numerosas levas de turistas.

Desde que comecei a frequentar o lugar, em meados da década de 1980, quando morei no bairro, o restaurante passou por umas tantas administrações e trocas de nomes. Depois da mais recente dessas mudanças, estive lá algumas vezes. Em nenhuma delas saí com a convicção de que valesse realmente a pena retornar.

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Ali, onde desembocam minhas zapeadas

 

Série musical na HBO

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Encuentros en Brasil - HBO

Kevin Johansen em escala por Fernando de Noronha: No restaurante O Pico, recebido pelo chef Alvaro Segundo


Acabo de ver que o Now já colocou no ar quatro dos episódios de Encuentros en Brasil. Tendo visto todos os seis, em suas exibições originais pela HBO, curioso notar como, ao contrário do que ocorreu com o uruguaio Jorge Drexler, o argentino Kevin Johansen e a chilena Francisca Valenzuela (donos de temperamentos mais extrovertidos), se beneficiam imensamente mais da passagem pelas cidades escolhidas pela produção.
Uma figuraça esse Johansen. Quase sempre com uma cuia de chimarrão a tiracolo, no Recife, como em Olinda ou em Fernando de Noronha — e antes, em cidades mineiras –, o músico, até aqui, foi quem melhor interagiu com os personagens locais.
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Fotodiário: 14/5/2014

 

Especial * Natalício

 

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Primeira lua cheia do signo de Touro vista da varanda daqui de casa.
Grata por sua aparição neste dia em especial
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Fotodiário: 28/4/2014

 

Segunda-feira de ressaca

 

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De uma rotineira caminhada pela orla da Barra da Tijuca. Essa, entre a Praia da Reserva e o Posto 4. Achei bonito ver os dois andando lado a lado, indiferentes à fúria do mar. E durante tanto e tão entretido tempo, que quando me dei conta, já os tinha perdido de vista.

 

 


Por onde andará ?

 

Via meu perfil no Facebook

 

Péri no Sesc Pompeia

Péri em apresentação do show Samba Passarinho: Sesc Pompeia, 2005

 

Desses dias em que acordo nostálgica – e não são poucos, como bem o denuncia minha timeline. Hoje, não sei qual foi a deixa, quis saber: onde andará o Péri? Fui atrás e reencontrei-o aqui. Conheci o músico baiano na época em que fizemos assessoria de imprensa para projeto que o também músico Carlos Careqa levou ao CCBB de São Paulo. “Novo de Novo – O Brasil de Pixinguinha” reuniu no palco paulistano, em 2003, entre outros, feras como Itamar Assumpção, Arrigo Barnabé, Belchior, Vitor Ramil e Marcelo Vianna, neto de Pixinguinha.

A TV Cultura gravou os espetáculos e exibiu-os no programa Jazz & Cia. E aqui, a segunda parte, traz show e entrevista com o saudoso Itamar Assumpção.

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Foto: Divulgação.

Brasília sempre presente

 

Outro aniversário lembrado no Instagram

 

Ibirapuera

(…) Começo aqui uma série em homenagem à cidade. E o faço com registro de uma daquelas tardes de céu dramático, típicas de quando recomeça o período de chuvas. Aí um dos muitos skatistas que costumam lotar a ampla área que circunda o Museu Nacional, na Esplanada dos Ministérios. #bsb54.

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Bsb - vista aérea

Primeira visão de Brasília eu a tive do alto, aos sete anos de idade, quando eu e minha família fomos morar na cidade.O estranhamento infantil diante da terra vermelha a perder de vista continua entre minhas melhores lembranças dos dias de chegada.
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Seca em Brasília

Mesmo em plena seca, há quem mantenha inalterado o hábito das longas caminhadas. O casal eu fotografei, há não muito tempo, na altura da 103 Norte.

 

Bsb, fim da estiagem

Fiz essa foto logo após um período histórico de seca em Brasília. Tinham sido quatro meses sem chuvas. E quando elas voltaram, vi pelas ruas do Plano Piloto o mesmo milagre da multiplicação de ambulantes vendendo guarda-chuvas, que eu me acostumara a ver no centro de SP. Algo que, nesse dia, não deixou de ser uma forma de redenção.

 

A caminho do Teatro Nacional

Sob o imponente céu. A meio caminho entre o CNB e o Teatro Nacional Claudio Santoro.

 

Pontão do Lago Sul

O homem e seu lar sobre rodas. Esplanada dos Ministérios, abril de 2010 — véspera do 50° aniversário de Brasília.

 

Vista do Coco Bambu

Fechando a série #bsbnotas : Canoagem no Lago Paranoá. Registro feito da varanda do restaurante Coco Bambu.

 

Modos de ver

 

Com a deixa de uma crônica

Via meu perfil no Facebook

Sobre ter 40 anos

Escala optométrica de Snellen: Nos consultórios oftalmológicos, utilizada para mensurar acuidade visual

Nasci míope. Passei por todos os percalços pelos quais passa uma criança obrigada a usar óculos muito cedo. Aí, veio a adolescência. E com ela a descoberta do incremento que significava para a autoestima um bom par de lentes de contato. Seguia relativamente feliz, do alto de minha altíssima miopia, até virar os 40…

Agora, essa história de óculos para perto, óculos para perto com lentes de contato, óculos para longe, óculos escuros com grau, óculos escuros sem… E pensar que um dia fui a “introdutora oficial” de linhas nas agulhas de costura de minha avó. A pessoa que enxergou o ínfimo do ínfimo do ínfimo até uns 39… assim que saiu da casa dos 30, deixou de enxergá-lo.

E cirurgia para redução de miopia, apesar de cedo aventada, nunca me foi uma possibilidade (por complicadas questões éticas). Mas sendo muito franca, meus problemas de visão nunca me impediram de fazer nada (absolutamente nada), que eu, verdadeiramente, quisesse.


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